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sábado, 14 de abril de 2012
O fracasso de Vieira - 2
A rubrica de hoje de "O fracasso de Vieira", foca-se nos apoios indevidos na Federação Portuguesa de Futebol. Considerando quem se encontra em cargos de poder na Federação, desde que Vieira é presidente (2003), e que o mesmo Vieira foi um dos principais impulsionadores do processo Apito Dourado (através de palavras), é deveras estranho verificar a cadeia de apoios que foi dando ao longo destes anos, a quem manifestamente não os podia ter.
O tempo de Luís Filipe Vieira à frente do Benfica já vai longo. São 2 anos de Director Desportivo do Futebol (2001-2003) mais 8 (9) anos de presidente (2003-2012). Ao longo deste tempo, foram muitas as dificuldades que teve de superar, mas não tantas como as que nunca se cansou de repetir. Foram ainda mais (muitos mais) os erros que se cometeram, alguns dos quais com graves repercussões nos destinos do clube.
Em segundo lugar: Apoios indevidos na Federação Portuguesa de Futebol
Este, quase podia ser uma cópia do texto que escrevi para o ponto 4 desta lista. Na realidade o problema é basicamente o mesmo, mas com um detalhe muito importante, que torna estes sucessivos apoios ainda mais penalizadores para o clube. Qualquer decisão "importante" tomada pela Liga de Clubes é passível de recurso para a Federação. Além de que, é a Federação que nos representa nas instâncias europeias.
Quando Luis Filipe Vieira chegou à presidência do clube, era Gilberto Madail o presidente da Federação. Todos devem saber o percurso extremamente sinuoso, que pautou a sua presidência à frente do órgão federativo. Desde a sua entrada em 1996, os casos federativos foram mais que muitos, podendo eu citar, os casos de 2002 no mundial do Oriente e 2008 no Europeu, a vergonhosa atitude do "representante" federativo na UEFA aquando do processo ao FC Porto (em que o mesmo mentiu descaradamente sem que ninguém lho apontasse). Durante a regência deste individuo o Benfica foi sempre marginalizado tanto em decisões como em tratamento desigual. No entanto, e para espanto de muitos, nunca nos insurgimos contra isso. Aliás, era frequente o presidente Luis Filipe Vieira e o presidente Gilberto Madail andarem juntos e estarem de acordo em muitos e variados temas. Acho que quase todos os benfiquistas tinham a visão correcta de quem foi Gilberto Madail: um banana mais preocupado em manter o lugar e o tacho do que em resolver quaisquer problemas do futebol. A sua subserviência aos poderes instalados neste mesmo futebol levaram muitas vezes a decisões inacreditáveis.
Não contente com isto, ainda se dá ao luxo de apoiar o Fernando Gomes que assim que viu o poder sair da Liga meteu mãos à obra. E com Fernando Gomes, vieram mais uns quantos desses indivíduos que só querem manter o "status quo". Para já e em apenas 4 meses de mandato, já começámos a sentir na pele os efeitos de tão declarado apoio.
Qual o impacto para o Benfica? Como já adiantei em cima, é mais do mesmo, com a agravante de que na Federação, as decisões se revestem de carácter decisivo. O Benfica, pela voz do seu presidente, ao mostrar apoio a quem não deve, está na práctica a validar tudo o que esses indivíduos possam fazer. Os "choros" que se façam após o leite derramado, são tão inúteis como desmoralizados.
Tal como na questão dos apoios para a Liga, aqui a solução é simples. Não apoiar pessoas de mau carácter para cargos de decisão. Veja-se o que o individuo Herculano Lima fez em relação a Aimar.
Já é tempo do Benfica se libertar destes autênticos sanguessugas do futebol português. E quando digo libertar, é não só não apoiar, como denunciar. Vivemos numa republica das bananas mas escusamos de pactuar com ela.
Índice:
Em décimo lugar: Mistura de Amizades pessoais com a Defesa do clube
Em nono lugar: Delapidação dos Valores do Clube
Em oitavo lugar: Introdução de Corpos estranhos ao Clube
Em sétimo lugar: O Sebastianismo
Em sexto lugar: O Descontrolo Financeiro
Em quinto lugar: A Instabilidade Governativa
Em quarto lugar: Apoios indevidos na Liga Portuguesa de Futebol Profissional
Em terceiro lugar: O Entreposto de jogadores
quarta-feira, 28 de março de 2012
O fracasso de Vieira - 4
A rubrica de hoje de "O fracasso de Vieira", foca-se nos apoios indevidos na Liga Portuguesa de Futebol Profissional. E foram muitos, desde presidentes da Liga a membros do Conselho de Disciplina ou Arbitragem.
O tempo de Luís Filipe Vieira à frente do Benfica já vai longo. São 2 anos de Director Desportivo do Futebol (2001-2003) mais 8 (9) anos de presidente (2003-2012). Ao longo deste tempo, foram muitas as dificuldades que teve de superar, mas não tantas como as que nunca se cansou de repetir. Foram ainda mais (muitos mais) os erros que se cometeram, alguns dos quais com graves repercussões nos destinos do clube.
Em quarto lugar: Apoios indevidos na Liga Portuguesa de Futebol Profissional
O caso mais paradigmático aconteceu em Maio de 2010, com o surpreendente apoio público de Luis Filipe Vieira a Fernando Gomes. O ex-Vice Presidente da S.A.D. portista "saiu em conflito" com Pinto da Costa cerca de 3 meses antes, numa clarissima estratégia de não ser conotado com o Porto aquando da sua candidatura à presidência da Liga, mas essa estratégia foi suficiente, para Luis Filipe Vieira cair no engodo de apoiar tal sumidade "facturadora" e meter-se a jeito do que se viria a passar depois.
Mas não foi só Fernando Gomes que mereceu o apoio do nosso presidente. Também Valentim Loureiro recolheu sempre o apoio de Vieira. Mesmo vendo-se envolvido até ao pescoço em trapaça, corrupção, coacção, tráfico de influências, etc, nunca deixou de ter o apoio "encarnado", muitas vezes manifestado nas piores alturas.
É, para mim, um caso patológico, este constante apoio a corruptos e individuos de qualidade moral duvidosa, para cargos de poder decisório no futebol Português. Porque não só os chefes de fila são pessoas nada confiáveis, mas os "sombras" que pululam as esferas inferiores, são ainda piores. E mesmo sabendo disto, o Benfica, na voz do seu presidente, põe-se sempre a jeito de ser pisado, humilhado e roubado por parte de quem sempre apoiámos.
O facto de nos afastarmos do Sporting, precisamente quando Dias da Cunha meteu os "nomes nos bois", é sintomático disto. Numa altura, em que Benfica e Sporting podiam (e deviam) ter lutado juntos pela total transparência e regeneração do futebol português, Vieira simplesmente abandonou Dias da Cunha à sua sorte. Não foi à Benfica. Aliás em matéria de apoios institucionais, Vieira nunca foi (e arrisco a dizer que nunca será) à Benfica. Parece até que tem algo a proteger, que não pode por em risco com uma afronta muito directa aos poderes vigentes.
Curiosamente, Herminio Loureiro, que não foi apoiado por Vieira (até ameaçou não participar na então recém criada Taça da Liga), foi o que mais fez pela credibilização do futebol, com algumas decisões que mudaram por momentos o panorama do futebol português. Com erros é certo, mas no caminho de mudar esta fossa séptica a que chamamos futebol português. Por momentos, pensou-se que o caminho para a regeneração estava aberto, mas foi sol de pouca dura.
O impacto destes sucessivos apoios é demasiado alto, para alguém ficar indiferente. Nas alturas de decisão há sempre aquele factor extra que nos empurra para baixo, seja em termos de arbitragens corruptas, seja em termos de decisões polémicas contra nós, castigos cirúrgicos, etc. Qual o benfiquista que não se lembra de jogos como muitos no Dragão, em que a nossa equipa é simplesmente impedida de jogar? Este ano valeu-nos o boato do observador da UEFA, pois senão era mais do mesmo. Qual o benfiquista que não se lembra dos castigos ridiculos aos nossos jogadores, enquanto os Jorges Costa e Brunos Alves desta vida se passeiam impunemente em campo, distribuindo porrada em tudo o que mexe? Qual dos benfiquistas não se lembra dos castigos recorrentes por comportamento incorrecto dos nossos adeptos, quando do outro lado há cargas policiais, bolas de golfe ou mesmo galinhas? Ou dos casos recorrentes em matéria de árbitros irem para a "Jarra" depois de apitarem jogos do Benfica? Relembro que tudo isto, acontece com o nosso silêncio e apoio cúmplice.
A solução para este problema crónico é a simples renúncia a apoiar corruptos para cargos de poder. O Benfica não pode ser cúmplice com isto. Apoios a gente que está mais que provado factualmente, que não gosta de nós e que só nos quer ver em baixo, que não descansará enquanto não nos vir a definhar, que tudo fará por isso, simplesmente não podem acontecer. O Benfica sempre foi um clube de respeito e integridade, mas que sempre se deu ao respeito. Os seus presidentes sempre se pautaram por um intrasigente amor ao clube e por uma conduta moral acima dos outros. Nunca se arrogaram de perfeitos, e com as suas falhas inerentes, souberam lutar com honra e dignidade contra as injustiças.
Quais os beneficios desta solução? Simples. O Benfica pode virar a mesa e atacar quem deve ser atacado. Não dar tréguas, a quem nesta altura se passeia alegremente nos meandros do futebol, sem ninguém a questionar minimamente os passos e acções tomadas. Sem medo de ser conotado com cumplicidade pode ser a oposição clara a este tipo de coisas, que foi sempre o seu maior trunfo em Portugal e causa do seu massivo apoio popular. O maior problema destes corruptos é a possibilidade de se fazer luz sobre os crimes cometidos. O Benfica é forte, todos o sabem. Se soubermos usar essa força como forma de oposição, então tornaremos as coisas muito mais dificeis para quem quer subverter as regras do jogo. E dificultando-lhes o trabalho, facilitaremos a nossa própria tarefa, pois as dificuldades externas não se farão sentir com tanta intensidade.
Índice:
Em décimo lugar: Mistura de Amizades pessoais com a Defesa do clube
Em nono lugar: Delapidação dos Valores do Clube
Em oitavo lugar: Introdução de Corpos estranhos ao Clube
Em sétimo lugar: O Sebastianismo
Em sexto lugar: O Descontrolo Financeiro
Em quinto lugar: A Instabilidade Governativa
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