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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A boa aposta na formação

No passado Sábado, o Benfica apresentou muitos jovens da sua formação no jogo frente ao Gil Vicente. O jogo já não contava para absolutamente nada, e era a oportunidade ideal para se lançar pela primeira vez alguns dos jovens e dar mais minutos a outros. É esta a gestão das nossas jovens promessas que se pede, tendo em conta diversos factores que influenciam os seus desenvolvimentos e rendimentos. Primeiro porque o jogo era a feijões, pelo que eles poderiam falhar (como falharam) sem riscos. Segundo, porque lhes retirou qualquer pressão de terem de entrar para resolver. E finalmente, terceiro, porque serve de motivação para eles e para outros que aspirem a chegar ao topo.

Tudo isso foi feito, com bastante sucesso diga-se. A equipa, cheia de segundas linhas, apresentou-se compacta e solidária, com os jogadores a corresponderem da melhor forma. Foi um jogo muito bem conseguido da nossa parte e a má exibição do Gil Vicente explica-se, em parte, pela nossa atitude no jogo.

Quando eu peço uma aposta na nossa formação, a minha opinião baseia-se em três pontos fundamentais.

1. Dar minutos de competição aos jogadores jovens, em jogos a feijões, já resolvidos ou amigáveis. De modo a que eles possam entrar na dinâmica da equipa gradualmente, e não sendo lançados às feras e queimados à primeira oportunidade. A menos que tenhamos um verdadeiro fora de série - e neste momento acho que apenas um se aproxima desse estatuto (Bernardo Silva) - é esta integração gradual que preconizo.
2. Não tapar as posições dos nossos jovens jogadores no plantel, com contratações de ocasião. Jogadores que muitas vezes contratamos, vão ter as mesmas dificuldades (ou ainda mais) que os nossos jovens para entrar na primeira equipa. 
3. Gerir da melhor forma possível a comunicação em relação à formação. Não é dizendo todos os anos que a aposta é a formação enquanto se contratam 20 caras novas por época, que se valoriza a formação. 

No meu entender, este jogo com o Gil Vicente, é o caso paradigmático de como deve ser gerida a formação. E se isto fosse a regra e não a excepção, era tão bom para o Benfica.

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