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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Primeiro contra o Último

Depois da vitória de ontem, em Moreira de Cónegos, o Benfica acabará a primeira volta no topo da classificação (em igualdade ou não), tendo um percurso quase perfeito. A equipa de Jesus continua invicta internamente este ano, tendo cedido apenas 4 empates em jogos nacionais (3 no campeonato e um na Taça da Liga). Depois do que se passou no final do mercado de transferências de Verão, era impossível pedir melhor rendimento interno que este. Jesus operou alguns milagres, tendo ganho alguns jogadores "novos" em adaptações que foram feitas. Em minha opinião, o único jogo que me deixa verdadeiramente com um amargo na boca, é o Clássico. Perdeu-se uma oportunidade dourada de cavar distâncias e mostrar quem é a melhor equipa.

Quanto ao jogo que marca o fecho oficial da primeira metade da época, o Benfica entrou desconcentrado, especialmente na defesa. Ainda não tinha passado um minuto e já Ghilas atirava ao poste, fugindo a Melgarejo e a Jardel. O Moreirense foi uma equipa abnegada e que procurou fazer da luta a meio campo o seu ponto forte. Na primeira parte nunca permitiu ao Benfica construir o seu jogo com espaço e isso foi fulcral na exibição menos conseguida dos encarnados neste período.
Só que o Benfica nunca entrou em pânico ou ansiedade por ir para o intervalo com um nulo no marcador. A entrada para a segunda parte foi demolidora, não permitindo ao Moreirense a mesma qualidade de pressão que tinha tido na primeira parte. O ritmo foi frenético até Sálvio aproveitar uma falha do meio campo adversário, para galgar terreno e fazer o 0-1. Isto foi aos 3 minutos da etapa complementar, mas já antes tinha Gaitan desperdiçado uma boa ocasião, com Salvio a atirar ao poste no seguimento do lance. E também já tinha sido bem anulado um golo ao Benfica por fora de jogo de Matic, após um belo cabeceamento de Cardozo e uma espantosa defesa de Ricardo.
Após o golo inaugural o ritmo baixou muito, e o Moreirense conseguiu ir controlando de certo modo as operações. Mas de um novo erro, nasce o segundo golo do Benfica com Lima, muito oportuno, a picar a bola sobre o desamparado Ricardo. Acabava ali o jogo, em termos de discussão do vencedor.

Jesus teimou na utilização de Matic até ao fim e deu-se bem, pois Matic nunca foi demasiado impetuoso, não entrando em picardias com os adversários ou tendo entradas à margem das leis. Deve ter sido o seu jogo mais "limpo" neste aspecto, o que não deixa de ser de saudar. Ter Matic no próximo Sábado no Municipal de Braga é importantíssimo para um bom resultado.

2 comentários:

  1. O Moreirense defende com muita gente e prova que ser último não é um substantivo mas quando muito, um adjectivo. É-se ultimo e deixa-se de ser com muita facilidade.

    O Benfica ataca com muita gente e situações de contra ataque como o Ghilas teve, são frequentes. Porque é que Roberto sofria tantos golos de cruzamento? Porque o Coentrão faltava, certo? Há que ver o futebol para além do óbvio ...

    O Benfica tem de sofrer mais contra ataques porque ataca com mais gente do que o FCP. E quando os árbitros ajudam, é óbvio que se torna tudo mais dificil.... Mais um andebol na área do Moreirense (curiosamente contra o FCP foi ao contrário) ...

    Ah, já esquecia. O "último" perdeu 1-0 em casa do FCP que foi beneficiado por 1 penalty contra, por assinalar. Estava 0-0 ...

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    1. Caro eagle01,

      Sofrer um lance como aquele, quando passam poucos segundos do inicio do jogo e a bola saiu nossa, é sinal unicamente de desconcentração. A postura da equipa ou a táctica são menos relevantes, quando se está desconcentrado.

      O título do artigo refere-se às posições de cada equipa antes (e depois) deste jogo. O Moreirense mostrou que mesmo com todas as contrariedades, tem equipa para mais. Acredito que o mostrem na segunda volta.

      Quanto ao jogo com o Porto, esqueceste-te ainda do golo "irregular" em que a bola parece sair de campo depois do canto ser batido.

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