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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Petardos e Castigos

Petardo - s.m. Engenho portátil destinado a destruir algo por explosão; bomba, máquina infernal.

Como podem ver pelo significado, um petardo não é mais que um pequeno engenho explosivo. Este tipo de engenhos, são potencialmente perigosos para quem os usa e para quem se encontra próximo quando se dá o rebentamento. Desconheço completamente quando se iniciou esta moda, de que rebentar petardos em jogos de futebol é uma forma aceitável de apoio. Não é! Pelo menos, na minha visão da coisa, não é, nem pode ser aceitável.

O Benfica tem sido penalizado através de multas de todas as instâncias desportivas (nacionais e internacionais) devido a comportamentos incorrectos dos nossos adeptos. As penalizações ainda não chegaram a níveis mais graves, mas não me parece que possamos continuar assim muito mais tempo, especialmente face à UEFA. Por muito que me cause asco algumas destas multas (e principalmente a falta de equidade das decisões), na maioria dos casos tenho de reconhecer a justeza das mesmas, especialmente quando não há jogo actual do Benfica (dos outros apenas calculo que aconteça o mesmo) em que não se rebentem petardos. Virou moda.
E a moda mostrou que está para ficar, já que em 2012, foram vários os casos de rebentamento de petardos dentro de pavilhões. Foi assim na final do campeonato de Futsal, foi assim na AG de votação do Relatório e Contas do Clube de 2011/2012 em Setembro último, e foi assim na eleição dos órgãos sociais do passado dia 26. Não concordo com nada disto e espero que exista uma inversão de atitude por parte de quem se presta a isto. Temos obrigatoriamente de viver o clube com muita paixão, mas ainda mais com respeito pelos nossos adeptos e pelo nosso clube.

Hoje temos um jogo decisivo frente ao Celtic. O Benfica já tem um processo em andamento, relativo aos petardos rebentados na Luz esta época em jogos da Liga dos Campeões, sendo este jogo fulcral na decisão que a UEFA dará sobre sanções ao clube que vão para além do monetário. O apelo fica feito para que apoiem com a voz, apoiem com as bandeiras, apoiem com assobios ao adversário, apoiem com os cachecóis ao alto, enfim, apoiem à Benfica. Deixem as bombas em casa e concentrem-se no apoio que vão dar ao invés do prejuízo que podem dar. No final do jogo o Benfica saberá agradecer o vosso apoio. Os benfiquistas saberão agradecer o vosso apoio. Como? Simplesmente recordando o mágico jogo que uma vez houve no Estádio da Luz com um dos melhores apoios vistos nessa Europa fora. Tornem-se míticos pelas melhores razões!


PS: Penitencio-me pelo facto de nunca ter clarificado a minha posição acerca disto anteriormente. Devia tê-lo feito.

sábado, 9 de junho de 2012

Medidas profilácticas

Portistas proibidos de entrar em Lisboa

Pessoalmente, concordo com uma medida destas, apenas e só, se os "adeptos" tiverem antecedentes a respeito de violência no desporto. Face ao que se passou na final do campeonato de Basquetebol no pavilhão do Dragão, e também, atendendo ao facto de o Benfica só ter vendido bilhetes para sócios (nenhum bilhete foi enviado para o Porto), só tenho a louvar a atitude da Polícia, pois os 54 bilhetes que os portistas dizem deter, só serviriam para arranjar confusão. 

Enquanto o clima de guerrilha e violência se mantiver (devido maioritariamente a acção do Porto, mas com algumas culpas encarnadas também) estas decisões policiais, serão bem vindas. Quem não se sabe comportar decentemente num estado de direito, só tem é de ser impedido de fazer "o mal".

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O ódio Azul ao Vermelho

É lamentável e repugna-me profundamente que rufiões e arruaceiros se advoguem defensores dos bons costumes. O que se passou no pavilhão do Dragão não só é muito grave, com direito a penas pesadíssimas num país decente com uma justiça decente, como permite ver o ódio Azul ao Vermelho em toda a sua plenitude.

Os adeptos que durante mais de hora e meia não se cansaram de gritar pelo glorioso, quiseram estragar a festa dos justos campeões, e para tal impediram que a cerimónia da entrega da taça de campeão fosse feita no campo, como é aliás caso natural em qualquer modalidade de pavilhão (perguntem aos espinhenses como foi no pavilhão da Luz aqui há umas semanas). O arremesso de isqueiros, cadeiras e outros objectos é bem visível nas imagens e relatam bem o que se passou.


Não contentes com isto (e já depois da policia entrar em acção, para surpresa minha), lançam um comunicado absolutamente ridículo (mais um) intitulado "A vergonha da polícia" a queixar-se da actuação da policia e do treinador do Benfica, por falta de urbanidade. É que só pode ser um número de comédia. Não encontro outra explicação para a total falta de vergonha na cara destes gajos.

A taça foi recebida no balneário e a "cerimónia" gravada com recurso às camaras dos telemóveis. Bendito Steve Jobs! Digo mesmo que isto deve ser inédito, pois nunca ouvi falar de uma situação igual. Realmente só em Portugal mesmo.

Numa nota adicional, queria aqui dizer aos leitores que o que se passou no ano passado na Luz, no já infame jogo do apagão, é uma porta aberta a estas situações. O cultivar do ódio e da mesquinhez nunca dá bom resultado a longo prazo. E o clube da fruta verá isso a seu devido tempo.

Finalmente...
Deixo-vos aqui cenas de uma história igual passada há já doze anos. Eles não mudam e não mudarão nunca, se a isso não forem obrigados.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A Arte da Guerra

As imagens que nos chegaram do Egipto, a propósito de confrontos entre adeptos, deveriam ser motivo de reflexão para quem (des)governa o nosso desporto, em particular o nosso futebol. O que se passou foi demasiado grave, demasiado surreal para que possa passar despercebido. Por motivos de ideologias diametralmente opostas e do estado de tensão que se vai vivendo no país, muitos adeptos decidiram partir para a violência, ignorando completamente o mais básico do desporto. Além da actuação vergonhosa dos que tinham o dever de zelar pela segurança, também a equipa de arbitragem deixou o jogo prolongar-se, após duas invasões de campo e gritos ameaçadores vindos da bancada. Como é que alguém pode ignorar cânticos de "vamos matar-vos" é algo incompreensível para mim. Absolutamente deplorável! Mas não é só no estrangeiro que estes acontecimentos se dão. Também no nosso pequeno país de brandos costumes existem casos de violência. Os mais graves acontecem quase sempre que Benfica e Porto se defrontam. Seja de um lado, seja do outro, parece que vale tudo para certos indivíduos. Com a complacência geral de quem deve proteger e zelar pelo bem estar no desporto. As penas que existem são muitas vezes mal aplicadas, quando aplicadas de todo. E assim se vai agravando a violência no desporto, de ano para ano. É caso para perguntar aos poderosos do futebol (em particular), se estão à espera de um acontecimento destes em Portugal para tomarem medidas.