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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A partir de agora é a doer

O Benfica teve no último fim de semana uma passagem infeliz (para não dizer outra coisa) por Inglaterra. A planificação desta semana pode levantar algumas criticas com o Benfica a fazer 4 jogos em 5 dias, sem tempo para descanso, depois de uma pré-época desgastante tantos física como mentalmente.
Os resultados são desoladores, mas na pré-época o que conta mais são as rotinas. O que eu noto, é que apesar de algumas boas indicações, que se viram em determinados momentos, o plantel está muito afectado por todas as ausências. Algumas contratações não vieram acrescentar absolutamente nada enquanto outras se vão integrando aos poucos.
É uma equipa totalmente nova, a que se junta a certeza expressa pelo treinador, de que alguns dos ausentes serão peças chave, assim como é necessário ainda ir ao mercado em busca de reforços. As posições apontadas ontem mesmo pelo treinador são as de guarda-redes, médio defensivo e avançado. A ver vamos se vem alguém até final do mês.

De resto, mesmo entre sorrisos, Jesus deixou escapar uma mudança de atitude face ao que era a sua postura anterior. Disse ele, que se saísse Enzo, saíria também. Um aviso à estrutura (esperem, mas não era ele a estrutura?) que deverá ser levado bastante a sério por todos.

Posto isto, que poderemos esperar para o ínicio da competição a sério já no próximo fim de semana? Sinceramente é uma incógnita para mim. Os sinais de preocupação estão lá todos, mas também é verdade que o nível de competitividade do Rio Ave (com o devido respeito) não é o do Arsenal ou do Valência. Pessoalmente desejo o melhor, mas estou preparado para o pior.

PS: Uma nota para Artur. Se já não tinha condições psicológicas de estar na nossa baliza, ontem foi o derradeiro prego no caixão. Uma exibição lamentável coroada com 3 erros, cada qual mais horrendo que o anterior. Para isto mais vale apostar em Paulo Lopes ou Bruno Varela...

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

A Aposta na Formação (mais uma)

O link em baixo leva o leitor para uma noticia publicada no site do clube, acerca da assinatura de contrato de alguns dos jovens da nossa formação.


Da noticia, destaco a frase do presidente, em que ele admite que esta "cerimónia" já podia ter acontecido mais cedo, mas que devido ao sonho da Liga dos Campeões, ficou adiado até agora. Posso depreender então que caso ganhássemos a referida competição, a cerimónia nunca ocorreria este ano? Surreal...

Este episódio é apenas mais um capitulo, na longa história da "aposta na formação" que se faz no Benfica actualmente. Ao ler a noticia, só me lembrava da mega apresentação do futuro do Benfica, com noticias na BTV e capas de jornal com os 4 jovens que iriam ser o futuro do Benfica.
Talvez os leitores também se lembrem da imagem abaixo.


Da esquerda para a direita, Nélson Oliveira, Rúben Pinto, David Simão e Miguel Rosa. Isto foi em 2011 e de então para cá, o único jogador a ter algumas oportunidades (a espaços) na equipa principal foi Nélson Oliveira na época de 2011/2012, e mesmo ele nunca foi aposta regular. Ruben Pinto, David Simão e especialmente Miguel Rosa, nunca se impuseram na equipa, apesar de mostrarem o mesmo ou mais que muitos dos jogadores que o Benfica contratou para serem segundas linhas.
Miguel Rosa andou anos a ser, de longe, o melhor jogador da segunda liga, com prémios atrás de prémios ao serviço do Belenenses e do Benfica B. Nunca mereceu sequer andar nos escolhidos para ir pelo menos para o banco de suplentes.

Sinceramente, sempre que leio estas noticias (que aparecem ciclicamente) penso "Será desta? Será que algum deles será aposta?". E quero sempre acreditar que sim, que pelo menos um ou dois vão ser úteis ao clube. Que veremos enfim, concretizada esta "promessa" de vermos um Benfica mais português. Porque sendo honestos, muitos destes jovens, têm potencial e qualidade suficientes, para pelo menos serem segundas linhas, ao invés de se contratarem 20 jogadores todas as épocas. Dando exemplos concretos, para se perceber qual o ponto que estou a tentar fazer passar.
  • Será que Miguel Vítor era inferior a Jardel?
  • Será que Nelson Oliveira era inferior a Jara?
  • Será que Miguel Rosa era inferior a Bruno César?
As comparações, são feitas com jogadores que foram apostas regulares no tempo em que cá estiveram (sendo que Jardel ainda faz parte do plantel) e em minha opinião, os nossos jovens não fariam pior que os referidos estrangeiros. 

Aliás, na actualidade a gestão que tem sido feita pelo treinador é absolutamente patética. Em especial com André Gomes, que é chamado a frio para jogos grandes, e depois, quando até pode fazer uns minutos em jogos mais acessíveis e de grau de dificuldade mais baixo, entra nos descontos, quando o jogo já está resolvido à muito.

Para finalizar, esta matéria é apenas mais uma entre as que mostram uma grande diferença entre as palavras e as acções.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Falemos então de bola

"Ano novo, vida nova", diz o ditado popular.

Espero recomeçar a escrever mais regularmente aqui no blog, que entretanto foi ficando um bocado esquecido com a minha decisão no inicio da época.

Assuntos para discutir são muitos mas hoje gostaria de partilhar convosco a minha visão acerca de três deles.
  1. O novo serviço de pay-per-view oferecido pelo Benfica a quem está no estrangeiro. 
  2. A qualidade do futebol praticado pela equipa profissional.
  3. O impacto que podem ter as saídas em Janeiro

O serviço disponibilizado nos últimos dois jogos em casa, tem tudo para ser um sucesso. Há que ter alguns aspectos em atenção, mas é uma iniciativa que saúdo com muito agrado. O valor é capaz de parecer algo elevado para quem está em Portugal, mas acreditem que para alguém que trabalhe e/ou viva no estrangeiro, é até bastante razoável. Ainda para mais se esse alguém for sócio.
Tive alguns problemas no jogo com o Porto, ocasião em que simplesmente não me consegui ligar ao serviço, mas não esmoreci e neste último domingo pude assistir ao jogo com o Marítimo, numa apreciável qualidade HD durante quase todo o encontro. Obviamente que há sempre algo a melhorar e este serviço não é excepção, mas é um projecto que orgulha qualquer benfiquista.

O Benfica tem praticado esta época, um futebol mais lento, mais mastigado e não tão exuberante quanto alguns períodos dos anos anteriores. Mas desde que mudámos de Guarda-Redes, deixámos de sentir aqueles apertos quando a bola se aproximava da nossa baliza. Não sei se será apenas o efeito da saída do Artur, mas o que é certo é que nos últimos 6 jogos, não sofremos qualquer golo. Uma clara melhoria face ao que estamos habituados nas equipas de Jesus. Para isso muito contribuiu uma menor envolvência atacante dos nossos laterais, mais preocupados em defender a sua zona, do que aparecer na zona do ponta de lança. Queixam-se alguns de que o espectáculo é pior, mas para mim deveria ser quase sempre assim.

As saídas no mercado de Inverno de jogadores influentes é sempre de evitar. Geralmente neste período reforçam-se posições mais carenciadas, ou contratam-se futuros substitutos a pensar nas vendas do mercado de Verão. Ao que parece este ano, o Benfica foi "obrigado" a abrir mão de alguns dos seus mais valiosos activos, sendo certo que Matic já saiu, enquanto outros se perfilam para o fazer nos próximos dias. Os mais falados são Garay e Rodrigo, sendo que não é liquido que isto pare por aqui.
O grande impacto é que, a menos que a SAD vá gastar milhões em indiscutíveis para o onze, coisa que aparentemente está "proibida" de fazer, vamos ter de procurar soluções internas. A alternativa a Matic já cá está e dá pelo nome de Fejsa, sendo que a sua contratação em Agosto ultimo, parece ter sido à medida da saída do compatriota. Nada a dizer acerca da solução encontrada neste caso, pois o substituto teve tempo de se ambientar ao clube e aos país, sem grandes pressões. Fossem todas as "substituições" como esta.
Para os que eventualmente saírem entretanto, lembro que o nosso presidente afirmou recentemente que apenas para as posições de DE e PL não tínhamos substitutos internos.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

A entrevista que faltava

Acabei de rever a entrevista de Jorge Jesus a José Eduardo Moniz (folgo em ver que a ausência da AG foi só um blip) e só me apetece dizer o seguinte:

  • JEM é de facto um bom jornalista. Fez as perguntas que tinham de ser feitas. Fez as perguntas que eu e arrisco dizer a esmagadora maioria dos benfiquistas fariam a Jorge Jesus.
  • Jesus é isto e não mudará. Bazófia, bazófia e mais bazófia. Se no inicio era giro, agora já passou completamente de moda e tornou-se apenas embaraçoso.
  • A incompetência que grassa no Benfica é notória a cada aparição publica, a cada comunicado, a cada palavra lançada ao vento.
    • Jesus não sabe que Oblak já conta como formado localmente. Não sei se ria se chore, mas sei que Oblak não fará parte do clube enquanto Jesus lá estiver.
    • Jesus anuncia contratações em primeira mão (e a entrevista não foi em directo, por isso tinham mais que tempo para a analisar e retirar a frase que disse) como se não fosse nada importante revelá-lo primeiro oficialmente.

Para 2013/2014 nada mudou. Saem algumas personagens, entram outras, mas os actores principais mantêm-se todos em funções sem qualquer perspectiva de mudança de comportamentos errados ou ideias erróneas. É um oceano em que se navega à vista, fugindo das responsabilidades como quem foge de uma tempestade.

Definitivamente, cada vez mais descrente num sucesso em Maio de 2014.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sai ou fica?

A questão Jorge Jesus é simples. Tem gente acima na estrutura que não presta para nada. Só tachos, compadrios, cunhas, e interesses em tudo menos no sucesso desportivo do Benfica. Não permite interferências no "seu" trabalho e não admite nada menos que decidir tudo (como é que isto é possível, só mesmo neste Benfica de Vieira). Ganha muito dinheiro (está no top20 mundial). Ganha poucos títulos.

Curriculo interno em 4 anos no Benfica:
  • 1 Campeonato (3x em segundo)
  • 3 Taças da Liga (1 meia final)
  • 0 Taças de Portugal (1 final, 1 meia final)
  • 0 Supertaças (1 disputada)
Ganhou 4 troféus em 15 possíveis.

Curriculo europeu em 4 anos de Benfica:
  • 1/4, 1/2 e final da Liga Europa
  • 1/4 da Liga dos Campeões (com duas saídas na fase de grupos transitando para a Liga Europa)
Vencimento:
  • 500.000€ limpos na primeira época (mais os prémios por objectivos)
  • 2.400.000€ limpos nas três restantes (mais os prémios por objectivos)
Factos positivos relevantes no período de Jesus:
  • - Prestações Europeias permitem o regresso ao pote 1 da Liga dos Campeões em 2013/2014. O prestigio europeu do Benfica foi restaurado.
  • - Subida qualitativa da performance no campeonato com mais pontos e mais golos que antes da sua entrada.
  • - Subida geral da qualidade de futebol apresentado pelo Benfica.
  • - Subida do nível de qualidade dos melhores jogadores contratados. Há boa matéria prima para se trabalhar.
  • - Subida da lealdade dos adeptos em torno da equipa. Nunca se pode queixar de falta de apoio em todas as alturas.
Factos negativos relevantes no periodo de Jesus:
  • - Criou um estigma com o Porto. Em 4 anos temos 4 vitórias contra eles (1 no campeonato, 1 na taça e 2 na taça da liga) para um total de 13 jogos. No campeonato está 1 em 8. Derrotas humilhantes de 5-0 e 1-3 no Dragão, 1-2 e 1-3 na Luz.
  • - Em duas oportunidades de ouro para sermos campeões no Dragão, desperdiçamos as duas. Uma oportunidade deles serem campeões na Luz e não os impedimos.
  • - Má gestão do plantel à disposição ao longo da época. Utiliza os "seus" jogadores até à exaustão. A equipa surge extremamente fatigada na hora das decisões.
  • - Contratações a granel, contratando-se muitas incógnitas ao invés de poucas certezas. Não invalida o ponto feito nos aspectos positivos, apenas o reforça.
Questões que se colocam.
  1. É possível fazer o mesmo com menos recursos? Em minha opinião é.
  2. Temos medo que vá parar ao Porto? Porquê, se com ele cá, já perdemos de todas as formas e feitios?
  3. Arranjar substituto será difícil? Depende dos objectivos que se queiram atingir, com uma estrutura como a que temos. Para ser campeão, tem de vir um treinador fora de série.
No final o que penso é mesmo que isto só muda, quando de lá sair toda a incompetência que grassa no clube, desde presidente ao director financeiro. Com estes, o pensamento focado no Benfica Empresa arrasa qualquer outro que se tente incutir.
Para mim Jorge Jesus é o menos culpado por estas situações, mas não é nenhum inocente. Com Vieira a presidente, não terá um futuro auspicioso no clube e é chegado o momento da saida. A menos que Vieira saia de cena...

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Prioridade ao Campeonato

Jesus demonstrou na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Paços, realizada hoje, que a prioridade do Benfica será o campeonato. 
«...O jogo com o Barcelona não é decisivo, por isso mais importante é o jogo com o Paços, porque o campeonato é o nosso grande objectivo....Será um jogo difícil e o Benfica não pode perder pontos em Paços... Se tivesse de fazer algum tipo de gestão, a minha prioridade seria sempre o Campeonato....»
Acho bem. Os resultados internos têm de ser sempre a prioridade do Benfica. Não só o campeonato como também a Taça de Portugal. A glória europeia regressará quando conseguirmos reaver uma hegemonia interna que nos tem faltado durante largos anos.

Têm a palavra os jogadores já esta sexta-feira, para vermos se a mensagem passou...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

É realmente uma palhaçada

O treinador do Benfica foi punido com 15 dias de suspensão, na sequência das declarações que proferiu a 3 de Março passado, depois do jogo do título com o Porto na Luz. As declarações versavam sobre o último golo portista e como o auxiliar "tinha visto" o lance. A insinuação seria a de que o auxiliar não marcou de propósito.

Ora bem, o castigo demorou exactamente 6 meses e dois dias a ser conhecido, o que por si só já é anormal. Se tivermos em conta que esta suspensão não retira o treinador encarnado de nenhum jogo nacional, mais anormal se torna. Parece mesmo que "foi de propósito".

Em minha opinião, esta punição perfeitamente inócua, não serve propósito nenhum, mas beneficia em muito Jorge Jesus. A multa pecuniária que acompanhou a respectiva suspensão são "peanuts" (para usar uma palavra do nosso técnico) comparado com o que ele aufere mensalmente. Ridículo mesmo. E depois causa a sensação de protecção ao técnico, que já havia sido agraciado com medida semelhante há algum tempo atrás (incidente com Luiz Alberto do Nacional)
Pessoalmente, quero decisões destas bem longe do Benfica, pois o Benfica é um clube justo e sério, e esta decisão é tudo menos isso. E depois, ser beneficiado em situações destas, mas depois ser prejudicado onde realmente interessa é que custa. Custa mesmo muito.

Traços de um apoio inequívoco talvez...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

O Benfica nacional

Não pude ver o jogo como deve ser (raio do restaurante fechou para férias) e do que vi, apenas posso dizer que isto vai ser o Benfica interno. Muitas brechas atrás (à semelhança da 2010/2011) e ataque desenfreado à procura do golo. Os jogos do Benfica serão certamente muito emotivos.

Quando revir o jogo para o projecto Olho de Águia, estarei em melhor posição para analisar o nosso primeiro desempenho pós saída de Javi.
Para já só uma nota. Mesmo a jogar em casa contra uma equipa claramente inferior e a apenas defender, é suícidio jogar "só" com Martins (eventualmente Aimar) e Witsel. Simplesmente está condenado à partida.
Espero que o nosso treinador tenha visto e assimilado isso.

sábado, 1 de setembro de 2012

O mercado foi nefasto no último dia

Ontem foi o último dia do mercado de transferências* e só posso dizer que tão cedo não venha outro!
  1. Os novos ricos do City vieram e levaram uma das pedras basilares do Benfica. É certo que, insubstituíveis só no cemitério, mas Javi era demasiado fundamental para "deixar" sair no último dia de mercado num negócio destes. As libras inglesas falaram mais alto, num negócio inqualificável.
  2. Saviola saiu rumo ao Málaga a custo zero, após rescindir por mutuo acordo com o Benfica. A renovação parece agora completamente estúpida, sendo que, saindo nesta altura, tornam-se ainda mais ridiculas as saídas por empréstimo de Rodrigo Mora e Nélson Oliveira. É que nem deu para fazer pressão no Málaga para que viesse Eliseu , embora fosse essa a vontade do jogador.
  3. Contratou-se Lima ao Braga por cerca de 5M€ mais Michel (a titulo definitivo segundo veio veiculado na Comunicação Social). Não nego a aparente valia do jogador, mas a equipa necessitava de jogadores para outras posições.
Adenda:
Sairam também Yannick Djaló por empréstimo para o Toulouse e Emerson em definitivo para o Trabzonspor.

Já no dia de hoje, e durante a habitual conferência de imprensa, Jorge Jesus falou acerca das movimentações do último dia de mercado, e eu concluo que o homem ou é um génio ou é um louco. E estou tentado a colocar a qualificação no louco.

Acerca de Javi Garcia disse isto:
Falei com o presidente e disse que não queria outro jogador estrangeiro para aquela posição. Disse-lhe que tínhamos jogadores portugueses com qualidade que nos dão garantias. E ainda há o Matic, jogador que já demonstrou todo o potencial e valor.
SE a aposta for efectiva em jogadores da equipa B, perceberei melhor porque não veio ninguém, embora não o aceite. Mas como em muitas outras declarações, estou mais à espera que isto tenha sido apenas e só para benfiquista ouvir.

Acerca de Lima disse isto:
Agora temos os dois melhores e maiores goleadores da época passada. Cardozo e Lima são goleadores apesar de seres diferentes um do outro. Queremos montar uma equipa com várias nuances, mas sempre com muita qualidade. Estamos todos em sintonia e daí a decisão de contratar Lima.
Se me perguntarem se dois guarda-redes podem jogar a ponta-de-lança, digo que não. As pessoas que não trabalham connosco têm uma ideia de que se coloca o Manel e o Joaquim e já está. Tudo funciona. Não é assim. O futebol tem muita ciência e trabalho. São jogadores diferentes, mas podem jogar juntos.
O que me apraz dizer acerca disto são três coisas:
  1. Se para a posição de Javi Garcia, em que não temos ninguém no plantel principal que o possa substituir directamente, se vai confiar na equipa B, porque raio não se faz o mesmo em relação ao ataque? Os da B agora já têm bicho é? E deixou-se sair Mora e Nélson (principalmente este) porquê?
  2. Querem montar uma equipa com várias nuances? só se for nos últimos 30 metros de terreno, porque no resto, nuances é o que não vai haver, pois simplesmente não temos alternativas.
  3. Se o próprio treinador confirma que não se podem colocar jogadores adaptados numa posição e esperar resultados imediatos, porque raio não se contratam jogadores titulares (de valia inegável) para se deixar crescer essas adaptações? Incompreensível mesmo, que o treinador o afirme mas não o coloque em prática!
E assim vamos caminhando para mais uma época desastrosa, em que inevitavelmente o campeão será o mesmo, em que venceremos a taça da liga, e em que, provavelmente, o topo da pirâmide será mandatado para mais 4 anos disto.

* Os mercados da Russia, Turquia e França, ainda estão abertos.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Na Europa Com Jesus

Em preparação para o sorteio de mais logo, estive a verificar os diferentes registos europeus do Benfica nos últimos anos e os números são brutais. E digo brutais, no sentido de serem desarmantes. É realmente incrível aquilo que tem sucedido desde 2009 (e não só com o Benfica, mas também com o futebol português)

Época - Pontos
11-12 - 23,366
10-11 - 25,760
09-10 - 21,000
08-09 - 4,357
07-08 - 12,585
06-07 - 17,616
05-06 - 17,100
04-05 - 12,633
03-04 - 13,382
02-03 - ...
01-02 - ...

São números muito bons aqueles que apresenta Jorge Jesus em termos europeus. Ficará sempre a mágoa dos números não se traduzirem em titulos, mas é inegável a melhoria face a anos anteriores.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Quando Jesus dá uma reprimenda num puto

No final do jogo de quarta feira, Jorge Jesus dirigiu-se a Ola John de dedo em riste, como que culpando o holandês por algo.


Não sei o que terá sido esse algo, nem se Ola John o terá percebido, mas parece-me que se tem empolado demasiado a questão. A gestão da equipa e dos jogadores por parte do treinador tem de ser disciplinadora. Só assim se mantém os jogadores "na linha". Mas também não pode ser uma ditadura sob pena dos jogadores se revoltarem e fazerem a cama ao treinador. Há que ter algum equilíbrio nesta matéria, mas estando de fora, é "muito fácil" opinar sobre o assunto.

Nestes 3 anos de Jorge Jesus no Benfica, nunca vi consistentemente, jogadores a não jogarem "de propósito", ou a fazerem frete (salvo um jogo ou outro). Na esmagadora maioria dos jogos, os jogadores correram, lutaram, batalharam e sofreram, e as derrotas são muito mais associadas a mau planeamento/leitura por parte do treinador do que falta de empenho dos jogadores. 

Posto isto, e sabendo que se mantiveram muitos jogadores desde 2009 (o núcleo duro da equipa), parece-me que as propaladas más relações de Jorge Jesus com os jogadores, são um pouco empoladas por adeptos e Comunicação Social. 

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O percurso de Jorge Jesus no Benfica

Jorge Jesus chegou ao Benfica em Junho de 2009, vindo do Sporting de Braga. Durante os 2 ou 3 anos anteriores, foi sendo conotado como sucessor de Jesualdo no FC Porto. Pessoalmente nunca pensei que viesse para o Benfica e aquando da sua contratação vaticinei-lhe um futuro curto e fraco à frente do Benfica. Enganei-me redondamente. Jesus entrou no Benfica com uma sede enorme de vencer. Com um discurso optimisticamente fanfarrão a cortar completamente com os discursos pobres e pessimistas de épocas anteriores. "Prometeu" a equipa a jogar mais do dobro. E na realidade o Benfica de Jesus joga bem em 75% dos jogos. Dá espectáculo em 50% deles. É uma equipa que sufoca o adversário em grande parte do jogo. Só que contra equipas melhores as suas tácticas não resultam tão bem pois essas equipas sabem ter a bola.

Apesar de tudo o que de bom tem Jesus, o treinador da Amadora tem duas falhas graves que o impedem de dominar completamente o futebol em Portugal com o Benfica (se tivesse ingressado em 2009 no Porto, não tenho dúvidas que estaria já a treinar num dos grandes campeonatos europeus uma equipa de topo). No Benfica tem de lutar internamente com arbitragens manhosas e esquemas escuros que constantemente tentam afundar o Glorioso clube.
Mas voltando às suas duas falhas graves.
  1. Teimosia - O treinador tem claramente jogadores fetiche com os quais conta cegamente. São vários os casos na sua carreira profissional, mas apenas no Benfica essa característica veio ao de cima, por ser um clube escrutinado constantemente. Quando aposta num jogador, ele será utilizado até não poder mais. Mesmo que se encontre em má forma ou tenha um substituto em melhor condição, na grande maioria dos casos, isso não interessa para a avaliação que o treinador faz.
  2. Fanfarronice/Ego - O treinador é um autêntico pavão. Está nos seus genes, na sua personalidade e nas suas acções/declarações. Jesus julga-se realmente o mestre da táctica, o catedrático do futebol. Nunca se engana (também por causa da teimosia) e nem lhe passa pela cabeça que possa existir uma alternativa ao que ele delineou como estratégia. É na maior parte das vezes algo deprimente vê-lo vangloriar-se de feitos que acontecem por mero acaso.
Não fossem estes dois "defeitos" e Jesus seria, seguramente, um dos treinadores do top 5, ao lado de nomes como Mourinho, Guardiola ou Sir Alex Ferguson. A sua incapacidade para lidar com o sucesso e com os erros, não lho permite. 

Analisando as três épocas de Benfica com Jesus temos:

  • 2009/2010
Montou uma equipa à medida dos jogadores que tinha. Futebol arrasador em grande parte do campeonato e Liga Europa, com algumas goleadas históricas em catadupa. A equipa foi um Rolo Compressor interno. Discurso vencedor (talvez arrogante?) a não dar qualquer hipótese a CS ou adversários. As coisas saíram bem. Compreendo perfeitamente a eliminação em Anfield. Apostou-se tudo no Campeonato e caímos de cabeça erguida da Liga Europa. A vitória na Luz frente ao Eterno Rival foi muito mais importante. Soube usar os jogadores menos utilizados em alturas chave, sobressaindo Weldon como verdadeira arma secreta.
Dou-lhe uma nota de 95%.
  • 2010/2011
Começou a pré-época a despedir e contratar jogadores e a prometer o Bi-Campeonato e quiçá a Liga dos Campeões. Nos jogos de pré-época montou um esquema em 4-3-3, pois tendo perdido os dois alas do seu 4-1-3-2 para Chelsea e Real Madrid, seria praticamente impossível replicar o modelo da época anterior. Entrou na Supertaça em 4-1-3-2 com jogadores cansados o mundial. Toda a estratégia treinada na pré-época foi posta de lado para nunca mais ser vista. Adicionou uma nuance terrível ao esquema táctico, fazendo descer o médio defensivo até junto dos centrais quando em transição ofensiva posicional. Isto criou um buraco enorme no nosso meio campo, devidamente explorado pelos adversários, fazendo-nos perder o controlo daquela zona do terreno. Em algumas situações custou-nos pontos esta mudança.
As apostas continuas em Roberto, Saviola, César Peixoto (a lateral), são alguns exemplos da teimosia do técnico. Utilizou quase sempre os mesmo 13/14 jogadores a partir de certa altura, tendo o Benfica atingido o pico de forma em Fevereiro. Na altura das decisões os jogadores não aguentaram e a lesão de Sálvio foi apenas o clique que faltava para o castelo de cartas se desmoronar. Acabámos a época, como uma época em que sofremos das piores humilhações como benfiquistas. Os 10 minutos em que o Porto fez 3 golos na Luz em Abril para a meia final da Taça são o maior exemplo. Mas Jesus nunca assumiu claramente a sua quota parte de culpas. A derrota em Braga na segunda mão das meias finais da Liga Europa foi também uma grande humilhação. Não pelo resultado em si, mas pela completa falta de atitude demonstrada. Parecia que estavam a jogar um jogo de pré-época e não o acesso a uma final. E aqui o treinador é o maior culpado.
Dou-lhe uma nota de 30%.
  • 2011/2012
Começou a época com mudanças mais ou menos radicais, especialmente ao nível de GR. Artur chegou para substituir o queimado Roberto. Jesus foi obrigado a ceder.
Entraram Carraça e o professor Manuel Sérgio (supostamente para o controlar) e durante algum tempo o treinador foi aguentando o seu ego, contido à flor da pele. Mudou a sua estratégia para jogos com equipas melhores (Liga dos Campeões e top 4 da Liga) com os devidos benefícios que dai advieram. Incluindo mais um homem (Witsel) ao meio campo, deu-nos ampla liberdade de gerir o jogo com posse de bola. E com mais bola, menos chances tiveram os adversários. Foi fazendo uma boa rotação dos jogadores, especialmente nas alas onde Nolito, Gaitan e Bruno César iam rodando. O Argentino foi mesmo o mais utilizado (titular em quase todos os jogos).
A partir de Janeiro, o Benfica entrou no seu pico de forma, disparando 5 pontos do FC Porto no topo da classificação. Depois, Jesus entrou nas suas teimosias e com um empurrões da arbitragem estava o cenário montado. As entradas da equipa em Guimarães e em Coimbra, possivelmente os jogos mais importantes da época, foi deplorável. A estratégia de Guimarães foi mesmo do pior que já se viu ao treinador. Fez Rodrigo jogar os 90 minutos depois da patada de Bruno Alves e mudou a equipa quando faltavam pouco mais de 5 minutos para jogar. Claramente a culpa desta derrota foi dele em primeiro lugar.
As palavras de Jesus no pós jogo também não foram melhores. Em retrospectiva, foi aqui que o Benfica soçobrou. Era fundamental chegar ao Clássico com os tais 5 pontos de avanço.
Jesus revelou-se imune a todo o tipo de criticas e/ou considerações. Nunca admitiu os seus erros e pior que isso, insistiu no erro. Vangloriar-se do golo obtido pelo Benfica aos 92 minutos no jogo com o Braga é apenas um exemplo entre muitos.
Ainda faltam 3 jogos e 9 pontos para acabar a época, e embora seja ainda possível não é nada provável que o Porto perca os pontos necessários para que os ultrapassemos.
Mesmo que seja campeão dou-lhe uma nota de 50%.

Face a isto, o que fazer ao treinador na próxima época. Eu sou da opinião que Jesus deverá continuar por duas razões e com uma condição.
As duas razões:
  1. Já demonstrou amplamente que sabe por uma equipa a jogar bem.
  2. Já demonstrou que sabe potenciar jogadores.
A condição:
  1. Tem de haver alguém entre Jesus e presidente (não sei se é o Carraça, se é o Rui Costa ou se é outro qualquer) que lhe meta os travões. Que tome as decisões face ao que são as necessidades do plantel e que tome em mãos a tarefa árdua de dar a cara pelo Benfica. Jesus tem de se focar apenas e só na parte de treino. Guerras com outros agentes, bazófias e egos exacerbados são para outros intervenientes. 
Viva o Benfica!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

O que fazer a Jesus?


Após a derrota de Segunda-feira, muitas são as interrogações à volta do futuro de Jorge Jesus à frente do Benfica. Fica ou sai?
  • Já vi muitos benfiquistas defenderem a saida como inevitável. O ciclo do treinador está esgotado e não não conseguem ver como regressaremos aos sucessos com ele ao leme da nau.
  • Já vi muitos benfiquistas defenderem o oposto e darem um segundo voto de confiança a Jesus. Trouxe-nos de volta aos grandes palcos europeus e mostrou em todas as épocas futebol de grande qualidade a espaços. Dizem que é o homem certo para a tarefa e que a mudar de treinador não poderá ser um de semelhante valia, mas muito melhor. O chamado consagrado.

Pessoalmente sou da opinião que Jesus só deve ficar perante um cenário. Independentemente do que se ganhe esta temporada (ou não), na próxima temporada o treinador terá obrigatoriamente de ver os seus poderes diminuidos. Não pode continuar a ser o "ditador" que é hoje. Terá de haver alguém acima dele com a responsabilidade final em matéria de contratações, dispensas, etc. Terá de ser alguém que perceba de futebol e que meta os travões no treinador na devida altura. Dando um exemplo muito simples disto. 
No primeiro ano de Jesus à frente do Benfica, quando confrontado com a escolha entre duas competições, o Campeonato e a Liga Europa, Jesus optou - e bem - pelo Campeonato. Caso tivesse perseguido a competição europeia, provavelmente não teria ganho nada. Já em 2010/2011 e 2011/2012 a escolha recaiu... em ambas as competições. Com os resultados que se conhecem.
Já este ano, acho inadmissível que após ter perdido 8 pontos em 3 jogos passando de uma vantagem de 5 pontos para uma desvantagem de 3 pontos (que eram 4), se tenha continuado a apostar forte na competição europeia. As mudanças de calendário efectuadas para acomodar os jogos com o Chelsea são a face visivel que não existiu uma opção definida e que se fosse necessário, o campeonato seria sacrificado. Atacaram-se ambas as competições, apesar de ser visível o declinio fisico e emocional da equipa a partir do jogo na Rússia. Nada se pode fazer perante as "teimosias" do treinador, pois no final do dia é ele que decide quem joga em cada jogo. Apenas tem de haver alguém que controle tudo o que é extra treino e jogo, pois está mais que comprovado que Jesus não pode ser esse alguém. Até certo ponto, Jesus foi tudo no Benfica (um pouco à semelhança do que foi Paulo Bento no Sporting)
Outro pormenor que acabou por se tornar em pormaior, foi o mercado de Inverno. Sairam Perez e Amorim, um em conflito com o clube e o outro em conflito com o treinador. Até aqui nada de errado, pois estas situações são bastante frequentes no futebol e a única falha que aponto na resolução foi o empréstimo de Amorim ao Braga. O problema aparece, quando não se colmataram devidamente estas saídas. Recordo que o Benfica tem sob contrato os jogadores Nuno Coelho, Airton, Wass, Carlos Martins e Filipe Bastos. Qualquer um destes (mal ou bem) poderia ser uma alternativa a Amorim no centro do terreno, permitindo mais rotações nos diversos jogos, nessa zona do campo, onde aliás se nota mais o cansaço acumulado. Face ao excelente campeonato que Nuno Coelho estava a fazer no Beira-Mar, às boas prestações de Filipe Bastos no Vasco da Gama, ou de Wass no Evian, não teria sido de bom tom chamar de volta algum (ou alguns) deles para reforçar o meio campo? A única contratação que fizémos foi Yannick que para mim é um extremo razoável e poderia ser adaptado a lateral direito com o tempo necessário para criar conhecimento do lugar. Para o centro do terreno não fomos buscar ninguém e como se tivesse sido uma partida feita de propósito, Javi Garcia lesionou-se pouco tempo depois. Coincidiu o nosso periodo mais negro da época com essa lesão, à qual o treinador não respondeu da melhor forma.

O constante e permanente auto-elogio que Jesus faz a si próprio é outra das coisas que tem de acabar. Não é admissível que a responsabilidade nas derrotas nunca (ou raramente) seja dele (à semelhança do que acontece com o presidente), mas quando há vitórias ele seja o primeiro a glorificar-se. Passa também por aqui o insucesso: muita bazófia, quando se pede mais trabalho e menos palavreado.

Até que ponto conviviria Jorge Jesus com alguém que lhe apertasse os calos? Não sei bem, mas como homem de futebol muito experiente que é, parece-me que, embora contrariado, veria os méritos disso.

Caso na próxima época não haja alguém assim (e não é o Carraça ou o professor Manuel Sérgio), então a continuidade de Jesus só conduzirá a mais do mesmo.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O desgaste do treinador

Jorge Jesus parece-me extremamente desgastado nesta altura. São já quase três anos de águia ao peito e quer queiramos quer não, isso causa mossa. O treinador tem toda a minha confiança, mas há certas coisas que deviam ser melhoradas, sob pena de cairmos sistematicamente nos mesmo erros. 

Nesta época, Jesus foi sempre o porta-voz encarnado sobre tudo e mais alguma coisa. Desgastou-se em polémicas desnecessárias que não seriam à partida do seu foro e distraiu-se um pouco das suas próprias responsabilidades técnicas. Faltou-lhe cabeça fria...

Nesta altura, é imperioso que se tenha um discurso moderadamente optimista, mas fundamentalmente responsabilizador. Dizer que podemos ganhar ou perder tudo não é nada benéfico, pois admite abertamente a possibilidade de derrota e a mesma vai estar a pairar sobre a cabeça dos jogadores já amanhã. 
Dizer também, que Javi poderá ser utilizado como central, das duas uma: ou é bluff e o mesmo deverá ser informado aos jogadores, ou é um tiro no pé valente, e por duas razões. A primeira é o completo desrespeito por Miguel Vitor, que à semelhança do que se passou com Capdevila fica mais uma vez a saber que não conta para o treinador. A outra é a absurda retirada de Javi do miolo (já me faz imensa confusão quando o mesmo acontece durante o jogo), metendo lá Matic, pois já todos percebemos que o sérvio não é jogador para jogar sozinho ali. 

Sinceramente, espero da nossa equipa um bom jogo e acima de tudo atitude. Atitude de querer ganhar desde o primeiro minuto, atitude de se esfarraparem todos na obtenção dos 3 pontos, atitude lutadora até ao limite das forças. Definitivamente, este discurso pré-jogo de Jesus não ajudou a isso.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

A concentração é de Ouro

Aviso à navegação: O Benfica está proibido de perder pontos nos próximos três jogos!

O Benfica vai entrar amanhã em Guimarães com 2 pontos de avanço sobre o Porto, pois este ganhou no Bonfim por 3-1. Vai ser a primeira vez que o Benfica joga após o Porto depois de ter passado para a frente do campeonato e há alguma espectativa para ver o comportamento da equipa sob pressão. E logo num terreno difícil como este. É imperativo que não mais deixemos o Porto entrar na luta. Exigem-se 9 pontos nos próximos três jogos.

O treinador já avisou:
Temos de ser perfeitos em Guimarães.
Espero um adversário dos mais difíceis que o Benfica vai ter neste final de época. Normalmente, o V. Guimarães é uma equipa forte e no seu Estádio ainda mais. Temos a certeza que vai ser das saídas mais difíceis até final do campeonato. 
A equipa vimaranense atravessa um bom momento, tendo vindo a subir na tabela classificativa desde o desastroso inicio de campeonato que teve. Vão estar muito motivados e compete ao Benfica estar à sua altura. Para este jogo devemos ter duas baixas de vulto. Os espanhóis Javi Garcia e Rodrigo Moreno irão fazer um teste no dia de amanhã, mas ao que tudo indica não devem estar aptos para a partida. Este ano o Benfica já mostrou que consegue suprir uma, duas ou mesmo três ausências simultâneas sem perda de qualidade. Espero que amanhã seja mais uma ocasião destas para adicionar à lista.

Penso que o Benfica, mesmo sem Rodrigo, deverá fazer o suficiente para marcar dois ou três golos. Desde que seja mais um que o adversário, até podem sofrer 5.

Concentração é a palavra de ordem e todos deverão estar bem cientes das dificuldades que ainda têm de superar. Nada está ganho e uma má atitude pode deitar tudo a perder. Espero que o nosso colectivo apareça em força e diga presente em mais uma dura batalha pelo ceptro de campeão. Por a ser assim, as nossas individualidades fazem o resto.

Nas bancadas, muitos adeptos devem marcar presença em apoio à equipa. Somos a força que os leva para a frente e eles são o fogo que nos alumia o caminho. Juntos formamos uma equipa imbatível. 
(ultimamente não tenho ouvido nada do movimento Apoiamos por Fora, mas acho que este seria um bom jogo para mais uma acção de protesto e divulgação)

Carrega Benfica!

PS: Do árbitro já falei num post anterior (aquando da divulgação da sua nomeação), e é até inapropriado falar dele na antevisão do jogo. Os jogadores e equipa técnica já sabem como é o futebol portoguês e estão mais que avisados para o que vão encontrar. Resta-lhes trabalharam ao máximo para não ficarem sujeitos às diabruras do senhor do apito.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As palavras de Jesus

Jorge Jesus deu ontem, na minha opinião, uma das melhores conferências de imprensa desde que está no Benfica. Aqui há dois anos, e mesmo no ano passado, esta conferência de imprensa seria motivo para cantar louvores a si próprio.
«São as condições que temos, não são elas que nos impediram de vir com confiança num bom resultado. O relvado é igual para as duas equipas. Não estamos habituados a este relvado nem ao frio, mas estamos mentalizados para jogar assim»
Não ignorou o estado do tempo e do campo, mas focou a equipa no que é preciso fazer.
«O Zenit tem um excelente treinador, só aqui se percebeu a forma apaixonada como se interessou pela equipa do Benfica. Comigo passa-se exatamente a mesma coisa, tentei fazê-lo também, mas o Zenit está parado há algum tempo e tivemos de recorrer a alguns jogos no campeonato, não tão atualizados, para estudarmos o nosso adversário. Mas estamos identificados com a equipa, com as novas tecnologias é fácil estudar os adversários. Estamos preparados, sabendo que teremos dificuldades porque vamos defrontar um adversário muito forte»
«Falou em alguns jogadores que são as primeiras escolhas do Zenit, mas não são todos. É verdade que o Zenit tem ausentes dois jogadores que jogam normalmente, mas o Benfica também tem o Javi Garcia. Quanto a essas baixas, o Benfica vai jogar como sempre, independentemente do onze que for lançado pelo Zenit» 
Já avisou que o Zenit tem uma boa equipa e que nos estudou bem. Nem as suas baixas (duas importantes no entender do técnico) serão grande motivo para celebrações antecipadas. O Benfica vai ter de trabalhar muito se quiser sair da Rússia com um bom resultado.
«Isso é uma prova da qualidade do Benfica e da experiência que adquirimos ao longo da Liga Europa e da Champions. Este ano entrámos com mais ambição e com características diferentes na equipa. Com todo o respeito pelo adversário, queremos passar, porque achamos que temos valor para isso» 
Referindo-se à campanha Europeia de 2011/2012, referiu muito bem os ajustes que foram feitos no plantel, assim como a experiência que a campanha de 2010/2011 trouxe aos jogadores e equipa técnica. Sempre com a mente focada no que temos de fazer, não perdendo tempo com bazófias estéreis (porque também há momentos em que é preciso dar uma de bazófia)

Gostei imenso, e nota-se este ano que algo mudou face a épocas anteriores. Ainda bem para o Benfica e para o próprio Jorge Jesus

Não tenho dúvidas que o Benfica vai marcar golos hoje. E parece-me que vão ser múltiplos...