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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Melhorias

No jogo de ontem, com o Sion, já se viram melhorias na equipa. É certo que a valia do adversário (ainda por cima sem os seus melhores jogadores) não foi a mesma da dos anteriores, mas os processos da nossa equipa parecem estar mais assimilados pelos jogadores "novos". No jogo de hoje com o Athletic Bilbau, espero ver as mesmas melhorias e se possível, uma progressão dos nossos jovens jogadores.

A razia na equipa foi feita (e o que está feito, feito está), mas foi feita em Julho e não em Agosto. Pelo menos existe algum tempo antes da competição oficial começar para limar arestas e fazer crescer alguns dos possíveis titulares.

São noções a confirmar ou a desmentir até Domingo, com os jogos da Emirates Cup a servirem de tubo de ensaio.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A palavra Confiança

O nosso actual treinador vem falar em confiança máxima, após uma segunda época de desilusão.

Acho tremendamente infeliz.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Uma curiosidade algo deprimente

Real Madrid e Bayern Munchen discutiram ontem a passagem à final da Liga dos Campeões no Bernabéu.
A treinar ambas as equipas, estavam dois antigos treinadores do Benfica.

  • Jupp Heynckes pelo Bayern, que treinou o Benfica entre Julho de 1999 e Setembro de 2000. Como curiosidade adicional, levou o Real Madrid à sua 7 Taça dos Campeões em 1998.
  • José Mourinho pelo Real Madrid, que treinou o Benfica entre Setembro e Dezembro de 2000 (esteve apenas 9 jogos no comando da equipa)
Aparte o facto de Mourinho ter sido o substituto de Heynckes no Benfica aquando do seu primeiro emprego como treinador, é o presidente do Benfica da altura que merece o destaque do título do post.
João Vale e Azevedo teve olho suficiente para contratar estes dois belos treinadores. 

Dá que pensar não dá?

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O percurso de Jorge Jesus no Benfica

Jorge Jesus chegou ao Benfica em Junho de 2009, vindo do Sporting de Braga. Durante os 2 ou 3 anos anteriores, foi sendo conotado como sucessor de Jesualdo no FC Porto. Pessoalmente nunca pensei que viesse para o Benfica e aquando da sua contratação vaticinei-lhe um futuro curto e fraco à frente do Benfica. Enganei-me redondamente. Jesus entrou no Benfica com uma sede enorme de vencer. Com um discurso optimisticamente fanfarrão a cortar completamente com os discursos pobres e pessimistas de épocas anteriores. "Prometeu" a equipa a jogar mais do dobro. E na realidade o Benfica de Jesus joga bem em 75% dos jogos. Dá espectáculo em 50% deles. É uma equipa que sufoca o adversário em grande parte do jogo. Só que contra equipas melhores as suas tácticas não resultam tão bem pois essas equipas sabem ter a bola.

Apesar de tudo o que de bom tem Jesus, o treinador da Amadora tem duas falhas graves que o impedem de dominar completamente o futebol em Portugal com o Benfica (se tivesse ingressado em 2009 no Porto, não tenho dúvidas que estaria já a treinar num dos grandes campeonatos europeus uma equipa de topo). No Benfica tem de lutar internamente com arbitragens manhosas e esquemas escuros que constantemente tentam afundar o Glorioso clube.
Mas voltando às suas duas falhas graves.
  1. Teimosia - O treinador tem claramente jogadores fetiche com os quais conta cegamente. São vários os casos na sua carreira profissional, mas apenas no Benfica essa característica veio ao de cima, por ser um clube escrutinado constantemente. Quando aposta num jogador, ele será utilizado até não poder mais. Mesmo que se encontre em má forma ou tenha um substituto em melhor condição, na grande maioria dos casos, isso não interessa para a avaliação que o treinador faz.
  2. Fanfarronice/Ego - O treinador é um autêntico pavão. Está nos seus genes, na sua personalidade e nas suas acções/declarações. Jesus julga-se realmente o mestre da táctica, o catedrático do futebol. Nunca se engana (também por causa da teimosia) e nem lhe passa pela cabeça que possa existir uma alternativa ao que ele delineou como estratégia. É na maior parte das vezes algo deprimente vê-lo vangloriar-se de feitos que acontecem por mero acaso.
Não fossem estes dois "defeitos" e Jesus seria, seguramente, um dos treinadores do top 5, ao lado de nomes como Mourinho, Guardiola ou Sir Alex Ferguson. A sua incapacidade para lidar com o sucesso e com os erros, não lho permite. 

Analisando as três épocas de Benfica com Jesus temos:

  • 2009/2010
Montou uma equipa à medida dos jogadores que tinha. Futebol arrasador em grande parte do campeonato e Liga Europa, com algumas goleadas históricas em catadupa. A equipa foi um Rolo Compressor interno. Discurso vencedor (talvez arrogante?) a não dar qualquer hipótese a CS ou adversários. As coisas saíram bem. Compreendo perfeitamente a eliminação em Anfield. Apostou-se tudo no Campeonato e caímos de cabeça erguida da Liga Europa. A vitória na Luz frente ao Eterno Rival foi muito mais importante. Soube usar os jogadores menos utilizados em alturas chave, sobressaindo Weldon como verdadeira arma secreta.
Dou-lhe uma nota de 95%.
  • 2010/2011
Começou a pré-época a despedir e contratar jogadores e a prometer o Bi-Campeonato e quiçá a Liga dos Campeões. Nos jogos de pré-época montou um esquema em 4-3-3, pois tendo perdido os dois alas do seu 4-1-3-2 para Chelsea e Real Madrid, seria praticamente impossível replicar o modelo da época anterior. Entrou na Supertaça em 4-1-3-2 com jogadores cansados o mundial. Toda a estratégia treinada na pré-época foi posta de lado para nunca mais ser vista. Adicionou uma nuance terrível ao esquema táctico, fazendo descer o médio defensivo até junto dos centrais quando em transição ofensiva posicional. Isto criou um buraco enorme no nosso meio campo, devidamente explorado pelos adversários, fazendo-nos perder o controlo daquela zona do terreno. Em algumas situações custou-nos pontos esta mudança.
As apostas continuas em Roberto, Saviola, César Peixoto (a lateral), são alguns exemplos da teimosia do técnico. Utilizou quase sempre os mesmo 13/14 jogadores a partir de certa altura, tendo o Benfica atingido o pico de forma em Fevereiro. Na altura das decisões os jogadores não aguentaram e a lesão de Sálvio foi apenas o clique que faltava para o castelo de cartas se desmoronar. Acabámos a época, como uma época em que sofremos das piores humilhações como benfiquistas. Os 10 minutos em que o Porto fez 3 golos na Luz em Abril para a meia final da Taça são o maior exemplo. Mas Jesus nunca assumiu claramente a sua quota parte de culpas. A derrota em Braga na segunda mão das meias finais da Liga Europa foi também uma grande humilhação. Não pelo resultado em si, mas pela completa falta de atitude demonstrada. Parecia que estavam a jogar um jogo de pré-época e não o acesso a uma final. E aqui o treinador é o maior culpado.
Dou-lhe uma nota de 30%.
  • 2011/2012
Começou a época com mudanças mais ou menos radicais, especialmente ao nível de GR. Artur chegou para substituir o queimado Roberto. Jesus foi obrigado a ceder.
Entraram Carraça e o professor Manuel Sérgio (supostamente para o controlar) e durante algum tempo o treinador foi aguentando o seu ego, contido à flor da pele. Mudou a sua estratégia para jogos com equipas melhores (Liga dos Campeões e top 4 da Liga) com os devidos benefícios que dai advieram. Incluindo mais um homem (Witsel) ao meio campo, deu-nos ampla liberdade de gerir o jogo com posse de bola. E com mais bola, menos chances tiveram os adversários. Foi fazendo uma boa rotação dos jogadores, especialmente nas alas onde Nolito, Gaitan e Bruno César iam rodando. O Argentino foi mesmo o mais utilizado (titular em quase todos os jogos).
A partir de Janeiro, o Benfica entrou no seu pico de forma, disparando 5 pontos do FC Porto no topo da classificação. Depois, Jesus entrou nas suas teimosias e com um empurrões da arbitragem estava o cenário montado. As entradas da equipa em Guimarães e em Coimbra, possivelmente os jogos mais importantes da época, foi deplorável. A estratégia de Guimarães foi mesmo do pior que já se viu ao treinador. Fez Rodrigo jogar os 90 minutos depois da patada de Bruno Alves e mudou a equipa quando faltavam pouco mais de 5 minutos para jogar. Claramente a culpa desta derrota foi dele em primeiro lugar.
As palavras de Jesus no pós jogo também não foram melhores. Em retrospectiva, foi aqui que o Benfica soçobrou. Era fundamental chegar ao Clássico com os tais 5 pontos de avanço.
Jesus revelou-se imune a todo o tipo de criticas e/ou considerações. Nunca admitiu os seus erros e pior que isso, insistiu no erro. Vangloriar-se do golo obtido pelo Benfica aos 92 minutos no jogo com o Braga é apenas um exemplo entre muitos.
Ainda faltam 3 jogos e 9 pontos para acabar a época, e embora seja ainda possível não é nada provável que o Porto perca os pontos necessários para que os ultrapassemos.
Mesmo que seja campeão dou-lhe uma nota de 50%.

Face a isto, o que fazer ao treinador na próxima época. Eu sou da opinião que Jesus deverá continuar por duas razões e com uma condição.
As duas razões:
  1. Já demonstrou amplamente que sabe por uma equipa a jogar bem.
  2. Já demonstrou que sabe potenciar jogadores.
A condição:
  1. Tem de haver alguém entre Jesus e presidente (não sei se é o Carraça, se é o Rui Costa ou se é outro qualquer) que lhe meta os travões. Que tome as decisões face ao que são as necessidades do plantel e que tome em mãos a tarefa árdua de dar a cara pelo Benfica. Jesus tem de se focar apenas e só na parte de treino. Guerras com outros agentes, bazófias e egos exacerbados são para outros intervenientes. 
Viva o Benfica!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O que fazer a Jesus?


Após a derrota de Segunda-feira, muitas são as interrogações à volta do futuro de Jorge Jesus à frente do Benfica. Fica ou sai?
  • Já vi muitos benfiquistas defenderem a saida como inevitável. O ciclo do treinador está esgotado e não não conseguem ver como regressaremos aos sucessos com ele ao leme da nau.
  • Já vi muitos benfiquistas defenderem o oposto e darem um segundo voto de confiança a Jesus. Trouxe-nos de volta aos grandes palcos europeus e mostrou em todas as épocas futebol de grande qualidade a espaços. Dizem que é o homem certo para a tarefa e que a mudar de treinador não poderá ser um de semelhante valia, mas muito melhor. O chamado consagrado.

Pessoalmente sou da opinião que Jesus só deve ficar perante um cenário. Independentemente do que se ganhe esta temporada (ou não), na próxima temporada o treinador terá obrigatoriamente de ver os seus poderes diminuidos. Não pode continuar a ser o "ditador" que é hoje. Terá de haver alguém acima dele com a responsabilidade final em matéria de contratações, dispensas, etc. Terá de ser alguém que perceba de futebol e que meta os travões no treinador na devida altura. Dando um exemplo muito simples disto. 
No primeiro ano de Jesus à frente do Benfica, quando confrontado com a escolha entre duas competições, o Campeonato e a Liga Europa, Jesus optou - e bem - pelo Campeonato. Caso tivesse perseguido a competição europeia, provavelmente não teria ganho nada. Já em 2010/2011 e 2011/2012 a escolha recaiu... em ambas as competições. Com os resultados que se conhecem.
Já este ano, acho inadmissível que após ter perdido 8 pontos em 3 jogos passando de uma vantagem de 5 pontos para uma desvantagem de 3 pontos (que eram 4), se tenha continuado a apostar forte na competição europeia. As mudanças de calendário efectuadas para acomodar os jogos com o Chelsea são a face visivel que não existiu uma opção definida e que se fosse necessário, o campeonato seria sacrificado. Atacaram-se ambas as competições, apesar de ser visível o declinio fisico e emocional da equipa a partir do jogo na Rússia. Nada se pode fazer perante as "teimosias" do treinador, pois no final do dia é ele que decide quem joga em cada jogo. Apenas tem de haver alguém que controle tudo o que é extra treino e jogo, pois está mais que comprovado que Jesus não pode ser esse alguém. Até certo ponto, Jesus foi tudo no Benfica (um pouco à semelhança do que foi Paulo Bento no Sporting)
Outro pormenor que acabou por se tornar em pormaior, foi o mercado de Inverno. Sairam Perez e Amorim, um em conflito com o clube e o outro em conflito com o treinador. Até aqui nada de errado, pois estas situações são bastante frequentes no futebol e a única falha que aponto na resolução foi o empréstimo de Amorim ao Braga. O problema aparece, quando não se colmataram devidamente estas saídas. Recordo que o Benfica tem sob contrato os jogadores Nuno Coelho, Airton, Wass, Carlos Martins e Filipe Bastos. Qualquer um destes (mal ou bem) poderia ser uma alternativa a Amorim no centro do terreno, permitindo mais rotações nos diversos jogos, nessa zona do campo, onde aliás se nota mais o cansaço acumulado. Face ao excelente campeonato que Nuno Coelho estava a fazer no Beira-Mar, às boas prestações de Filipe Bastos no Vasco da Gama, ou de Wass no Evian, não teria sido de bom tom chamar de volta algum (ou alguns) deles para reforçar o meio campo? A única contratação que fizémos foi Yannick que para mim é um extremo razoável e poderia ser adaptado a lateral direito com o tempo necessário para criar conhecimento do lugar. Para o centro do terreno não fomos buscar ninguém e como se tivesse sido uma partida feita de propósito, Javi Garcia lesionou-se pouco tempo depois. Coincidiu o nosso periodo mais negro da época com essa lesão, à qual o treinador não respondeu da melhor forma.

O constante e permanente auto-elogio que Jesus faz a si próprio é outra das coisas que tem de acabar. Não é admissível que a responsabilidade nas derrotas nunca (ou raramente) seja dele (à semelhança do que acontece com o presidente), mas quando há vitórias ele seja o primeiro a glorificar-se. Passa também por aqui o insucesso: muita bazófia, quando se pede mais trabalho e menos palavreado.

Até que ponto conviviria Jorge Jesus com alguém que lhe apertasse os calos? Não sei bem, mas como homem de futebol muito experiente que é, parece-me que, embora contrariado, veria os méritos disso.

Caso na próxima época não haja alguém assim (e não é o Carraça ou o professor Manuel Sérgio), então a continuidade de Jesus só conduzirá a mais do mesmo.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As palavras de Jesus

Jorge Jesus deu ontem, na minha opinião, uma das melhores conferências de imprensa desde que está no Benfica. Aqui há dois anos, e mesmo no ano passado, esta conferência de imprensa seria motivo para cantar louvores a si próprio.
«São as condições que temos, não são elas que nos impediram de vir com confiança num bom resultado. O relvado é igual para as duas equipas. Não estamos habituados a este relvado nem ao frio, mas estamos mentalizados para jogar assim»
Não ignorou o estado do tempo e do campo, mas focou a equipa no que é preciso fazer.
«O Zenit tem um excelente treinador, só aqui se percebeu a forma apaixonada como se interessou pela equipa do Benfica. Comigo passa-se exatamente a mesma coisa, tentei fazê-lo também, mas o Zenit está parado há algum tempo e tivemos de recorrer a alguns jogos no campeonato, não tão atualizados, para estudarmos o nosso adversário. Mas estamos identificados com a equipa, com as novas tecnologias é fácil estudar os adversários. Estamos preparados, sabendo que teremos dificuldades porque vamos defrontar um adversário muito forte»
«Falou em alguns jogadores que são as primeiras escolhas do Zenit, mas não são todos. É verdade que o Zenit tem ausentes dois jogadores que jogam normalmente, mas o Benfica também tem o Javi Garcia. Quanto a essas baixas, o Benfica vai jogar como sempre, independentemente do onze que for lançado pelo Zenit» 
Já avisou que o Zenit tem uma boa equipa e que nos estudou bem. Nem as suas baixas (duas importantes no entender do técnico) serão grande motivo para celebrações antecipadas. O Benfica vai ter de trabalhar muito se quiser sair da Rússia com um bom resultado.
«Isso é uma prova da qualidade do Benfica e da experiência que adquirimos ao longo da Liga Europa e da Champions. Este ano entrámos com mais ambição e com características diferentes na equipa. Com todo o respeito pelo adversário, queremos passar, porque achamos que temos valor para isso» 
Referindo-se à campanha Europeia de 2011/2012, referiu muito bem os ajustes que foram feitos no plantel, assim como a experiência que a campanha de 2010/2011 trouxe aos jogadores e equipa técnica. Sempre com a mente focada no que temos de fazer, não perdendo tempo com bazófias estéreis (porque também há momentos em que é preciso dar uma de bazófia)

Gostei imenso, e nota-se este ano que algo mudou face a épocas anteriores. Ainda bem para o Benfica e para o próprio Jorge Jesus

Não tenho dúvidas que o Benfica vai marcar golos hoje. E parece-me que vão ser múltiplos...