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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Soube-me a Pouco

O Benfica empatou ontem a zero no Celtic Park, com a formação local. É um resultado justíssimo, face à inoperância atacante de ambas as formações. Se do lado do Benfica, esperava um inicio muito cauteloso, devido à remodelação forçada da nossa zona defensiva, do lado do Celtic esperava muito mais. Não vi o jogo deles no fim de semana, em que perderam, mas já os tinha visto duas vezes (em jogos da qualificação para a Liga dos Campeões) e tinham-me parecido muito mais fortes que isto. A falta de Samaras no ataque não deve ser estranha a este facto.
Esperava também, que o Benfica aparecesse mais desenvolto no ataque à medida que o jogo se encaminhasse para o fim, mas o nosso maior motor ofensivo esteve muito apagado. Falo de Salvio, que talvez sentindo a falta de Maxi, se tenha resguardado um pouco mais. Gaitan no flanco oposto, esteve sempre muito individualista e desacompanhado e Rodrigo na frente de ataque foi simplesmente inoperante.

Tenho de falar da nossa defesa, para dizer que embora haja algumas coisas a rever, saímos de cabeça erguida pois atitude foi o que não faltou na nossa zona recuada. Garay esteve muito bem no papel de líder e Jardel não comprometeu, embora fosse notório o nervosismo de querer jogar bem. Melgarejo teve o seu primeiro jogo em que defendeu melhor que atacou e André Almeida fez o que pode. A atitude fez a diferença, pois uma atitude mais complacente seria a nossa desgraça.

Particularizando em Jardel e André Almeida, que entraram "a frio", não se pode dizer que tenham comprometido. As limitações de André Almeida a lateral são mais que evidentes, mas uma grande capacidade de sacrifício aliada a um quase inexistente aventureirismo no ataque permitiram minimizar as suas lacunas. No entanto, foi muitas vezes Jardel a limpar a zona de André Almeida, pois o português deixava sempre muito espaço nas costas, fruto de um mau posicionamento. Maxi tem o mesmo "problema", mas porque está muitas vezes integrado no ataque.

No meio campo, Matic continua a sua adaptação e num jogo como estes, em que a luta é mais importante que a técnica, ele foi rei e senhor. Mas só o pode fazer, pois teve em Enzo Perez o ajudante qualificado que era necessário. O argentino surpreendeu-me naquela posição, com uma capacidade de trabalho ao nível dos melhores.

No ataque já referi Salvio, Gaitan e Rodrigo. Falta Pablo Aimar. O nosso 10, era o único que tentava levar a bola em progressão de pé para pé, mas nunca encontrou alguém que o acompanhasse, permitindo aos defensores do Celtic fazerem aquilo que sabem, destruir jogo.

No final o empate sabe-me a pouco, pois com um pouco mais de aceleração no ataque tinhamos saido de lá com os três pontos. No entanto tendo em conta o historial anterior, não posso deixar de me conformar com o ponto alcançado. Agora vem aí o Barcelona, com o seu meio campo de sonho, e nós teremos que jogar mais e melhor se queremos sair do jogo com alguma coisa positiva.


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