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segunda-feira, 23 de abril de 2012

O mandato desportivo


A actuação de Luis Filipe Vieira no seu mandato desportivo resume-se facilmente em seguida:

  • 2009/2010

O presidente esteve próximo da perfeição nesta época. 
Contratou um treinador sedento de vitórias, reforçou os poderes do DD para gerir o futebol e manteve-se calado durante quase todo o ano, não intervindo publicamente muitas vezes. Quando interviu foi sempre num tom de responsabilização de quem estava abaixo dele. Deixou trabalhar quem sabia, mas sempre com a responsabilização presente (o vulgo meter os travões). A entrevista a MST já no final da época é disso exemplo. O campeonato conquistado é em grande parte seu.
Dou-lhe avaliação de 95%.

  • 2010/2011

O presidente esteve desastrado e desastroso nesta época.
Começou logo mal em Junho, ao dar apoio à candidatura de Fernando "Facturas" Gomes "directo" da SAD do Porto para a Liga Portuguesa. Cedeu à "chantagem" do treinador e relegou o DD para segundo plano. Deu carta branca a Jesus que passou de "mero" treinador a "manager" de todo o futebol encarnado. A bazófia do presidente (sempre lesto em chamar a si os louros das vitórias) veio ao de cima ainda mais, com um treinador como Jesus. "Andámos muito tempo em festa" viria a dizer no final da época, prometendo mudanças. Definitivamente o presidente falhou neste segundo ano naquilo que era sua responsabilidade: acompanhamento e responsabilização da equipa, acompanhamento e fiscalização das estruturas dirigentes da Liga e Federação, discurso forte e certo.
Dou-lhe avaliação de 25%.

  • 2011/2012

O presidente esteve muito bem até Dezembro e depois muito mal desde aí.
Começou muito bem ao passar um discurso de responsabilidade e trabalho. Nada se ganha em Setembro dizia ele (e com muita razão) e temos de trabalhar muito. Os resultados apareceram e a equipa seguia invicta no campeonato e na champions. Vieira sempre calado, aqui e ali com palavras de responsabilização e a refrear os animos dos benfiquistas. Deu condições ao treinador (através dos milhões disponiveis para contratações), tendo-se construido um plantel bastante razoável. Tinhamos opções válidas para cada posição (excepto a de Lateral direito onde Rubén Amorim era a alternativa a Maxi) e nada que não fosse bem resolvido em Janeiro. Em Dezembro começam os problemas do Benfica, quando apoiou inequivocamente (e novamente) Fernando "facturas" Gomes para a Federação. Os casos de Perez e Amorim foram bem resolvidos (casos de indisciplina), talvez com excepção do destino dado a Amorim. Mas o mesmo não se passou na substituição dos dois jogadores. Entraram André Almeida e Djaló, claramente diferentes dos que sairam.
A entrevista concedida no inicio de Fevereiro foi má. Ao dizer que não valia a pena criticar os árbitros enquanto não fossem profissionais, e que eles "já" não erravam com premeditação, deu o toque que Fernando Gomes precisava. As más arbitragens a favor de uns e desfavor de outros sucederam-se (e ainda se sucedem) em catadupa. Mas, com o apoio dado em Dezembro, o presidente ficou de mãos atadas para fazer criticas. Apenas após o roubo contra o Porto na Luz, falou, pedindo que Proença não mais apitasse o Benfica. Seguramente não leu as noticias que davam conta da ida do mesmo Proença ao Dragão na semana anterior. Falhou em duas coisas essenciais: responsabilização da equipa (os sinais dados com as alterações de calendário para acomodar os jogos da Liga dos Campeões são disso exemplo) e a completa irresponsabilidade que foi dar (ainda) mais apoio a quem não o merece e que tudo fará para nos impedir de vencer.
Dou-lhe avaliação de 60%.


Em suma, Vieira teve um mandato razoável. Até o poderia considerar bom, em comparação com anteriores, caso fosse o seu primeiro. Como não é, não o posso fazer. Vendo a progressão das épocas dentro do mandato, só posso dizer que estamos a regredir. E vendo o que foram os mandatos anteriores, então a curva ainda mais visivel é. 

No próximo Outubro, não vou seguramente votar nele. Caso não surja ninguém credivel, levará de mim um voto em branco.

2 comentários:

  1. Mai nada! Apenas a apontar uma avaliação de 60% demasiado elevada, a meu ver, para esta época, onde falhamos em toda a linha. Começa logo nos balurdios gastos no futebol e, apesar disso a equipa continua desequilibrada. O permitir o discurso buçal do treinador sem uma reciclagem por parte dos vários responsáveis pela comunicação que o LFV faz questão em assalariar no Benfica. alguns destes com origens em zbordings e bragas. Incompreensível.
    Os apoios a gente que nao interessa ao Benfica e o fazer questão em amizades que só querem a ruína da nossa instituição. O que se tira disto é que se vão abanando desculpas aos sócios e o SLB só lhe serve para a negociata. Aliás, quando soube que o LFV iria dar uma entrevista em Fevereiro, temi o pior. Odeio quando tenho razão!!!!

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    Respostas
    1. Caro Rogério,

      A nota de 60% é apenas e só porque até Dezembro esteve perfeito. 100% mesmo.
      E ainda não acabou a época.

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