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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Notas soltas acerca das eleições

  • Pressões sobre funcionários para não votarem em Rangel - Inadmissível. Não pode em momento algum existir este tipo de atitude.
  • Vieira vai avançar para jogos em casa na BTV - Excelente noticia. O facto de só ele saber da decisão (Moniz e Domingos não o sabiam antes comprovado pelas entrevistas que deram) e de o anunciar a dois dias das eleições, não deve ser motivo para não se reconhecer o mérito da decisão. Espero que se confirme!
  • Ataques pessoais de parte a parte - Lamentável. Rangel não precisa disso para indicar o que correu mal com Vieira. Já o presidente tem dupla personalidade. Na ultima AG elogiou Fernando Tavares e agora chama-lhe mentiroso compulsivo. Lamentável.
  • 3+1+50 - A promessa de Vieira é o "novo" mandato desportivo. Daqui a 4 anos espero sinceramente que se cumpra. Nas modalidades é necessário ganhar quase tudo em masculinos e femininos para atingir os 50 campeonatos ganhos. A menos que esteja também a contar com os escalões de formação das diversas modalidades, sendo que aí, 50 campeonatos em 4 anos é manifestamente pouco.
  • Voto electrónico - é de saudar a possibilidade de voto em vários pontos do país. Futuramente até era bom estender o voto electrónico a mais pontos do país, para que mais sócios pudessem votar. Podem ver uma noticia excelente aqui http://aovivo.slbenfica.pt/noticias/detalhedenoticia/tabid/790/articleid/25340/language/pt-pt/comunicado-da-assembleia-geral-sobre-voto-electronico.aspx

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Rangel respondeu à blogosfera encarnada

Após a excelente iniciativa de pedir que os blogues encarnados fizessem as suas questões, aí estão as respostas da lista B na pessoa do seu candidato a presidente, Rui Rangel.

Em baixo ficam as perguntas que eu fiz (peço desculpas aos companheiros de blogue por ter açambarcado as três questões) em nome do blog Sócio Encarnado e as respostas publicadas hoje.

1ª Qual o papel de José Veiga nesta candidatura e qual o lugar (se existir algum) da SAD que lhe estará reservado?
- Não está previsto que José Veiga integre a estrutura do futebol profissional do Benfica. Eu próprio conversei pessoalmente com José Veiga e ambos concordámos que este não era o momento para discutir um eventual regresso dele ao clube. Teremos um vice-presidente, Cunha Leal e um director-desportivo, que será Rui Costa, se aceitar o nosso convite, como acredito que acontecerá.
2ª Irá Rangel demitir os "infiltrados" existentes na SAD e chamar benfiquistas para esses lugares?
- Essa expressão pertence ao presidente Vieira, assim como a promessa de acabar com eles no Benfica, que ele não cumpriu. Claro que não terei contemplações com pessoas que coloquem o seu interesse pessoal acima do interesse do clube. E por isso é que defendo, desde o início, que o Benfica deve ser devolvido aos benfiquistas. Não é só uma questão de competência, é sobretudo de ligação afectiva ao clube. Há decisões que são tomadas, mesmo as mais racionais, que devem ter um conteúdo clubístico, senão as hipóteses de erro serão muito maiores. E mesmo a reacção perante o erro é diferente. Um profissional não benfiquista que erra não se deixa atingir pelo erro, porque o Benfica não é o seu clube, é apenas um profissional que trabalha para o Benfica. Um benfiquista que possa errar numa decisão, terá uma reacção diferente, emocional, porque erra e porque prejudicou o seu clube. É a diferença.
3ª Quais os pontos onde a direcção cessante trabalhou bem e que por isso não serão alvo de remodelações profundas?
- Creio que a direcção de Luís Filipe Vieira mais bem sucedida foi a primeira. Curiosamente, alguns desses colaboradores de Vieira apoiam esta lista. Ele esquece-se de dizer isto, prefere fazer chicana com Vale e Azevedo, ignorando que era ele, como presidente do Alverca que fazia negócios com Vale e Azevedo, enquanto presidente do Benfica. E o primeiro mandato correu bem. O Benfica continuou a fazer o trabalho de recuperação iniciado por Manuel Vilarinho, estabilizou o futebol, com José Veiga, estabilizou as modalidades, com Fernando Tavares e depois, de um momento para o outro, começou a estragar tudo. Deu ouvidos a pessoas com estratégias pessoais de poder no Benfica, que nem são benfiquistas e as coisas começaram a correr mal. Quando ele alerta os benfiquistas que é preciso não haver desvios no rumo, o senhor presidente do Benfica vem com seis anos de atraso, porque foi ele, manifestamente, que se desviou do rumo. Há dois mandatos atrás.


Boas respostas, mas em relação à terceira pergunta que fiz, gostaria de ter tido outro tipo de resposta, mais virado para por exemplo o que foi feito nas modalidades do clube. Já tive oportunidade de o escrever na página do facebook da candidatura. No entanto, compreendo também que isso seria dar "armas" ao adversário. Quanto às outras duas, fico completamente esclarecido em relação a esta matéria. Muito provavelmente, Rangel levará o meu voto dia 26.

Para finalizar uma nota:

Rangel já mostrou mais abertura a discutir o Benfica com os Benfiquistas em 8 dias, do que Vieira em 9 anos de presidência, o que dá que pensar.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O significado de Ininterruptos

O artigo 61º dos Estatutos do Sport Lisboa e Benfica, no seu ponto 2 dizem o seguinte:

2. O Presidente da Direcção terá obrigatoriamente pelo menos vinte e cinco anos ininterruptos como sócio efectivo, concomitantes com a data da eleição.

A leitura que eu sempre fiz deste ponto, é a de que alguém que recupere o seu número de associado, regularizando a sua situação com o clube, poderá candidatar-se desde que tenha pelo menos 25 anos de sócio desde a inscrição e não desde a regularização.
No entanto, fui dos poucos a pensar assim. A maioria via a palavra ininterruptos como algo que implicava nunca ter ficado em falta com o clube por tempo suficiente que levasse à sua saída de sócio (nunca percebi bem onde caíam os que não pagando quotas durante alguns meses, regularizavam a sua situação antes de serem excluídos de sócio). Vem isto a propósito de duas situações que envolveram os dois candidatos e da confirmação por parte do presidente da Mesa da Assembleia Geral, que o meu entendimento do referido artigo é o mesmo do dele.

Durante esta semana (e publicitado aqui no blog pelo Tiago) foi feito um excelente trabalho de pesquisa pelo Joga Bonito do blog Eterno Benfica. Resumidamente o assunto da pesquisa versava na validade ou não do número atribuído a Vieira e em como pelo menos até 1994, o mesmo não teria recebido ainda o seu emblema de prata. 
Sinceramente, nunca fui dos que pensavam que o presidente não se poderia candidatar. Pelo simples motivo do que é a minha compreensão do ponto 2 do artigo 61º. Poderia perfeitamente ter regularizado a sua situação e recuperado o que teria sido seu.

Rui Rangel foi hoje "obrigado" a pagar as quotas em atraso (algures entre 1985 e 1990 deixou de as pagar) para que a sua candidatura fosse aceite por Luis Nazaré. O mesmo Rui Rangel, não recebeu ainda o seu emblema de prata, sinal de que efectivamente esteve algum tempo sem pagar quotas.
Em comunicado, Rangel explica a sua versão dos factos e em como o pagamento de hoje foi feito sob protesto, pois já teria regularizado a sua situação há mais tempo (não negando que esteve efectivamente em incumprimento durante algum tempo). Aliás, durante a AG de dia 27 de Setembro, onde foram chumbadas as contas de 2011/2012 do Clube, já Rangel tinha direito a 50 votos.

Independentemente dos motivos que levaram, quer um quer outro, a ficar em "falta" para com o clube, é de saudar que tenham regularizado as respectivas situações.

A entrevista de Rangel

Rui Rangel, candidato da Lista B, teve oportunidade de ser entrevistado por José Rodrigues dos Santos, ontem à noite no Telejornal da RTP. A entrevista não chegou a 10 minutos e foram abordados alguns temas relevantes para o clube. Outros nem por isso.

Há que o dizer com frontalidade: Rui Rangel não ia preparado para o tom da entrevista. José Rodrigues dos Santos fez perguntas algumas pertinentes e outras nem por isso, mas pareceu sempre mais interessado em fazer as perguntas do que em ouvir as respostas. Percepção pessoal minha (falta de tempo talvez...).

Penso que em geral, as respostas dadas foram boas (às perguntas pertinentes), com o tom moderado e pausado, mas para a generalidade dos que viram, faltou energia no discurso. Veemência e levantar a voz nunca foram sinónimo de razão ou esclarecimento, mas fazem maravilhas em Portugal. Mas também se equivocou e meteu os pés pelas mãos noutras questões.

Deixo aqui a conversa entre José Rodrigues dos Santos e Rui Rangel e o que considero bom e mau das respostas dadas. (As respostas aqui transmitidas são transcritas ipsis verbis)
A vermelho carregado o muito bom
A vermelho não carregado o bom
A azul carregado o mau.

JRS: Se for eleito o que muda no Benfica?
RR: Muda muita coisa. Evidentemente, como perceberá, preciso de conhecer os dossiers. Há dossiers que não são conhecidos e evidentemente que esses dossiers têm de ser do conhecimento. Mas é preciso mudar na componente desportiva e na consolidação das finanças do Benfica.
E na componente desportiva é trazer a Mistica do Benfica que se perdeu. Ou seja, o Benfica não pode ter em regime de contratualização 95 jogadores. O que representa uma massa salarial absolutamente brutal para os encargos do Benfica.
É preciso emagrecer o Benfica. Portanto não é só o estado que precisa de emagrecer. O Benfica precisa de emagrecer também a sua estrutura de custos.
É fundamental que por exemplo, o Benfica tem, naquilo que tem que ver com a consolidação orçamental, o Benfica tem dois tipos de passivo. O passivo bancário, que no total anda à volta dos 500M€. Tem uns juros de dívida de 17M€ e esse passivo bancário é para com a estrutura financeira. Obviamente que aí é para cumprir escrupulosamente os compromissos que o Benfica assumiu do ponto de vista contratual. Evidentemente há um passivo não bancário. E esse passivo não bancário é que é um passivo não conhecido, não é conhecido dos benfiquistas.
Evidentemente que, tudo aquilo que...

JRS: ... deixe-me só entender, o que o preocupa são as contas. Não é verdadeiramente a performance desportiva...
RR: ... não! São as duas coisas. Primeira parte as contas. Estava era a dizer que este passivo não bancário, evidentemente vai obrigar a que se tenha de fazer uma auditoria às contas do Benfica. Se a lista liderada por mim ganhar como eu espero. E naturalmente que o resultado dessa auditoria, evidentemente vai descortinar, clarificar, esclarecer...

JRS: ... e do ponto de vista desportivo?
RR: Do ponto de vista desportivo, é preciso de facto... o Benfica não pode ter uma estrutura contratual com 95 jogadores. O Benfica não pode ser um entreposto de jogadores. De compra e venda de jogadores. Evidentemente que...

JRS: ... mas não é isso uma forma de contrabalançar o passivo? Isto é, com os activos que são os jogadores, que o clube vai valorizando e depois vai vendendo, como o que aconteceu com o Witsel por exemplo.
RR: Pois é, mas esse é que é o problema. É que o Benfica faz e desfaz a equipa. Todos os anos acontece esta situação. E se queremos ter...

JRS: ... mas considerando as contas, não é isso um pouco inevitável? A situação dos clubes portugueses e a dimensão do campeonato português. Não é isso inevitável?
RR: ... Não... Não, é possível emagrecer custos no Benfica, é possível reduzir este peso da massa salarial que tem que ver com 95 jogadores. É preciso, por exemplo, que se aposte também e sobretudo na formação. O Benfica joga hoje com 11 estrangeiros. Praticamente. Há jovens que têm talento e que têm dificuldade em transitarem da equipa B para a equipa principal.
Obviamente que o passivo não se resolve vendendo os activos. Evidentemente que os activos são também uma forma de resolver. Mas se reduzir os custos e se internacionalizar a marca Benfica... o que é preciso é sair fora. O Benfica tem dimensão mundial, para poder internacionalizar a marca e a internacionalização da marca, evidentemente que traz beneficios enormes na resolução...

JRS: ... mas olhe que foi o jornal L'Equipe... considerou que a representação do Benfica num festival que houve em Paris com a apresentação de clubes, era um modelo para qualquer clube francês. Porque isso mostra que há um trabalho que está a ser feito nessa matéria.
RR: Claro que há um trabalho que foi feito e aquilo que foi bem feito, tem que ser dito que foi bem feito. Agora deixe-me dizer que, relativamente a essa dinâmica de internacionalização da marca é preciso ter acoplado o futebol. E o futebol ganhador. Os sócios querem títulos. Os sócios não querem ficar atrás do...

JRS: ... deixe-me falar um pouco sobre o Benfica. Qual a história recente do Benfica. Quando Vale e Azevedo saiu do Benfica, o clube estava totalmente desacreditado...
RR: ... Verdade.

JRS: ... estava falido e desportivamente irrelevante. Não sei se terminou em 5º ou 6º lugar no campeonato. Quando muito ia às competições europeias, levava 8-0 do Celta de Vigo.
Hoje, o Benfica vai pagando o que deve, luta por campeonatos e chegou aos quastos de final da liga dos campeões. Reconhece méritos à gestão de Luis Filipe Vieira?
RR: Reconheço no primeiro mandato, méritos. Evidentemente que tem de se reconhecer méritos, quer relativamente ao re-equilibrio e à credibilização, digamos da situação do Benfica, mas deixe-me lhe dizer. É que antes do Luis Filipe Vieira existiu um outro presidente, que se chamou Manuel Vilarinho. E obviamente a primeira recuperação que começa, começa com o Manuel Vilarinho e eu tenho na minha lista, com muita honra, membros que pertenceram à direcção de Manuel Vilarinho...

JRS: ... também tem membros que pertenceram à direcção de Vale e Azevedo.
RR: Refere-se ao mandatário..

JRS: Ribeiro e Castro por exemplo.
RR: Mandatário.

JRS: Que curiosamente, ao Diário de Notícias de dia 29 de Setembro disse: "- não conheço ninguem melhor para o lugar de presidente do Sport Lisboa e Benfica do que Luis Filipe Vieira". DN 29/7/12
RR: Ouça, é verdade. Naturalmente que isso tem que ser datado, relativamente às declarações que foram feitas...

JRS: ... isto foi há um mês.
RR: ... reportado, a uma determinada... não sei a que é que se estava a referir. Se eu fosse fazer o levantamento, daquilo que Luis Filipe Vieira disse de José Eduardo Moniz, e daquilo que José Eduardo Moniz disse de Luis Filipe Vieira...

JRS: ... e do que o senhor disse de José Eduardo Moniz... chamou-o um homem muito competente.
RR: Competente, do ponto de vista profissional enquanto jornalista e enquanto director de estações de televisão. Como Benfiquista não conheço.

JRS: Mas apoiou-o para candidato à presidência do Benfica.
RR: Não! Eu liderei o Movimento Benfica Vencer Vencer com o doutor Varandas Fernandes. O José Eduardo Moniz nunca fez parte do Movimento Benfica Vencer Vencer, era uma das pessoas que poderia encabeçar uma lista há três anos.

JRS: Vai apresentar contratações sonantes como trunfos eleitorais, ou não vai entrar nesse jogo?
RR: Deixe-me dizer que a época de se ganhar eleições apresentando contratações sonantes terminou! O Benfica tem de ter realidade, tem que perceber a realidade em que o país vive. O Benfica tem que ter mecanismos. O Benfica tem que agir sempre com exemplaridade, com ética, e tem que perceber que o país vive uma crise brutal. E o Benfica com a dimensão que tem, não pode estar desligado da realidade e da crise economico-financeira que Portugal vive. Designadamente com os sacrifícios que se fazem, que se pedem aos portugueses. Naturalmente que nessa época..., o que é preciso é reduzir custos. É preciso é actuar nas despesas, na gordura e evidentemente que essa época terminou. A época das contratações sonantes terminaram para ganhar eleições. E portanto é preciso ter responsabilidade, racionalidade... e responsabilidade.
E deixe-me dizer que, a seguir a Vieira, a época de Vale e Azevedo é irrepetível. A seguir a Vieira não vem o caos. O caos está exactamente na estrutura financeira actual e nalgumas contratações que são incompreensíveis.


O que sai da entrevista, para mim, é que Rui Rangel disse coisas acertadas, outras nem tanto (algumas vezes viu-se extremamente atrapalhado com as questões e numa delas até confundiu os passivos) e que tem que melhorar a sua comunicação se quer passar a mensagem de forma mais clara e incisiva. Há trabalho a fazer para se passar a mensagem (que já é algo visível na entrevista de hoje ao jornal O Jogo).
Quanto a José Rodrigues dos Santos, as constantes interrupções a Rangel, cortando-lhe o raciocinio, são indecorosas. Não estão em causa as perguntas feitas (embora nas questões relacionadas com Vale e Azevedo tenha metido os pés pelas mãos com enganos óbvios), mas pelo menos tem de se deixar o entrevistado concluir os raciocinios.

Espero por mais desenvolvimentos de Rangel e também por ver Vieira a falar. Um debate frente a frente era o ideal.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Cai o mito Veiga


"Caro Telmo Filipe, compreendo o seu receio e agradeço que o tenha exposto da forma como o fez. Com elegância e benfiquismo. Gostaria, porém, de lhe recordar que as eleições não são para discutir Veiga, são para discutir o Benfica. Tenho de lhe confessar que o José Veiga é meu amigo pessoal e sou uma pessoa de convicções, não deixo que o oportunismo eleitoral possa trair a minha conduta pessoal. Todavia, gostaria de o informar que o José Veiga não faz parte da nossa proposta aos sócios, no que toca ao futebol profissional. Como sabe, o nosso projecto passa por reconduzir o actual director-desportivo do Benfica, Rui Costa e reforçar-lhe os poderes, já que se encontra actualmente esvaziado de funções. E dentro da estrutura que propomos aos sócios ainda faz parte o vice-presidente Cunha Leal, para defender o Benfica nas suas relações institucionais, com a liga, com a federação e com o sector específico da arbitragem. Além de um outro vice-presidente do Benfica, Fernando Tavares, mais vocacionado para a sensível área da gestão financeira. Obrigado pela sua atenção e saudações benfiquistas.» - Rui Rangel

Venha o próximo.

Rui Rangel inova à Benfica

O candidato Rui Rangel, colocou online na sua página do facebook, o desafio aos blogs encarnados, para que estes pusessem 3 questões até às 20h do dia de amanhã. É uma iniciativa de louvar, que de certa forma, aproxima a candidatura do povo benfiquista. É de salutar perceber que na lista B, existe abertura a discutir os assuntos de interesse do Benfica desta forma descomplexada.

A limitação aos blogs, não entendi, e espero que existam iniciativas semelhantes para outros grupos, inclusivamente uma de âmbito geral onde todos possam participar.

As perguntas que eu fiz (e que aliás já tinha exposto aqui) foram as seguintes:
  1.  Qual o papel de José Veiga nesta candidatura e qual o lugar (se existir algum) da SAD que lhe estará reservado?
  2. Irá Rangel demitir os "infiltrados" existentes na SAD e chamar benfiquistas para esses lugares? Não é necessário dizer nomes, caso não queria.
  3. Quais os pontos onde a direcção cessante trabalhou bem e que por isso não serão alvo de remodelações profundas?
Agora é esperar pelos próximos dias e pelas respostas que seguramente serão dadas.
Fiquem atentos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quase convencido por Rangel

Rui Rangel anunciou ontem a sua intenção de concorrer às eleições do Benfica. Com um discurso de benfiquistas para benfiquistas, foi bom ver a assistência a transpirar Benfiquismo. Foi também bom ver alguém a verbalizar muitos dos aspectos que estão mal no Benfica actual, como sejam, as constantes desculpabilização e desresponsabilização existentes, os erros que nunca são "aprendidos" ou as megalomanias suportadas exclusivamente por dinheiro que o Benfica não tem.
Apresentou também o seu programa eleitoral, com as linhas orientadoras da sua estratégia. Depois de o ler, acho que alguns pontos poderiam ter sido mais aprofundados e claramente clarificados, mas no geral é um bom programa para 4 anos. Podem ler na página do facebook de candidatura de Rui Rangel aqui. Pessoalmente relevo as seguintes posições:
1. Desinvestimento em craques estrangeiros, para dar prioridade aos craques portugueses.
2. Abate de passivo remunerado progressivamente.
3. Alinhamento estratégico com parceiros que queiram as vitórias do Benfica (nomeadamente em termos de patrocínios e direitos económicos sobre propriedade benfiquista)
4. Em tudo o que está a ser bem feito actualmente não se irá mexer significativamente.

De resto, as pessoas que compõem a lista para os vários órgãos sociais, faz-me acreditar que este programa irá ser cumprido na sua maioria (senão totalidade).

Mas nem tudo foi bom no anúncio. Em minha opinião focou-se mais que o necessário em Vieira e na sua equipa. As referências ao "soldado que só aos 60 assentou praça", à tri-associatividade de Vieira, ao "sacrifício pessoal do presidente", soam bem a oposicionistas, mas perdeu tempo que eu, pessoalmente, considero que seria melhor empregue em aprofundar mais as suas ideias. Claro que ainda há tempo para isso, mas não é assim tanto como isso. Outro aspecto que não apreciei, foi a particularização do candidato a Vice presidente que é neto de Borges Coutinho. Não me caiu bem.

No artigo de ontem ("Inadmissível") foquei a frase de Vieira em relação ao facto de Vale e Azevedo ser benfiquista. Vieira não poderá nunca usar desse argumento contra a lista de Rangel. Por dois motivos simples. O primeiro é que alguns dos que agora acompanham Rangel, estiveram na primeira linha de "combate" a Vale. Inclusivamente integrando a lista que acabou por vencer as eleições de 2000. O segundo é porque na lista de Rangel existe pelo menos um elemento que já foi Vice-Presidente num dos mandatos do actual presidente. Pelo que não poderá ser considerado nunca um aventureiro ou paraquedista.

Está quase decidido... Votarei em Rangel para presidente, caso "me consiga esclarecer" (diria mais clarificar à nação benfiquista) dois pontos. Não são pontos que me façam deixar de votar imediatamente no juiz, mas terão que ser clarificados, para eu poder saber com o que conto.
1. Qual o papel de José Veiga (a existir) na estrutura da SAD. Neste ponto, eu sou totalmente contra a entrada de Veiga. Teve o seu tempo no clube, com alguns resultados que agradeço, mas os tempos são outros. Não gosto de Vieira não só mas também pelo seu passado de associação a corruptos, e não posso, em consciência, aceitar que Veiga com o mesmo passado, faça o que quer que seja no Benfica. Como diz o slogan da campanha, Benfica aos Benfiquistas. (Atenção que não estou a duvidar do Benfiquismo de Veiga, mas causa-me estranheza que só tenha decidido "confirmar" essa clubite ao entrar na SAD pela mão de Vieira)
2. O que irá ser feito com a estrutura da SAD e os seus diversos elementos não benfiquistas. Neste ponto, sou formalmente a favor da entrada de elementos benfiquistas para substituir nomeadamente 4 elementos (independentemente de estes serem ou não benfiquistas). Domingos Soares de Oliveira. Paulo Gonçalves. Carraça e João Gabriel.

Viva ao Benfica!

VIVA!
VIVA!
VIVA!