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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Trabalho de formação

O Benfica acaba de ser distinguido pela UEFA, como o clube que melhor interpretou os valores da competição. Depois da chegada à final, a todos os títulos notável e demonstrativa de que há talento de sobra nas nossas camadas de base, é mais um reconhecimento do excelente trabalho que tem sido desenvolvido no Seixal.

Parabéns ao Sport Lisboa e Benfica, à direcção, à sua estrutura técnica e aos seus jovens jogadores. O prémio é apenas mais um incentivo a continuar o bom trabalho.

Apesar de todos os problemas que tenho vindo ao longo dos anos a apontar à gestão de Luis Filipe Vieira à frente do clube, neste caso acho que não há nada a dizer. O trabalho foi bem planeado, desenvolvido e implementado. As pessoas certas foram colocadas nos lugares certos e os resultados estão à vista. Os nossos jovens jogadores têm tanto ou mais talento que todos os restantes, e muitos deles têm sobressaído enormemente nos maiores palcos europeus. Tanto que, jogadores jovens já começam a ser bastante assediados por clubes estrangeiros à procura de talento.

Desde a sua inauguração, o Caixa Futebol Campus no Seixal, tem sido o palco onde treinadores altamente qualificados formam jogadores de topo. As convocatórias das selecções jovens são o maior exemplo do quão bem se trabalha no Seixal. É rara a convocatória (em qualquer dos escalões) onde os nossos jovens jogadores não estejam em maioria. 

Mas o caminho não termina aqui, nem acho que terminará. Ainda existirão alguns passos a dar, nomeadamente na questão do lançamento destes jovens na alta roda do futebol português. Ainda não chegámos lá, por vários motivos, mas estou em crer que num futuro próximo poderemos ver os resultados de nosso excelente trabalho na formação a brilhar ao mais alto nível na nossa equipa principal. Porque ninguém tenha dúvidas de que qualidade para isso existe com fartura.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A boa aposta na formação

No passado Sábado, o Benfica apresentou muitos jovens da sua formação no jogo frente ao Gil Vicente. O jogo já não contava para absolutamente nada, e era a oportunidade ideal para se lançar pela primeira vez alguns dos jovens e dar mais minutos a outros. É esta a gestão das nossas jovens promessas que se pede, tendo em conta diversos factores que influenciam os seus desenvolvimentos e rendimentos. Primeiro porque o jogo era a feijões, pelo que eles poderiam falhar (como falharam) sem riscos. Segundo, porque lhes retirou qualquer pressão de terem de entrar para resolver. E finalmente, terceiro, porque serve de motivação para eles e para outros que aspirem a chegar ao topo.

Tudo isso foi feito, com bastante sucesso diga-se. A equipa, cheia de segundas linhas, apresentou-se compacta e solidária, com os jogadores a corresponderem da melhor forma. Foi um jogo muito bem conseguido da nossa parte e a má exibição do Gil Vicente explica-se, em parte, pela nossa atitude no jogo.

Quando eu peço uma aposta na nossa formação, a minha opinião baseia-se em três pontos fundamentais.

1. Dar minutos de competição aos jogadores jovens, em jogos a feijões, já resolvidos ou amigáveis. De modo a que eles possam entrar na dinâmica da equipa gradualmente, e não sendo lançados às feras e queimados à primeira oportunidade. A menos que tenhamos um verdadeiro fora de série - e neste momento acho que apenas um se aproxima desse estatuto (Bernardo Silva) - é esta integração gradual que preconizo.
2. Não tapar as posições dos nossos jovens jogadores no plantel, com contratações de ocasião. Jogadores que muitas vezes contratamos, vão ter as mesmas dificuldades (ou ainda mais) que os nossos jovens para entrar na primeira equipa. 
3. Gerir da melhor forma possível a comunicação em relação à formação. Não é dizendo todos os anos que a aposta é a formação enquanto se contratam 20 caras novas por época, que se valoriza a formação. 

No meu entender, este jogo com o Gil Vicente, é o caso paradigmático de como deve ser gerida a formação. E se isto fosse a regra e não a excepção, era tão bom para o Benfica.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A Aposta na Formação (mais uma)

O link em baixo leva o leitor para uma noticia publicada no site do clube, acerca da assinatura de contrato de alguns dos jovens da nossa formação.


Da noticia, destaco a frase do presidente, em que ele admite que esta "cerimónia" já podia ter acontecido mais cedo, mas que devido ao sonho da Liga dos Campeões, ficou adiado até agora. Posso depreender então que caso ganhássemos a referida competição, a cerimónia nunca ocorreria este ano? Surreal...

Este episódio é apenas mais um capitulo, na longa história da "aposta na formação" que se faz no Benfica actualmente. Ao ler a noticia, só me lembrava da mega apresentação do futuro do Benfica, com noticias na BTV e capas de jornal com os 4 jovens que iriam ser o futuro do Benfica.
Talvez os leitores também se lembrem da imagem abaixo.


Da esquerda para a direita, Nélson Oliveira, Rúben Pinto, David Simão e Miguel Rosa. Isto foi em 2011 e de então para cá, o único jogador a ter algumas oportunidades (a espaços) na equipa principal foi Nélson Oliveira na época de 2011/2012, e mesmo ele nunca foi aposta regular. Ruben Pinto, David Simão e especialmente Miguel Rosa, nunca se impuseram na equipa, apesar de mostrarem o mesmo ou mais que muitos dos jogadores que o Benfica contratou para serem segundas linhas.
Miguel Rosa andou anos a ser, de longe, o melhor jogador da segunda liga, com prémios atrás de prémios ao serviço do Belenenses e do Benfica B. Nunca mereceu sequer andar nos escolhidos para ir pelo menos para o banco de suplentes.

Sinceramente, sempre que leio estas noticias (que aparecem ciclicamente) penso "Será desta? Será que algum deles será aposta?". E quero sempre acreditar que sim, que pelo menos um ou dois vão ser úteis ao clube. Que veremos enfim, concretizada esta "promessa" de vermos um Benfica mais português. Porque sendo honestos, muitos destes jovens, têm potencial e qualidade suficientes, para pelo menos serem segundas linhas, ao invés de se contratarem 20 jogadores todas as épocas. Dando exemplos concretos, para se perceber qual o ponto que estou a tentar fazer passar.
  • Será que Miguel Vítor era inferior a Jardel?
  • Será que Nelson Oliveira era inferior a Jara?
  • Será que Miguel Rosa era inferior a Bruno César?
As comparações, são feitas com jogadores que foram apostas regulares no tempo em que cá estiveram (sendo que Jardel ainda faz parte do plantel) e em minha opinião, os nossos jovens não fariam pior que os referidos estrangeiros. 

Aliás, na actualidade a gestão que tem sido feita pelo treinador é absolutamente patética. Em especial com André Gomes, que é chamado a frio para jogos grandes, e depois, quando até pode fazer uns minutos em jogos mais acessíveis e de grau de dificuldade mais baixo, entra nos descontos, quando o jogo já está resolvido à muito.

Para finalizar, esta matéria é apenas mais uma entre as que mostram uma grande diferença entre as palavras e as acções.