origem
Mostrar mensagens com a etiqueta Valores. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Valores. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

O clube com mais sócios?

Este artigo não visa aferir quantos sócios tem efectivamente o nosso clube, pois essa discussão nunca acabará até que os verdadeiros valores sejam disponibilizados pelo clube. Visa isso sim, demonstrar a cultura do engano a que são sujeitos os sócios e adeptos do clube.

Aqui e aqui podem ver o destaque dado à ultima revista da FIFA, que coloca o Benfica como maior clube em termos de sócios.O clube, por seu turno, afirma que é o clube com mais sócios pagantes, com cerca de 235.000 sócios pagantes (ou activos) actualmente. Este valor parece-me completamente desajustado daquilo que foi apresentado no R&C relativo a 2012/2013. Bem sei que já passaram mais de seis meses, mas os leitores verão que os números são demasiado dispares para que exista qualquer semelhança com o que acontece na realidade.

Ora vejamos. 
Começando pelas receitas de quotização, é referido que se receberam durante este exercício (2012/2013), cerca de 13,587M€ de receita das quotas. Aqui engloba-se tudo. Desde a quota modalidades, até aos valores recebidos em adiantado (de sócios que pagam as quotas de um ano no inicio de cada ano). Destes 13,587M€, 7,162M€ são imediatamente transferidos para a SAD, o que nos indica que os valores de 2012-2013, para as quotas totais andará em torno dos 9,550M€. Isto sem contar com adiantamentos ou com a quota das modalidades. 
Portanto, 9,550M€ é o valor total de receita com os sócios pagantes. Vamos então comparar este valor com os números apresentados, que segundo o mesmo R&C são de 230.195 sócios activos (incluem-se aqui todas as categorias de sócio, mesmo as não pagantes).
__________________________________________________________________________________

Para que os leitores tenham uma noção mais aproximada do peso de cada categoria, os sócios pagantes dividem-se em 4 categorias:
  1. Sócios efectivos (156€/ano)
  2. Sócios correspondentes (100€/ano)
  3. Sócios menores (78€/ano)
  4. Sócios infantis  (39€/ano)
Dividindo o valor total da receita de quotização por cada categoria de sócio:
  1. 61.218 sócios efectivos
  2. 95.500 sócios correspondentes
  3. 122.436 sócios menores
  4. 244.872 sócios infantis
Como podem ver para uma receita de quotização de 9.550M€ seria necessário possuir uma esmagadora maioria de sócios infantis para que os valores batessem certo.

Como é natural de se compreender, existem diferentes percentagens das várias categorias de sócio presentes no valor apurado para o total da receita de quotização. Pelo que parece-me também óbvio que o valor apurado para o número de sócios pagantes não estará correcto. 
__________________________________________________________________________________

A titulo de exemplo deixo aqui duas situações, para se perceber melhor a questão levantada por estes números.

Numa primeira situação, consideram-se as seguintes percentagens de sócios pagantes na medida em que contribuem para o bolo total:
Sócios efectivos contribuem com 40% da receita total - 24.487
Sócios correspondentes contribuem com 40% da receita total - 38.200
Sócios menores contribuem com 15% da receita total - 18.365
Sócios infantis contribuem com 5% da receita total - 12.243

Total de sócios pagantes: 93.295

Numa segundasituação, consideram-se as seguintes percentagens de sócios pagantes na medida em que contribuem para o bolo total:
Sócios efectivos contribuem com 30% da receita total - 18.365
Sócios correspondentes contribuem com 50% da receita total - 47.750
Sócios menores contribuem com 10% da receita total - 12.089
Sócios infantis contribuem com 10% da receita total - 24.487

Total de sócios pagantes: 102.691
 __________________________________________________________________________________

Quem acha que o somatório dos Sócios Honorários, Sócios Vitalícios e Sócios Infantis com encarregado de educação também ele Sócio, andará na casa da centena de milhar, parece-me algo iludido com toda a propaganda lançada em torno deste tema.

domingo, 20 de maio de 2012

Os reis da penumbra

Este artigo não vai versar directamente sobre o Benfica, e apesar de eu pensar que, muitas vezes é dar tempo de antena a quem não o merece, neste caso não posso deixar de falar acerca disto.

Surgiram três notícias nos últimos dias que definem bem o comportamento anti-desportivo e manifestamente persecutório do Porto, face a quem não se verga ao seu jugo ou a quem declaradamente considera como inimigo. Simboliza tudo aquilo que, em meu entender está mal neste futebol. A maneira de mostrar a tudo e todos quem tem o verdadeiro poder neste "futeluso" é ao bom estilo da Camorra italiana...
  1. A Federação chumbou pela segunda vez o alargamento (já com o recurso à liguilha/play-off) no dia seguinte ao Porto manifestar intenções de impugnar a decisão da Liga.
  2. O Porto meteu um requerimento na Liga, com vista à despromoção do Marítimo.
  3. O belga Steven Defour confirmou em entrevista ao DN, que foi "aconselhado" pelos dirigentes azuis, a não ser visto publicamente com Witsel, sob pena de isso lhe causar dissabores com os próprios adeptos.
Começando pelo ponto um. Afirmo desde já, que sou contra o alargamento (este ou outro qualquer) sem antes de verificar uma alteração drástica na legislação, fiscalização e punição dos clubes profissionais. Um clube profissional, tem de ser viável. Não pode ser o que temos hoje, em que 80% dos clubes profissionais não têm recursos suficientes para fazer face aos seus vários compromissos. É uma completa farsa, que se permitam a clubes, como os Vitórias (SC e FC) ou a União de Leiria disputar uma prova profissional, tendo o acumular de dívidas que estes clubes apresentam (regular e cronicamente). Posto isto, é elucidativo o seguinte: O Porto avançar com uma ameaça de impugnação à proposta de alargamento, indo contra o presidente eleito (que só o foi por causa de abanar a cenoura do mesmo alargamento aos clubes pequenos) mas que se for feita uma pesquisa séria, é facilmente conotado com o Porto (através das relações muito próximas com Adelino Caldeira). A ameaça, visa unica e simplesmente mostrar a todos, quem manda no futebol. E que caso se aja contra o clube, o destino é "facilmente" traçado. Sabemos bem todos, como o Porto é fértil em angariar clubes para os seu lado (afastando de cena os que não se "aliarem")

Já sobre o ponto dois, oferece-me dizer o seguinte: A única razão pela qual o Porto apresentou o requerimento com vista à despromoção do Marítimo, é a afronta deste no caso do Kléber. Pessoalmente, não tenho quaisquer dúvidas que o jogador foi aliciado. Aliás todo o negócio (incluindo o ridículo do Porto pagar menos ao Atlético Mineiro que o Sporting e ainda assim ver a sua proposta aceite em detrimento da do clube de Alvalade) cheira a esturro. O Marítimo quis fazer valer os seus direitos e afrontou directamente o clube azul. Cuidado Marítimo.
Mas caso o Marítimo tenha mesmo recorrido aos tribunais comuns, acho justo que tenham o mesmo destino que o Gil Vicente. Espero é que isto se resolva rapidamente. Caso fosse um clube "amigo" a ir para os tribunais comuns, nunca o Porto se meteria nestas confusões. Mais uma vez querem mostrar quem manda.

Finalmente o ponto três. Aqui é visível a doença e ressabiamento que impera naquele clube. Defour e Witsel, amigos de Liége, tendo passado excelentes anos no Standard, são "obrigados" a ver-se às escondidas. Se não fosse uma coisa já usual naquele clube, era motivo para rir, tal o ridículo da coisa. Em vez de se usar estes dois jogadores para mostrar que a rivalidade é boa, e que nada impede que rivais sejam grandes amigos, e ainda assim lutem pelos mesmos objectivos, não. Usa-se esta ligação, precisamente ao contrário. É simplesmente cretino e de muito baixo nível. 

Essencialmente, este Porto de Pinto da Costa (não confundir com o clube criado por Monteiro da Costa em 1906) é isto mesmo. Um clube que está no seu meio atrás de portas fechadas, em sussurros pelos corredores escondidos, em guerras assumidas com quem deveria ser seu aliado pela verdade desportiva, em tráfico de favores e muitas vezes em chantagem e coação sobre agentes desportivos. Em suma, um clube à verdadeira imagem de quem o dirige há 30 anos.

Infelizmente, parece-me que o actual presidente do Benfica quer fazer algo similar no meu clube. Espero e desejo estar enganado, e também que a estar certo, existam benfiquistas que não o permitam.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O fracasso de Vieira - 9

No seguimento do que escrevi ontem acerca da rede de amizades do presidente, hoje o foco está noutro aspecto negativo.

O tempo de Luís Filipe Vieira à frente do Benfica já vai longo. São 2 anos de Director Desportivo do Futebol (2001-2003) mais 8 (9) anos de presidente (2003-2012). Ao longo deste tempo, foram muitas as dificuldades que teve de superar, mas não tantas como as que nunca se cansou de repetir. Foram ainda mais (muitos mais) os erros que se cometeram, alguns dos quais com graves repercussões nos destinos do clube.

Em nono lugar: Delapidação dos Valores do Clube

Se dissessem a algum dos fundadores do Sport Lisboa, que um dia o clube iria boicotar a festa de um rival no nosso estádio (e da maneira mais foleira possível), decerto que nenhum acreditaria em tal coisa. Se dissessem a esses mesmo fundadores, que num universo de mais de 200.000 sócios, apenas 200 estariam presentes para votar uma revisão estatutária, decerto nenhum acreditaria. E se esses estatutos tivessem artigos atentatórios ainda mais se admirariam. Se lhes dissessem também, que os dirigentes encarnados se dariam com pessoas de índole questionável ou mesmo comprovadamente má e que os introduziriam no clube, decerto não acreditariam.

Com a chegada da modernização (palavra que tem vários significados e nem todos bons) ao Benfica, os valores tradicionais do mesmo, passaram um pouco para segundo plano. Já não é escândalo nenhum, ver o Benfica apoiar corruptos para cargos de poder (a luta contra esse tipo de coisas sempre foi a nossa imagem de marca).
A nossa grandeza, conquistada fruto do muito labor em prol do clube, tornou-se para os dirigentes actuais, fonte de fanfarronices várias, que em épocas anteriores não seriam toleradas pela exigente massa associativa benfiquista. Neste país, ser honesto já não compensa, e infelizmente, a transparência e honestidade apregoadas desde há alguns anos a esta parte, não são para tudo. Em minha opinião, o maior impacto negativo que isto traz, é o gradual desligar da massa critica, que tanto deu ao clube. A assistência das Assembleias Gerais do clube diminui de Assembleia para Assembleia, tendo uns "paus-mandados" tomado conta das mesmas, para discutir coisas sem qualquer interesse ou relevância para a vida do clube. Naquilo que realmente interessa há falta de debate constructivo dessa mesma massa critica. Interrogar, questionar, obter respostas satisfatórias de quem dirige, etc.

Só resolveremos estes problemas (que a continuarem ainda nos vão dar grandes dissabores) de uma forma. Fazer regressar em força os nossos valores tradicionais: Honestidade, Rectidão Moral, Compaixão, Espírito de Sacrifício, Labor e Trabalho, em suma tudo aquilo que nos fez grandes no mundo. 

quarta-feira, 7 de março de 2012

À Benfica!

A imagem em baixo representa aquilo que são os valores do Benfica.


E isto aplica-se não só aos No Name Boys, mas a todos sem excepção.
"... Um valor mais alto se levanta...."