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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Então vende-se ou não?

Depois da venda de Matic, foram muitos os rumores e informações veiculados em toda a especie de veículos de comunicação. Apesar de toda a "informação" e "contra-informação", a verdade é que até ao dia de hoje, ultimo dia de transferências em Portugal, ainda não saiu ninguém. Esperemos que não surjam novidades inesperadas de ultima hora neste dia, e que o plantel se mantenha inalterado.

No entanto, existem vários países onde o mercado fecha mais tarde, pelo que as saídas não estarão totalmente descartadas. Espero no entanto, que assim que a "nossa" janela de mercado fechar, não saia ninguém. Guardem o resto das vendas para o final da época se fazem o favor.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A boa aposta na formação

No passado Sábado, o Benfica apresentou muitos jovens da sua formação no jogo frente ao Gil Vicente. O jogo já não contava para absolutamente nada, e era a oportunidade ideal para se lançar pela primeira vez alguns dos jovens e dar mais minutos a outros. É esta a gestão das nossas jovens promessas que se pede, tendo em conta diversos factores que influenciam os seus desenvolvimentos e rendimentos. Primeiro porque o jogo era a feijões, pelo que eles poderiam falhar (como falharam) sem riscos. Segundo, porque lhes retirou qualquer pressão de terem de entrar para resolver. E finalmente, terceiro, porque serve de motivação para eles e para outros que aspirem a chegar ao topo.

Tudo isso foi feito, com bastante sucesso diga-se. A equipa, cheia de segundas linhas, apresentou-se compacta e solidária, com os jogadores a corresponderem da melhor forma. Foi um jogo muito bem conseguido da nossa parte e a má exibição do Gil Vicente explica-se, em parte, pela nossa atitude no jogo.

Quando eu peço uma aposta na nossa formação, a minha opinião baseia-se em três pontos fundamentais.

1. Dar minutos de competição aos jogadores jovens, em jogos a feijões, já resolvidos ou amigáveis. De modo a que eles possam entrar na dinâmica da equipa gradualmente, e não sendo lançados às feras e queimados à primeira oportunidade. A menos que tenhamos um verdadeiro fora de série - e neste momento acho que apenas um se aproxima desse estatuto (Bernardo Silva) - é esta integração gradual que preconizo.
2. Não tapar as posições dos nossos jovens jogadores no plantel, com contratações de ocasião. Jogadores que muitas vezes contratamos, vão ter as mesmas dificuldades (ou ainda mais) que os nossos jovens para entrar na primeira equipa. 
3. Gerir da melhor forma possível a comunicação em relação à formação. Não é dizendo todos os anos que a aposta é a formação enquanto se contratam 20 caras novas por época, que se valoriza a formação. 

No meu entender, este jogo com o Gil Vicente, é o caso paradigmático de como deve ser gerida a formação. E se isto fosse a regra e não a excepção, era tão bom para o Benfica.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A Aposta na Formação (mais uma)

O link em baixo leva o leitor para uma noticia publicada no site do clube, acerca da assinatura de contrato de alguns dos jovens da nossa formação.


Da noticia, destaco a frase do presidente, em que ele admite que esta "cerimónia" já podia ter acontecido mais cedo, mas que devido ao sonho da Liga dos Campeões, ficou adiado até agora. Posso depreender então que caso ganhássemos a referida competição, a cerimónia nunca ocorreria este ano? Surreal...

Este episódio é apenas mais um capitulo, na longa história da "aposta na formação" que se faz no Benfica actualmente. Ao ler a noticia, só me lembrava da mega apresentação do futuro do Benfica, com noticias na BTV e capas de jornal com os 4 jovens que iriam ser o futuro do Benfica.
Talvez os leitores também se lembrem da imagem abaixo.


Da esquerda para a direita, Nélson Oliveira, Rúben Pinto, David Simão e Miguel Rosa. Isto foi em 2011 e de então para cá, o único jogador a ter algumas oportunidades (a espaços) na equipa principal foi Nélson Oliveira na época de 2011/2012, e mesmo ele nunca foi aposta regular. Ruben Pinto, David Simão e especialmente Miguel Rosa, nunca se impuseram na equipa, apesar de mostrarem o mesmo ou mais que muitos dos jogadores que o Benfica contratou para serem segundas linhas.
Miguel Rosa andou anos a ser, de longe, o melhor jogador da segunda liga, com prémios atrás de prémios ao serviço do Belenenses e do Benfica B. Nunca mereceu sequer andar nos escolhidos para ir pelo menos para o banco de suplentes.

Sinceramente, sempre que leio estas noticias (que aparecem ciclicamente) penso "Será desta? Será que algum deles será aposta?". E quero sempre acreditar que sim, que pelo menos um ou dois vão ser úteis ao clube. Que veremos enfim, concretizada esta "promessa" de vermos um Benfica mais português. Porque sendo honestos, muitos destes jovens, têm potencial e qualidade suficientes, para pelo menos serem segundas linhas, ao invés de se contratarem 20 jogadores todas as épocas. Dando exemplos concretos, para se perceber qual o ponto que estou a tentar fazer passar.
  • Será que Miguel Vítor era inferior a Jardel?
  • Será que Nelson Oliveira era inferior a Jara?
  • Será que Miguel Rosa era inferior a Bruno César?
As comparações, são feitas com jogadores que foram apostas regulares no tempo em que cá estiveram (sendo que Jardel ainda faz parte do plantel) e em minha opinião, os nossos jovens não fariam pior que os referidos estrangeiros. 

Aliás, na actualidade a gestão que tem sido feita pelo treinador é absolutamente patética. Em especial com André Gomes, que é chamado a frio para jogos grandes, e depois, quando até pode fazer uns minutos em jogos mais acessíveis e de grau de dificuldade mais baixo, entra nos descontos, quando o jogo já está resolvido à muito.

Para finalizar, esta matéria é apenas mais uma entre as que mostram uma grande diferença entre as palavras e as acções.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Falemos então de bola

"Ano novo, vida nova", diz o ditado popular.

Espero recomeçar a escrever mais regularmente aqui no blog, que entretanto foi ficando um bocado esquecido com a minha decisão no inicio da época.

Assuntos para discutir são muitos mas hoje gostaria de partilhar convosco a minha visão acerca de três deles.
  1. O novo serviço de pay-per-view oferecido pelo Benfica a quem está no estrangeiro. 
  2. A qualidade do futebol praticado pela equipa profissional.
  3. O impacto que podem ter as saídas em Janeiro

O serviço disponibilizado nos últimos dois jogos em casa, tem tudo para ser um sucesso. Há que ter alguns aspectos em atenção, mas é uma iniciativa que saúdo com muito agrado. O valor é capaz de parecer algo elevado para quem está em Portugal, mas acreditem que para alguém que trabalhe e/ou viva no estrangeiro, é até bastante razoável. Ainda para mais se esse alguém for sócio.
Tive alguns problemas no jogo com o Porto, ocasião em que simplesmente não me consegui ligar ao serviço, mas não esmoreci e neste último domingo pude assistir ao jogo com o Marítimo, numa apreciável qualidade HD durante quase todo o encontro. Obviamente que há sempre algo a melhorar e este serviço não é excepção, mas é um projecto que orgulha qualquer benfiquista.

O Benfica tem praticado esta época, um futebol mais lento, mais mastigado e não tão exuberante quanto alguns períodos dos anos anteriores. Mas desde que mudámos de Guarda-Redes, deixámos de sentir aqueles apertos quando a bola se aproximava da nossa baliza. Não sei se será apenas o efeito da saída do Artur, mas o que é certo é que nos últimos 6 jogos, não sofremos qualquer golo. Uma clara melhoria face ao que estamos habituados nas equipas de Jesus. Para isso muito contribuiu uma menor envolvência atacante dos nossos laterais, mais preocupados em defender a sua zona, do que aparecer na zona do ponta de lança. Queixam-se alguns de que o espectáculo é pior, mas para mim deveria ser quase sempre assim.

As saídas no mercado de Inverno de jogadores influentes é sempre de evitar. Geralmente neste período reforçam-se posições mais carenciadas, ou contratam-se futuros substitutos a pensar nas vendas do mercado de Verão. Ao que parece este ano, o Benfica foi "obrigado" a abrir mão de alguns dos seus mais valiosos activos, sendo certo que Matic já saiu, enquanto outros se perfilam para o fazer nos próximos dias. Os mais falados são Garay e Rodrigo, sendo que não é liquido que isto pare por aqui.
O grande impacto é que, a menos que a SAD vá gastar milhões em indiscutíveis para o onze, coisa que aparentemente está "proibida" de fazer, vamos ter de procurar soluções internas. A alternativa a Matic já cá está e dá pelo nome de Fejsa, sendo que a sua contratação em Agosto ultimo, parece ter sido à medida da saída do compatriota. Nada a dizer acerca da solução encontrada neste caso, pois o substituto teve tempo de se ambientar ao clube e aos país, sem grandes pressões. Fossem todas as "substituições" como esta.
Para os que eventualmente saírem entretanto, lembro que o nosso presidente afirmou recentemente que apenas para as posições de DE e PL não tínhamos substitutos internos.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O King morreu mas não desapareceu

Morreu Eusébio. 


Nem acredito que o estou a escrever, confrontado com a mortalidade de um daqueles mitos que julgamos eternos e imunes às leis que governam os comuns mortais, mas é mesmo verdade. O coração de Eusébio cedeu finalmente, após alguns ameaços anteriores. Segundo relatos vindos a público, o King, alcunha carinhosamente dada ao Pantera Negra (mais outra), perdão, a Eusébio, morreu em casa.

Foi em choque que recebi a noticia, tão chocante como devastadora. Como sabem, tenho tirado algum do tempo que dava ao Benfica, para fazer outras coisas, e no Sábado não acompanhei o jogo da Taça com o Gil Vicente. Quando, no Domingo depois de almoço, procurei nos sítios habituais pelo resultado e pelos golos, fui surpreendido pelas manchetes e declarações, pelas fotografias "gigantes" dos remates de Eusébio, em tardes e noites tão memoráveis. A principio, nem assimilei a morte do King, tão vidrado fiquei nas fotos dele. Ainda demorei uns bons 5 minutos a admirar cada remate, naquele gesto tão "eusebiano" da perna estendida depois de mais um tiro ao seu alvo preferido.

Ao ler as diversas declarações de circunstância não posso deixar de frisar duas. 
  • A de Pinto da Costa, elegante o suficiente para não entrar em ataques nesta altura, frisando o que de bom Eusébio trouxe a Portugal. Continua a ser um inimigo, ninguém tenha dúvidas.
  • E a de Mário Soares, reles e despropositada. O antigo governante, foi demasiado mau e acrescenta mais uma patifaria ao rol do que têm sido os seus últimos tempos.
Conheci o Eusébio pessoalmente uma única vez, no centro comercial Fonte Nova (em Benfica), quando ao vê-lo me agigantei e me dirigi à mesa onde almoçava tranquilamente com amigos. Foi simples e humilde, e embora não me lembre exactamente das suas palavras, lembro-me bem do sentimento que senti ao ouvi-las. Eusébio era O símbolo do Benfica. O seu nome confunde-se já com Benfica, sendo murmurado a cada vez que um benfiquista se apresenta no estrangeiro. A este respeito, convido todos os leitores a lerem este brilhante texto no blog RedPass. Podem aceder ao texto no link em baixo:

Os exemplos da sua importância, não só para o Benfica ou para Portugal, têm sido mais que muitos nas últimas horas e demonstram para lá de qualquer dúvida a grandeza de Eusébio. Foi sem falsos pudores um dos melhores de sempre, neste desporto das massas. Sonhou e fez sonhar quem o viu, numa mistura de ilusão e realidade. Era o denominado fora-de-serie.

Tenho imensa pena que o Benfica dos últimos (largos) anos, não tenha estado à altura. Por razões que não interessa agora revisitar, o Benfica de Eusébio e companhia parece cada vez mais um sonho distante que alguém teve um dia e de que se guarda boas recordações. Em jeito de resolução de ano novo, acho que quem manda no Benfica comercial deveria reflectir, nesta hora de pesar, se o Benfica actual é condizente com aquele que Eusébio e tantos outros ajudaram a construir. Seguramente veriam algumas coisas que simplesmente não têm lugar nesse Benfica de Eusébio.

Não sou religioso, nem acredito na vida depois da morte, mas é bonito pensar, que caso esteja enganado, estará nesta altura a ocorrer o derby dos derbies, com Eusébio e Damas frente a frente mais uma vez.

Morreu ontem Eusébio mas a lenda é eterna.