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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

A dupla face do Benfica em Alvalade

Ganhámos!

Uma segunda parte absolutamente demolidora bastou para virar o resultado e trazer os três pontos de Alvalade. Frente a um Sporting que mostrou que, como equipa tem muito que trabalhar, o Benfica mostrou as suas duas faces. Jesus chamou-lhe respeito em demasia pelo Sporting, eu chamo-lhe outra coisa, falta de mentalidade competitiva.
Uma equipa que luta pelo titulo como nós, não pode ter uns primeiros 45' dados ao adversário como nós tivémos. É certo que o Sporting se desgastou muito em correrias na primeira parte, pagando por isso na segunda (em especial Capel e Carrillo), mas a entrada em jogo do Benfica foi demasiado apática, demasiado desconcentrada (o erro de Garay é o exemplo máximo) e demasiado encolhida. Num jogo desta importância e frente a um rival que avisou com bastante antecedência que este seria o jogo do ano "para salvar a época", era mais que óbvio que o Sporting iria entrar aguerrido e lutador. A nós competia-nos entrar da mesma forma. Não o fizémos e a primeira parte espelhou isso.
Não sei se a culpa desta "falha" é do treinador, dos jogadores ou de todos, mas é bom que tenham em mente que fazer coisas destas em Braga ou com o Porto não terá o mesmo final do jogo de ontem. E ainda que é com este tipo de mentalidade, que depois as arbitragens nos lixam sempre com 'F' maiúsculo. Ainda não revi o jogo para o meu projecto Olho de Águia, mas à primeira vista, parece-me que as minhas previsões de uma boa arbitragem não saíram defraudadas. Marco Ferreira teve um trabalho bem razoável num jogo nada fácil de dirigir. A arbitragem à inglesa foi o melhor que poderia ter acontecido a este jogo. A reclamar mais oportunidades destas, este árbitro madeirense.

Ao intervalo tudo mudou. Não sei o que Jesus disse aos jogadores, mas estes entraram muito mais afoitos nos segundos 45'. O roubo de bola de Lima a Rinaudo prenunciava um Benfica muito mais agressivo na procura da bola, levando à exaustão das unidade médias e avançadas do Sporting. É bom no entanto, lembrar a perdida de Elias ainda antes do empate. 2-0 seria muito difícil de recuperar e nessa altura valeu Artur a mostrar que é de longe o melhor em Portugal. Mas, tirando isso e um remate de Insua ao poste numa jogada individual, nada mais se viu do Sporting na segunda parte. Muito pouco.
Os golos do Benfica foram aparecendo naturalmente, fruto de uma maior intensidade e velocidade postas no encontro, na maior parte do lado esquerdo através de Ola John.

Para o final deste artigo, deixei o melhor: Óscar Cardozo. Não tenho palavras para o qualificar. Um jogo soberbo do paraguaio, que é tosco, que é lento, que "destrói" jogo atacante, que isto ou que aquilo, mas que faz aquilo que nós vamos ao estádio para ver. Golos, golos e mais golos.

Saio deste jogo com sentimentos contraditórios. Por um lado a reviravolta foi sublime e extremamente justa para o que fizémos na segunda parte. Por outro, tenho plena noção que noutros jogos não vai chegar. É imperioso que abordemos os jogos desde inicio com a mentalidade certa, sob pena de quando acordarmos ser tarde de mais.

Uma nota final para as declarações pós jogo.
  1. MUITO, MUITO bem Jesus finalmente. Quando questionado acerca do recorde de vitórias em derbies de um treinador português respondeu da melhor maneira, dizendo que tem de começar a ganhar títulos colectivos, que os individuais interessam pouco, se não acompanhados. Já era tempo de ter interiorizado isso. Também reforçou mais uma vez a ideia de que o objectivo principal (senão único) é recuperar o titulo de campeão.
  2. Luis Filipe Vieira foi Benfica. O Benfica manteve-se quieto e calado antes do jogo, não alimentando qualquer polémica com ninguém. Depois do jogo, arrasou Godinho, comparando-o a Vale e Azevedo. Podia inclusivamente ter ido mais longe, dizendo o que se passou realmente no caso do adiamento. Noutra declaração, enalteceu a vitória do Benfica e a arbitragem, dizendo que aqui não há segundo guarda-redes. Depois das diabruras de Alex Sandro esta época (é definitivamente o novo Rolando), já era altura de se falar nisso. Pelo menos, para colocar pressão nos homens do apito, para que não continuem a fechar os olhos.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Desilusão e confiança

Não pude ver o jogo, pois estava a trabalhar. Tive de me contentar com o excelente relato do Nuno Matos na Antena 1. A derrota por estes números pode-se aceitar como resultado razoável, mas ficou-me uma desilusão grande, pois ao longo do jogo (e do relato) o Benfica pareceu quase sempre dono do jogo. Com um bocadinho mais de acerto podíamos ter saído da Rússia com uma vitória.
No final ficou-me uma sensação de desilusão, pelo resultado que não obtivemos e pelo esforço dos jogadores que não foi recompensado desta vez. Desilusão também pelo Rodrigo (apenas mais uma vitima da brutalidade made in FCP) e pelo Aimar.

No entanto, passados alguns minutos do jogo acabar, fui invadido por uma sensação de confiança como que a dizer-me que não há problema em termos perdido esta batalha. O jogo na Luz deverá mostrar que o Zenit continua a ser uma equipa inferior apesar do resultado de hoje. Casa cheia é o que se pede, no apoio à equipa. À atenção da direcção do clube.

Um nota para o número três do Zenit: Não são só os adeptos do Benfica que não gostam de ti. Qualquer jogador de futebol com um minimo de senso comum também não gosta de ti.


Adenda: Depois de ler as declarações do número três do Zenit, só lhe desejo que um dias destes, encontre  um jogador que, tal como ele, não ande no futebol para lesionar ninguém. De preferência na cabeça.