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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Relatório do Defeso 14/15

EntradaValor (M€)NotaSaídaValor (M€)Nota
Luis Filipe2
Garay6
Benito2.25
Rodrigo30
César3
André Gomes15
Djavan1
Oblak16
Talisca4
Kardec4.5
Candeias0**Funes Mori0*
Dawidowicz2
Markovic25
Derley2.5
Mitrovic1.8
Friesenbichler0**Djuricic0*
Victor Andrade        0**Airton0*
Eliseu1
Lisandro Lopez          0*

* Empréstimo
** Custo Zero

Até à data de hoje acho que é isto. 11 entradas e 11 saídas. Uma equipa inteira de futebol.

Mas se nas últimas épocas temos assistido a um entreposto de jogadores com cerca de 15 entradas e o mesmo numero de saídas, com os resultados conhecidos, não serão estes números a influenciar o resultado final.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Adeus Markovic

O Sérvio foi oficialmente apresentado pelo Liverpool e passa a ser mais um dos campeões que abandona o Benfica após uma época de sucesso.
O negócio rende 12,5M€ ao Benfica, e aqui tenho de aplaudir e saudar a forma como o comunicado foi escrito. Conciso e esclarecedor. Sem deixar qualquer margem para dúvidas ou equívocos. É para continuar se fizerem o favor.

O sérvio, veio num negócio "à lá" Ramires, com o Benfica a receber o jogador a prazo. Jogadores destes são sempre muito cobiçados pelos tubarões europeus, e a não ser que o jogador tenha uma vontade de ferro em seguir a sua aprendizagem, acaba por ir parar a uma equipa formada por estrelas do futebol europeu. Em principio eu sou contra este tipo de negócio, em que o jogador está apenas de passagem pelo clube, mas muitas vezes é a única maneira de termos acesso a estes talentos.

A sua qualidade sempre indiciou que ele seria jogador para voos mais altos, em termos de salário e projecção mundial. Acabou por ir para Liverpool, mas poderia perfeitamente ter ido parar a um Barcelona, Real Madrid ou Bayern, para citar as equipas com mais sucesso e projecção mundial da actualidade.

Foi um enorme prazer tê-lo em Lisboa e poder ter assistido aos seus malabarismos com a redondinha. Que tenha o sucesso que merece continuando a equipar de vermelho. Será certamente uma das revelações em Inglaterra.

PS: Este apresentou-se a horas e continuou a trinar mesmo com as negociações a seguirem entre os dois clubes. À atenção de outros "profissionais".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Expectativas para o Benfica em 2014/2015

Com o fim do Mundial de Futebol 2014, as atenções viram-se para a pré-época encarnada.
As transferências, os reforços, os jogos de preparação, o treinador, a táctica a usar, a direcção, o departamento de futebol, enfim, todos os aspectos passíveis de discussão, serão analisados e discutidos até ao mais ínfimo pormenor.

Mas por hoje, deixemos isso de lado (ainda que parcialmente) e concentremos o nosso enfoque nas expectativas de cada um de nós acerca do que poderá ser o resultado final da época que agora se inicia.

As minhas expectativas são moderadas, embora tenha crença de que poderemos disputar todos os títulos e troféus em disputa até ao seu final. A nossa equipa vai sofrer uma remodelação grande (demasiado grande para a maioria dos benfiquistas) e isso é sempre motivo para cautelas na hora de prognosticar. Muito dependerá de como se apresentem os rivais. 
Se o Sporting será uma certeza este ano, com um treinador muito competente e jogadores um ano mais velhos e experientes, já o Porto será uma incógnita, com uma remodelação também ela bastante significativa e com um treinador "desconhecido". 

No global, e dependendo sempre do que acontecer até final de Agosto penso que a nossa época andará à volta disto:

Campeonato Nacional: 2º lugar ou Campeão
Taça de Portugal: meias finais
Taça da Liga: vencedor
Supertaça: vencedor
Liga dos Campeões: passagem aos oitavos de final

E você caro leitor? Que expectativas tem?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sofrer por antecipação?

Todos os benfiquistas já sabem, por muitos anos de experiência, que em todos os defesos, o plantel do Benfica é completamente remodelado. Entram 200 jogadores e vendem-se todos os que fizeram parte do plantel. São as chamadas "cenouras para vender jornal". Todos sabemos isto, e todos os anos, a história se repete. Mas o que também se repete é a histeria dos benfiquistas à volta das "noticias" e capas de jornal. Faz-me confusão como é possível sofrer tanto por antecipação. Depois dos negócios concluídos e explicados é natural que existe regozijo ou revolta consoante se considere um bom ou mau negócio (e o caso do Garay é exemplificativo disto). Mas sofrer porque se leu que o Enzo quer sair, que o Markovic já está de saída para Liverpool ou que o Oblak "desertou", é muitas vezes sofrer sem motivo. E explico que este sofrer sem motivo, é tão só o que penso até surgirem confirmações (ou desmentidos) oficiais. Claro que a experiência prévia com o modelo de comunicação do Benfica não ajuda a que este sofrimento precoce seja menor, ao invés aumentando-o e exacerbando-o. 

Também eu sofro por antecipação em alguns casos, mas depois de refletir e ponderar, vejo que na esmagadora maioria das vezes não havia motivo real para tal. E nos últimos anos tenho conseguido blindar-me um pouco a isso.

domingo, 6 de julho de 2014

A verdadeira transparência

O Benfica comprou Anderson Talisca por 4M€ ao Esporte Clube Bahia do Brasil. O jogador de 20 anos, chega a Lisboa para integrar o plantel às ordens de Jorge Jesus e pelo preço revelado, terá pelo menos a oportunidade de fazer a pré-época. 

O Bahia, revelou em comunicado a venda, e apresentou inclusivé, os detalhes do negócio.
Com base no princípio da transparência que norteia esta nova gestão, o Esquadrão divulga a divisão da partilha da transferência do atleta:
  • 50% Esporte Clube Bahia
  • 20% Carlos Leite 
  • 10% Chácara Celeste 
  • 10% Astro 
  • 10% Bahia Soccer
Quando em Portugal (e mais concretamente no Benfica que é o que nos interessa) vemos as constantes "desinformações" prestadas, faz-nos pensar na tão propalada Transparência. Poderia ser que seguindo o exemplo do Bahia, o Benfica não tivesse que emitir comunicados adicionais com esclarecimentos acerca dos seus negócios.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A mais épica das vitórias

É difícil descrever a felicidade que sentimos (nós benfiquistas) nesta altura, face às gloriosas duas semanas que temos vivido.Vermos o nosso Benfica com a personalidade que lhe granjeou adeptos por esse mundo fora, mesmo entre adversários. A raça, o querer e a ambição personificadas dentro de campo e parte do imaginário dos adeptos. Estas vitórias serão lembradas mesmo daqui a cem anos, quando os netos dos nossos netos virem num qualquer arquivo visual, o quão épico foi vencer o rival desta maneira. O golo do André Gomes na meia final da Taça de Portugal foi algo que ficará para sempre nas nossas memórias e entrou directamente para o top 5 dos meus melhores momentos de Benfica. Simplesmente épico!

E era disto que eu estava à espera há muito, muito tempo (e acredito que todos nós o esperávamos). Algo que demonstrasse a nossa inequívoca superioridade face ao rival nortenho, sem deixar qualquer margem para dúvidas. Mesmo a jogar com 10 durante uma hora, a precisar de marcar num dos casos e de não sofrer no outro, mesmo com importantes compromissos pela frente que aconselhavam poupanças, mesmo com as lesões inacreditáveis que nos têm acontecido, mesmo com isto tudo o Benfica parece um daqueles tapetes rolantes que entregam a mercadoria nos aeroportos, rodando sem parar imune às pretensões de alguns dos passageiros que se vêem aflitos para tirar as respectivas malas. Vamos andando quase em ritmo de passeio, já com o campeonato no bolso e destroçando o nosso rival nortenho a cada batalha. Será este o momento de mudança no futebol português? A ver vamos o que trará a próxima época.

Para o sucesso que celebramos agora (com importantes conquistas ainda pela frente) temos dois obreiros maiores. O primeiro é Jorge Jesus. O treinador da equipa começou muito mal, sentado numa geleira na Madeira, foi salvo por Markovic e Lima já depois dos 90' na Luz frente ao Gil Vicente, mas a partir de certa altura, parece que corrigiu todos os seus defeitos (pelo menos minimizando os seus efeitos) e construiu uma equipa de verdadeiro betão. Inimaginável em Agosto de 2013, mas realidade em Abril de 2014. O seu maior mérito nasce das duas decisões que acontecem em sentidos opostos. Se na primeira, que foi o assumir de que o campeonato seria a prioridade numero um, mesmo com prejuízo de outras competições, o treinador assumiu uma mudança face ao passado, juntando as acções coincidentes com as palavras, já na segunda, que foi a mudança do GR titular de Artur para Oblak, surge por acaso devido a uma lesão do brasileiro. Jesus no entanto soube premiar a grande entrada do esloveno na equipa, não o tirando dos jogos importantes (no campeonato). A solidez defensiva da equipa passou muito por esta troca, com a serenidade a fazer parte constante do processo defensivo, em contra ponto com a tremideira sentida sempre que Artur ocupava as redes encarnadas. No final, a quantidade de jogos sem sofrer golos do Benfica desde que Oblak tomou conta da baliza benfiquista atesta sem margem para dúvidas a melhoria neste aspecto.
Mas não foi só aqui que Jesus juntou os actos às palavras. Foi também na rotação que imprimiu no plantel ao longo dos jogos que nos trouxe aqui. Jesus percebeu finalmente que não se ganham troféus esgotando sistematicamente os mesmos jogadores, mesmo com jogos já resolvidos ou sem interesse. Exceptuando Paulo Lopes e Steven Vitória, todos os elementos do plantel apresentam números muito razoáveis de utilização. A campanha na Liga Europa (onde relembro que o Benfica ainda não perdeu esta época) é o exemplo maior, com a rotação a nunca mostrar um Benfica mais fraco, mas antes muito sólido. A mais valia clara de ter "todos" os elementos do plantel prontos para a acção, revelou-se quando nos aconteceram as lesões cruéis (em posições fulcrais) com os jogadores substitutos a desempenharem na perfeição as funções dos jogadores substituídos. Parabéns ao treinador também por isso.

O segundo obreiro, e grande responsável é naturalmente o presidente Luis Filipe Vieira. O nosso presidente esteve quase irrepreensível desde Janeiro. As suas declarações publicas foram sempre contidas e focadas, e apesar de alguns lapsos, finalmente percebeu que não é com fanfarronices e a querer aparecer sempre que a equipa ganha que se conquista a tão desejada hegemonia. Espero que a postura seja para continuar. Mas também se tem de lhe dar o mérito de em Junho de 2013 ter resistido a tudo e a todos e ter mantido o treinador em funções. O presidente Vieira de 2006 não o teria eito, preferindo "salvar-se" e mandando o treinador para o cepo. O presidente Vieira de 2013 fez finca pé pela sua convicção e arriscou a sua reputação junto da maioria dos adeptos, apostando inequivocamente e sozinho, na manutenção de Jesus à frente dos destinos do Benfica. A renovação (com mais prémios pelas conquistas) do treinador foi vista por quase todos como um erro estratégico quando o rival nortenho se preparava para renovar a sua estrutura com a entrada do treinador da moda. E mesmo depois do inicio horroroso, manteve-se firme colocando-se ele próprio no cepo com o treinador. Vieira ganhou em toda a linha com a aposta que fez, e com isso certamente granjeou mais apoio entre a massa associativa. Com esta equipa, os seus "3+1+50" parecem certamente possíveis. As suas palavras na hora de festejar, aglutinando na festa mesmo aqueles que nunca acreditaram até estar garantido, foi de líder. Deixou-se de tiques dictatoriais e se continuar assim, pode ter a certeza de que me converterei ao "vieirismo". Porque na realidade eu quero é um presidente com acções à Benfica, independentemente de se chamar Vieira, Rangel, Carvalho ou Manel...

Finalmente, não queria aqui deixar de expressar também um terceiro obreiro, na pessoa do King, Eusébio da Silva Ferreira, que mesmo na morte deu tudo ao glorioso Benfica. Parece que desde que nos deixou, o Pantera Negra encarnou em cada um dos nossos jogadores, pois a raça, brio e ambição parecem agora os mesmos dos seus tempos, em que o Benfica vergava a Europa e o Mundo do Futebol à sua vontade, sendo indiscutivelmente a melhor equipa dos anos 60. Obrigado King! este 33 é também para ti e para o teu "pai", o senhor Coluna.


terça-feira, 15 de abril de 2014

Um pequeno passo para eles. Um enorme salto para o Benfica.

O Benfica foi derrotado pelo Barcelona na primeira final da UEFA Youth League (uma Liga dos campeões para jogadores jovens). O percurso até esta final foi simplesmente genial, com uma imaculada fase de grupos e uma fase a eliminar assombrosa, eliminando o City em Inglaterra num daqueles jogos memoráveis para as nossas cores. A meia final com o Real foi facilitada pela vantagem inicial e a série de erros dos merengues, mas muito devido ao facto de jogarmos sempre com uma identidade e intensidade muito vincadas.

Infelizmente, para nós, na final o Barcelona fez-nos o mesmo que fizéramos ao City em Inglaterra. Foi muitíssimo mais eficaz e contou com um GR em tarde inspirada.

Apesar da derrota na final, a campanha efectuada deve ser enaltecida, não como vitória moral, mas como incentivo a que no próximo ano, consigamos escrever uma história diferente. Porque já é garantido que iremos lá estar outra vez em 2014/2015.

O crescimento e a maturidade exibidos pelos jovens jogadores encarnados foi um dos marcos da campanha e tenho pena que eles não tivessem ganho o jogo final, saboreando uma merecida recompensa. Mas o futebol é assim. De certeza que muitos deles cresceram imenso também com esta derrota. E espero ver uma grande maioria deles a jogar na primeira divisão portuguesa brevemente. A qualidade está lá.

Uma palavra final para o presidente que se deslocou a Nyon para a final. Muito bem no apoio a esta equipa e as suas palavras no final do jogo são o tónico que muitos jogadores jovens precisam ouvir para regressarem mais fortes. Sentirem que o presidente do clube os acompanha é muito bom e aqui tenho de tirar o chapéu a Vieira. Esteve à Benfica!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Eu não mereço festejar

Após a vitória de ontem o Benfica está destinado a vencer este campeonato. Fazer mais 2 pontos com dois jogos teoricamente fáceis em casa, não parece uma tarefa hercúlea, e com a mentalidade demonstrada por Jesus e os jogadores será certamente algo mais que ao alcance da equipa. Os festejos dos benfiquistas estão no entanto muito mais contidos e muito em face do que foram as ultimas três épocas. E ainda bem, pois é bom que aprendam todos que só se festeja algo efectivamente ganho e não prestes a ganhar. Contar com o ovo no cu da galinha dá geralmente mau resultado.

No entanto, na altura dos festejos (esperemos todos que seja no próximo Domingo em casa com os nossos), sinto que não mereço festejar esta conquista. Não me sinto parte dela. Parece-me algo que só agora que estamos à beira de o atingir, me parece real.
Não acreditei que fosse possível em Agosto. Não acreditei até Janeiro e mesmo depois da vitória categórica frente ao Porto, continuei a não acreditar. Inclusive, depois de abafarmos totalmente o Sporting, continuei a não acreditar que seriamos campeões. Esperava sempre que o céu desabasse a qualquer momento, que o infortúnio estivesse à espreita num próximo jogo, que a gestão da equipa não fosse a correcta, apostando-se tudo na Liga Europa. Mas nada disso se passou e a equipa manteve-se no trilho do sucesso.

PS: Também não mereci sofrer como os benfiquistas sofreram nos últimos três anos.