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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Então vende-se ou não?

Depois da venda de Matic, foram muitos os rumores e informações veiculados em toda a especie de veículos de comunicação. Apesar de toda a "informação" e "contra-informação", a verdade é que até ao dia de hoje, ultimo dia de transferências em Portugal, ainda não saiu ninguém. Esperemos que não surjam novidades inesperadas de ultima hora neste dia, e que o plantel se mantenha inalterado.

No entanto, existem vários países onde o mercado fecha mais tarde, pelo que as saídas não estarão totalmente descartadas. Espero no entanto, que assim que a "nossa" janela de mercado fechar, não saia ninguém. Guardem o resto das vendas para o final da época se fazem o favor.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Negócio irrecusável

Axel Witsel já não regressa ao Benfica, depois da concentração com a sua selecção. O belga decidiu trocar o Benfica pelo Zenit, após os russos baterem a clausula de rescisão presente no seu contrato, no valor de 40 milhões de euros.

Hoje de manhã, escrevi aqui no blogue o seguinte:
Pessoalmente, se fosse o homem à frente dos destinos do clube, a decisão teria de ser em razão do que é melhor para o Benfica. Com as informações que tenho, mais uma venda não seria de descartar, para pelo menos garantir algum fôlego e margem de manobra à SAD face aos compromissos que se avizinham. Com a correspondente queda de qualidade e menor possibilidade de ganhar títulos. Assumindo isso com frontalidade, estou em crer que se ganharia mais do que aquilo que se perderia. No longo prazo é claro!
A venda pelo valor anunciado de 40 milhões de euros, é excelente. O Benfica fez valer a sua posição (ao menos uma vez na vida), e os russos foram obrigados a abrir os cordões à bolsa. Os 60M€ recebidos em 3 dias, só podem ter um destino: abater passivo imediato, não o deixando passar para passivo de longo prazo. É fundamental que pelo menos 75% deste valor seja para isso.

O que também é preciso, é que se aposte definitivamente em jogadores criados em casa para posições deficitárias, enquanto não se contratam craques para pegar de estaca. Jogadores como Leandro Pimenta, André Gomes, Ruben Pinto, entre outros, terão de ser aproveitados agora, que não há outros para comprar no imediato.
Chega de contratar por contratar, para a comissão ou para fazer o dinheiro circular. Chega de apostar nos jogadores contratados um ano (ou menos) e depois mandá-los pastar para outras paragens. Por muito que nos custe, o Benfica não é um clube rico. Somos um clube pobre! E como tal, chega de vivermos acima das nossas possibilidades. E não se trata aqui de deixar de comprar Salvios ou Gaitans. Trata-se  isso sim de não comprar Leos Kanu ou Fernandez, quando efectivamente eles não são necessários. A prata da casa faz o mesmo e muito mais barato!

Estou triste com a saída de Witsel, como acredito que todos os benfiquistas estão, mas desta vez não aceito que se faça qualquer reparo à postura do presidente! Desta vez defendeu intransigentemente os interesses do clube. Fosse sempre assim.
A saída do belga, é um rude golpe nas aspirações do clube a conquistar o campeonato, e depois da saída de Javi Garcia, o meio campo encarnado fica bastante debilitado. Jogadores defensivos no miolo, temos apenas e só Matic, pelo que a tão falada aposta nos jovens da equipa B irá ser uma realidade "à força".

Uma nota final para a escolha de Axel Witsel. Em minha opinião a sua carreira, que tinha tudo para ser brilhante, acabou hoje. Tenho pena pois era jogador para campeonatos muito melhores e clubes de "verdadeiro" topo europeu. Mais um ano de Benfica e seria inevitável a sua ida para Espanha ou Inglaterra.

O dilema de Vieira

Estamos sujeitos à CMVM e não posso confirmar o que quer que seja. Posso apenas dizer que nunca vivi o que tenho vivido há cerca de cinco dias para cá. Ontem [sábado] e hoje tem sido terrível. Por respeito aos clubes não o poderemos fazer [n.d.r. revelar os nomes dos clubes e os valores das propostas apresentadas]. Se calhar outros vão beneficiar de uma situação que o Benfica não irá fazer de certeza. Temos um projeto. Entendemos que os que estão cá têm de ficar. Vamos resistir aquilo que podemos resistir. Os jogadores têm cláusulas de rescisão. Até ao limite onde pudermos ir vamos de certeza. Estamos decididos a tomar esta decisão. Nada podemos confirmar. A única coisa que posso dizer é que nunca vivi um período igual a este
Estão são palavras do nosso presidente, proferidas ontem à noite à SIC Noticias.

Mais uma vez as cláusulas de rescisão são anunciadas como o ponto em que o Benfica nada poderá fazer. Já ouvimos isto antes. Demasiadas vezes. E depois vemos negócios como o de Javi serem feitos. Eu, pela minha parte, questiono seriamente se é este o caminho que os sócios querem. Verem o seu presidente mentir descaradamente ano após ano.
Bem sei que há eleições para ganhar em Outubro (face a uma oposição que se avizinha), mas o Benfica teria muito mais a ganhar com a honestidade do que com estes subterfúgios. Se me dissessem claramente que o nível financeiro actual do Benfica não permite que se resista ao assédio de clubes interessados até ao limite das clausulas, eu teria de aceitar e ao ver os negócios já estaria mais que mentalizado. Agora, andar-se a vender que o Benfica vai resistir, que os jogadores têm clausulas e que quem cá vier buscá-los tem mais é de as pagar, mas no final ver negócios que nada têm a ver com estas palavras, diz-me uma coisa. A "mentira" só pode ser deliberada! 
Porque já todos percebemos que os jogadores não sairão pela clausula. Porque já todos percebemos que as palavras são apenas e só para encher chouriços e mandar areia para os nossos olhos. E finalmente, porque seria embaraçoso para quem dirige, admitir o facto, de apesar das vendas milionárias (quase sempre bem abaixo da clausula) o passivo do clube galopar para níveis desconcertantes, quando se andou anos e anos a pregar que o Benfica não precisava de vender e que podia resistir ao assédio externo.

Luis Filipe Vieira terá um dilema em mãos, que pelas palavras do próprio, parece tirar-lhe o sono. 
Resistir a vender mais alguém enquanto os mercados de leste se encontram abertos e minimizar o rombo que levou a sua credibilidade após o negócio Javi.
Ceder e negociar os jogadores cobiçados em moldes em tudo iguais ao do negócio Javi, embolsando mais alguns milhões, tão necessário à tesouraria do clube (menos as eventuais comissões que muita gente anda à procura), perdendo assim ainda mais espaço de manobra junto dos sócios.

Pessoalmente, se fosse o homem à frente dos destinos do clube, a decisão teria de ser em razão do que é melhor para o Benfica. Com as informações que tenho, mais uma venda não seria de descartar, para pelo menos garantir algum fôlego e margem de manobra à SAD face aos compromissos que se avizinham. Com a correspondente queda de qualidade e menor possibilidade de ganhar títulos. Assumindo isso com frontalidade, estou em crer que se ganharia mais do que aquilo que se perderia. No longo prazo é claro!