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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O melhor inicio

O Benfica quebrou um enguiço com 10 anos e entrou com o pé direito no campeonato nacional. O campeão teve um jogo muito atribulado, que podia ter corrido muito pior, com vários heróis. Desde logo Artur, com a sua defesa no penalty. Depois Maxi e Salvio, marcadores dos golos. E finalmente, Gaitan, orquestrador de todo o jogo ofensivo da equipa.

3 pontos já estão amealhados num caminho muito sinuoso rumo ao título. Esperemos que consigamos navegar por entre as curvas desta longa estrada.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A mais épica das vitórias

É difícil descrever a felicidade que sentimos (nós benfiquistas) nesta altura, face às gloriosas duas semanas que temos vivido.Vermos o nosso Benfica com a personalidade que lhe granjeou adeptos por esse mundo fora, mesmo entre adversários. A raça, o querer e a ambição personificadas dentro de campo e parte do imaginário dos adeptos. Estas vitórias serão lembradas mesmo daqui a cem anos, quando os netos dos nossos netos virem num qualquer arquivo visual, o quão épico foi vencer o rival desta maneira. O golo do André Gomes na meia final da Taça de Portugal foi algo que ficará para sempre nas nossas memórias e entrou directamente para o top 5 dos meus melhores momentos de Benfica. Simplesmente épico!

E era disto que eu estava à espera há muito, muito tempo (e acredito que todos nós o esperávamos). Algo que demonstrasse a nossa inequívoca superioridade face ao rival nortenho, sem deixar qualquer margem para dúvidas. Mesmo a jogar com 10 durante uma hora, a precisar de marcar num dos casos e de não sofrer no outro, mesmo com importantes compromissos pela frente que aconselhavam poupanças, mesmo com as lesões inacreditáveis que nos têm acontecido, mesmo com isto tudo o Benfica parece um daqueles tapetes rolantes que entregam a mercadoria nos aeroportos, rodando sem parar imune às pretensões de alguns dos passageiros que se vêem aflitos para tirar as respectivas malas. Vamos andando quase em ritmo de passeio, já com o campeonato no bolso e destroçando o nosso rival nortenho a cada batalha. Será este o momento de mudança no futebol português? A ver vamos o que trará a próxima época.

Para o sucesso que celebramos agora (com importantes conquistas ainda pela frente) temos dois obreiros maiores. O primeiro é Jorge Jesus. O treinador da equipa começou muito mal, sentado numa geleira na Madeira, foi salvo por Markovic e Lima já depois dos 90' na Luz frente ao Gil Vicente, mas a partir de certa altura, parece que corrigiu todos os seus defeitos (pelo menos minimizando os seus efeitos) e construiu uma equipa de verdadeiro betão. Inimaginável em Agosto de 2013, mas realidade em Abril de 2014. O seu maior mérito nasce das duas decisões que acontecem em sentidos opostos. Se na primeira, que foi o assumir de que o campeonato seria a prioridade numero um, mesmo com prejuízo de outras competições, o treinador assumiu uma mudança face ao passado, juntando as acções coincidentes com as palavras, já na segunda, que foi a mudança do GR titular de Artur para Oblak, surge por acaso devido a uma lesão do brasileiro. Jesus no entanto soube premiar a grande entrada do esloveno na equipa, não o tirando dos jogos importantes (no campeonato). A solidez defensiva da equipa passou muito por esta troca, com a serenidade a fazer parte constante do processo defensivo, em contra ponto com a tremideira sentida sempre que Artur ocupava as redes encarnadas. No final, a quantidade de jogos sem sofrer golos do Benfica desde que Oblak tomou conta da baliza benfiquista atesta sem margem para dúvidas a melhoria neste aspecto.
Mas não foi só aqui que Jesus juntou os actos às palavras. Foi também na rotação que imprimiu no plantel ao longo dos jogos que nos trouxe aqui. Jesus percebeu finalmente que não se ganham troféus esgotando sistematicamente os mesmos jogadores, mesmo com jogos já resolvidos ou sem interesse. Exceptuando Paulo Lopes e Steven Vitória, todos os elementos do plantel apresentam números muito razoáveis de utilização. A campanha na Liga Europa (onde relembro que o Benfica ainda não perdeu esta época) é o exemplo maior, com a rotação a nunca mostrar um Benfica mais fraco, mas antes muito sólido. A mais valia clara de ter "todos" os elementos do plantel prontos para a acção, revelou-se quando nos aconteceram as lesões cruéis (em posições fulcrais) com os jogadores substitutos a desempenharem na perfeição as funções dos jogadores substituídos. Parabéns ao treinador também por isso.

O segundo obreiro, e grande responsável é naturalmente o presidente Luis Filipe Vieira. O nosso presidente esteve quase irrepreensível desde Janeiro. As suas declarações publicas foram sempre contidas e focadas, e apesar de alguns lapsos, finalmente percebeu que não é com fanfarronices e a querer aparecer sempre que a equipa ganha que se conquista a tão desejada hegemonia. Espero que a postura seja para continuar. Mas também se tem de lhe dar o mérito de em Junho de 2013 ter resistido a tudo e a todos e ter mantido o treinador em funções. O presidente Vieira de 2006 não o teria eito, preferindo "salvar-se" e mandando o treinador para o cepo. O presidente Vieira de 2013 fez finca pé pela sua convicção e arriscou a sua reputação junto da maioria dos adeptos, apostando inequivocamente e sozinho, na manutenção de Jesus à frente dos destinos do Benfica. A renovação (com mais prémios pelas conquistas) do treinador foi vista por quase todos como um erro estratégico quando o rival nortenho se preparava para renovar a sua estrutura com a entrada do treinador da moda. E mesmo depois do inicio horroroso, manteve-se firme colocando-se ele próprio no cepo com o treinador. Vieira ganhou em toda a linha com a aposta que fez, e com isso certamente granjeou mais apoio entre a massa associativa. Com esta equipa, os seus "3+1+50" parecem certamente possíveis. As suas palavras na hora de festejar, aglutinando na festa mesmo aqueles que nunca acreditaram até estar garantido, foi de líder. Deixou-se de tiques dictatoriais e se continuar assim, pode ter a certeza de que me converterei ao "vieirismo". Porque na realidade eu quero é um presidente com acções à Benfica, independentemente de se chamar Vieira, Rangel, Carvalho ou Manel...

Finalmente, não queria aqui deixar de expressar também um terceiro obreiro, na pessoa do King, Eusébio da Silva Ferreira, que mesmo na morte deu tudo ao glorioso Benfica. Parece que desde que nos deixou, o Pantera Negra encarnou em cada um dos nossos jogadores, pois a raça, brio e ambição parecem agora os mesmos dos seus tempos, em que o Benfica vergava a Europa e o Mundo do Futebol à sua vontade, sendo indiscutivelmente a melhor equipa dos anos 60. Obrigado King! este 33 é também para ti e para o teu "pai", o senhor Coluna.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Arrancada rumo ao 33?

Sem espinhas!

Vitória inteiramente justa da melhor equipa em campo. O melhor "jogo grande" que vi o Benfica fazer na era Jesus. De principio a fim a dominar as operações sem dar qualquer chance ao adversário.
Sinceramente nunca pensei ser possível ver isto este ano. Hoje estão todos de parabéns. Até o treinador!
Toda a atitude, garra, entreajuda e inteligência que vimos hoje em campo é tudo aquilo que nós os adeptos pedimos. Não pedimos mais!

Os melhores do Benfica foram Luisão, Fejsa e o enorme Enzo. Exibição verdadeiramente galáctica do argentino. O golo é inteiramente merecido.
Fejsa esteve imperial no meio, com cortes muito importantes e até a lançar ataques. Na defesa Luisão fez um dos melhores jogos que lhe vi no Benfica.
Mas todos os outros estiveram na mesma onda. Tivesse Rodrigo marcado metade do que falhou e estaríamos a falar de uma vitória das antigas, tal a diferença entre as duas equipas.

Esta vitória, da forma como foi obtida, permite aos adeptos sonhar numa caminhada muito tranquila rumo ao titulo (nunca menosprezando a capacidade dos nossos responsáveis de estourar vantagens destas).

Uma palavra para Marco Ferreira. Um luxo ter este árbitro na nossa liga. Já tinha ficado com boa impressão no ano passado e hoje confirmou tudo aquilo que pensava. Se não tiver as interferências habituais está aqui o melhor árbitro português no futuro.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Uma daquelas Vitórias

A vitória em Braga foi algo que sinceramente não esperava. Certamente não da forma que foi. Com um à vontade que fez daquela primeira parte, os melhores 45' da época. Os golos que aconteceram tiveram alguma contribuição dos defesas e guarda-redes adversário, mas se não fossem estes eram outros, tal a superioridade evidenciada pelo Benfica na primeira parte.
Mais que espetáculo ou artistas em campo, no Sábado tivemos soldados, com um plano bem definido e com a atitude adequada às exigências do jogo. É certo que sofremos na segunda parte e que a tentativa de controlar a bola foi algo a que os jogadores não estão habituados, mas o Braga nunca pareceu verdadeiramente no jogo. Aliás, o golo do Braga surge também de uma descoordenação da defesa, nomeadamente Jardel que falha o corte e Melgarejo que não acompanha o avançado do Braga.

Esta será certamente uma vitória para relembrar, não só por ser a primeira de Jesus em Braga ao comando do Benfica (à quarta tentativa lá foi de vez), mas por marcar um corte com um passado recente, onde o Benfica soçobrava sempre nos jogos "a doer" com adversários mais capazes.

Com esta mentalidade, podemos aspirar a ganhar alguma coisa esta época.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Mais do mesmo no regresso à Luz

Excelente vitória do Benfica sobre o Maritimo, ontem no Estádio da Luz. Voltei a casa após um longo (demais) interregno, para ver o meu Benfica. Foi aliás um verdadeiro Sábado à Benfica, em que tirei a minha barriga de misérias, indo presenciar todos os jogos do dia no complexo da Luz. Já sentia falta do ambiente glorioso, da bifana em convívio, da alegria daqueles milhares, que como eu, adoram este clube e o seguem para todo o lado sempre que há oportunidade. 

  • Modalidades
Ver o Basquetebol, o Voleibol, o Hóquei em Patins e o Futebol, tudo num só dia, é inebriante. Seguir os treinos dos nossos benjamins entre partidas é perspectivar o futuro que se deseja glorioso. 
Dos jogos a que assisti, não posso deixar uma palavra para o Basquetebol e o Voleibol. Mereciam de certeza um campeonato melhor, tal a diferença de capacidade entra nós e as restantes equipas. O Clube K, que ontem se deslocou ao pavilhão nº 2 para jogar com os nossos voleibolistas, apresentou uma equipa de 7 elementos apenas. É triste.
Foram boas vitórias e um bom ambiente, embora no Voleibol algo adormecido por vezes devido à extrema diferença entra as equipas (o Benfica nem fez alinhar a sua melhor equipa, poupando Roberto Reis entre outros)
No Hóquei em Patins é inglório ver o Benfica jogar mais e melhor e não sair com a merecida vitória. Culpa nossa pelo incrível desaproveitamento nos lances de bola parada. Falhámos, creio que, três dessas situações, ao passo que sofremos golos em duas dessas situações. Inglório de facto, mas a este nível paga-se caro, e o Benfica pagou o preço da sua ineficácia. E também de alguma desconcentração, visto sofrer o 4-4 final apenas escassos segundos depois de Lopez ter feito o 4-3 em mais um disparo fortíssimo. Como disse, merecíamos melhor sorte, mas podíamos ter feito mais por isso. A rever para o futuro. Isto tudo não invalida que sinta orgulho na maneira como nos batemos, frente a uma equipa que a defender é de topo e a contra-atacar é ainda melhor.

  • Futebol
No final do dia veio o futebol. Eu tinha visto o jogo deste Maritimo no Estádio do Dragão e pensei que se fosse o mesmo Maritimo a apresentar-se na Luz, o Benfica tinha tudo para golear e destacar-se no topo da classificação após o famigerado adiamento do jogo no Bonfim. De facto assim foi, pois o Maritimo revelou as mesmas fragilidades e permitiu ao Benfica construir um resultado dilatado. Não fosse a nossa inoperância ofensiva e inabilidade em frente à baliza do primeiro tempo, e poderíamos ter saído com um resultado histórico. Foi pena.
Depois do Derby de Segunda-Feira, tinha avisado para as consequências de entrarmos adormecidos em jogos futuros (principalmente na Pedreira e com o Porto), mas parece que "ninguém ouviu". Voltámos a entrar a passo, com "pouca vontade de correr", tendo ainda assim criado soberanas ocasiões de golo, pelo simples facto da nossa evidente superioridade técnico-táctica sobre o Maritimo. Ainda assim, deixámos o jogo correr e só acordámos verdadeiramente após sofrermos o golo (em ligeiro fora de jogo). Cardozo continua a estar no melhor e no pior. Falhou dois golos que não se podem falhar noutros jogos, mas teve a mestria para assinar mais um hat-trick, o segundo em 5 dias (é obra!). Ao intervalo do jogo, Jesus deve ter dado um raspanete aos seus jogadores, pois a entrada para o segundo tempo foi diferente para muito melhor. A substituição de André Gomes por Enzo Perez, revelou-se muito acertada, pois o argentino colocou mais velocidade nas nossas trocas de bola e com isso adivinhava-se o golo a qualquer momento. As bancadas da Luz empolgavam-se pois também elas o pressentiam e o golo veio através do suspeito do costume. Devo confessar que eu não marcaria aquele penalty (após ver 3 repetições), mas a forma como o jogador do Maritimo abordou o lance é de facto propenso a isso (a menos que se seja o Alex Sandro). Não quis ver o penalty, pois no canto que lhe deu origem, disse ao meu colega de bancada que ia ser golo e "temi" que o Cardozo me desapontasse. O paraguaio, no entanto, não me deixou ficar mal e balançou a rede de forma bastante segura e convicta. Está novamente numa excelente forma a bater penalties e com uma confiança inabalável. 
Daí até final, apenas mencionar a festa autêntica no estádio, a fazer lembrar ambientes argentinos (que loucura o novo cântico dos NN), mais perdidas em frente à baliza, o paraguaio do costume a fazer o sexto golo em 5 dias e Rodrigo a libertar-se de fantasmas com um golo segundos após entrar em campo. Já merecia o nosso jovem avançado.

Saí feliz e dormi como um bebé na noite de ontem. O facto de sermos o líder do campeonato e de termos uma soberana oportunidade de deixar os corruptos a seis pontos, depois do clássico do próximo dia 13 de Janeiro, deixa-me confiante de que temos mais uma excelente oportunidade de começar a fazer cair a Hegemonia azul, sendo que para isso acho absolutamente necessário sermos pelo menos Bi-Campeões com uma dobradinha. 

Avante Benfica!

quarta-feira, 21 de março de 2012

A caminho do tetra!

Ganhámos! 
Já merecíamos este desfecho.

Mais que a vitória em si, foi o quebrar do ciclo negativo em casa contra o Porto, que deve ser ressalvado. Exorcizámos alguma coisa dos demónios azuis que nos têm apoquentado ultimamente.
A equipa soube reagir à adversidade e sai do jogo como justa vencedora. Teve as melhores oportunidades e comandou o jogo durante mais tempo. A parte psicológica foi extremamente importante e todos os jogadores estiveram em alto nível nesse aspecto. Não era nada fácil dar a volta a um jogo em que se inicia da melhor forma, para em 10 minutos passar pelo fundo do poço. Enormes!

Todos os jogadores merecem a devida vénia pelo jogo, mas tenho de destacar um deles. Capdevila fez um jogo bastante razoável atendendo a quem tinha pela frente. É certo que foi algumas vezes ultrapassado em velocidade pelo boneco verde da Marvel, mas nunca se atemorizou. Acabou o jogo em grande plano. Parabéns pela exibição e que possa ter mais oportunidades.

Duas notas sobre o jogo: 
  1. A rábula do bloqueio é das coisas mais idiotas que já ouvi.
  2. O que será preciso acontecer para expulsarem um jogador do Porto por acumulação de amarelos num jogo contra o Benfica?

FORÇA BENFICA!!!!