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domingo, 29 de julho de 2012

Mais uns jogos de preparação e duas taças

O Benfica venceu em dias consecutivos, o Real Madrid e o Gil Vicente pelo mesmo resultado: 5-2.
Dois jogos à antiga, muito abertos e com bastante espaço e tempo para os jogadores executarem. Certamente não será assim quando for a doer...


Na Sexta-feira o Benfica recebeu um Real Madrid desfalcado (dos que estiveram no Euro, apenas Coentrão marcou presença), e conquistou a sua terceira Eusébio Cup. Em termos ofensivos, o Benfica foi tudo aquilo que sempre tem sido com Jesus ao leme, uma equipa agressiva e demolidora, com constantes acelerações pelos flancos, a desgastar a defensiva adversária. E devido às circunstâncias em que decorreu o jogo, o Benfica teve bastante espaço para jogar, mostrando porque é das equipas mais perigosas a jogar em transição rápida.
No entanto, a parte defensiva não foi nada brilhante. A forma fácil com que o Real Madrid deu a volta ao jogo, pondo a nu as nossas debilidades no sector recuado, é um facto de realçar, pois é necessário melhorar muito esse aspecto. Tal como diz a sabedoria popular, as defesas ganham campeonatos.
O resultado espelha bem o que se passou em campo, com um Benfica claramente mais forte e a abordar o jogo de forma bastante séria. De facto não foi amigável nenhum. Eusébio deve ter vertido algumas lágrimas ao ver o Benfica dominar o Real Madrid, tal como naquela tarde inolvidável em Amesterdão.

Ontem, o mesmo resultado frente ao Gil Vicente, com 35 minutos iniciais de autêntico vendaval encarnado em Barcelos. Rodrigo Mora mostrou pela primeira vez (em minha opinião) porque razão foi contratado. Foi um autêntico diabo à solta e mostrou que nesta altura está bem à frente de Saviola como 4ª alternativa no ataque. 
A equipa foi completamente remodelada (naturalmente até porque nenhum dos titulares de sexta viajou para o Minho) e perante um opositor interno de bastante valia (basta lembrar a carreira interna da época passada) dominou por completo o jogo. Parecia até que o Gil Vicente não encarou o jogo como um teste às suas capacidades. O avolumar do resultado na primeira parte demonstra bem a facilidade concedida aos encarnados.
De realçar a chamada de vários jogadores que não foram muito utilizados ao longo do estágio e que encararam a oportunidade de forma bastante séria. Vários deles demonstraram, para mim, que podem ser opção mais vezes durante a época e não só quando não houver mais disponíveis. Cabe ao treinador apostar neles em alturas mais adequadas, de modo a fazer com que nenhum jogador se apresente em condições físicas deploráveis quando os jogos forem decisivos.

Uma nota final, se o Benfica tiver que "desprezar"* as competições europeias durante dois ou três anos, para garantir uma hegemonia interna, acho que nenhum benfiquista se importará com isso.

* por desprezar entendo dar absoluta prioridade às competições internas, o que significa não poupar jogadores no campeonato nem alterar as datas dos jogos para beneficiar os compromissos europeus. Ao invés, se necessário, poupar jogadores fulcrais em jogos europeus para estarem a 100% nos jogos do campeonato.

1 comentário:

  1. ..... mas infelizmente há dinheiros e comissões a ganhar. Isto (preferência para já no domínio interno) só será possível uando BENFIQUISTAS estiverem à frente do Benfica, em quase todos os lugares!

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