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domingo, 12 de maio de 2013

Toldado pela dor...

É uma dicotomia angustiante aquilo que sinto pelo Jesus como treinador do Benfica.

Por um lado vejo muito de positivo nele. Coisas como trazer o Benfica de volta ao bom futebol (o melhor que eu vi em 20 anos).
Como recolocar o Benfica na alta roda do futebol europeu, com presenças consecutivas em fases avançadas das competições europeias. Na próxima época vamos possivelmente estar de volta ao pote 1 da Champions.
Acabou também o discurso do coitadinho que vai tentar minorar a diferença para o rival. Agora o objectivo é vencer tudo onde se entra.

Se tudo isto são aspectos que considero positivos, os negativos, com muita pena minha, deixam-me completamente arrasado. São facadas atrás de facadas que me espetam no coração e eu não mereço isto. Sinceramente que não. Já era mais que tempo que nos permitissem uma alegria.

Em 4 anos de Jesus, o Benfica sofreu mais humilhações e desgostos com o Porto que em qualquer outro período. Arrisco mesmo a dizer que nestes últimos 3 anos, a soma de todos estes incidentes é maior que nos restantes anos de Benfica. Com Jesus ao leme, criou-se um bicho papão, que vai ser dificil superar nos tempos mais próximos.
É humilhante ver que na hora H, aquela em que se separam os miudos dos homens, somos sempre os miudos. Sem estofo, sem capacidade, impotentes para travar as adversidades. O ajoelhar de ontem é apenas o reflexo disto.
É também notável (no mau sentido) verificar que a quantidade de dinheiro injectado no plantel tem subido a niveis estratosféricos, mais do que com qualquer outro treinador, com os resultados a serem o mesmo de sempre. Desilusões e humilhações.
Finalmente o que me deixa também irritado com todas estas situações é verificar que por uma razão ou por outra, Jesus se transformou num treinador do quase. Em 4 anos de Benfica, esteve/está em situação privilegiada para vencer 3 campeonatos e 2 taças de Portugal (números que atestam o trabalho que se fez até à altura das decisões). Digo privilegiada, mas na verdade tivémos o pássaro na mão em todas elas.  Para já venceu um único campeonato. Num milagre ganha outro campeonato para a semana (eu vou lá estar no Estádio a sofrer por esse milagre) e temendo eu o pior, se for competente ganha uma Taça de Portugal. Insuficiente digo eu. (Ainda para mais quando nestes dois anos, tem do outro lado um pedreiro daqueles)

Para mim o seu tempo como treinador do clube acaba aqui.

Numa nota final deixem-me no entanto expressar que a culpa maior não é dele. O Benfica actual, e por muito que nos custe ouvi-lo ou lê-lo, está transformado num clube perdedor. Não o digo com o sentido de que deixamos de ganhar titulos, mas sim com o sentido de que nas alturas decisivas os nossos jogadores, atletas e treinadores (além da cupula directiva) borram a cueca de forma monumental. E não é só no futebol. Os casos são muitos todos os anos e nem sequer respeitam uma ordem especifica. Acontece a todos independentemente do escalão ou da modalidade. Está-se a enraizar a cultura do pró ano é que é, a caminho da sportinguização.
Titulos cada vez mais raros e motivo de uma festa incontrolável por parte de adeptos cada vez mais descrentes.

Dói tanto

Porquê Benfica?
Porque teimas em te manter na cama a dormir e não acordas de vez?
Tantas oportunidades perdidas...

sábado, 11 de maio de 2013

Now is The Time! (Hoje é O Dia!)

Quem estava comigo a ver o jogo da passada segunda feira, sabe o que disse logo após o apito final.
O Benfica vai ser campeão no Dragão!

No inicio da semana (desde segunda à noite), foram muitos os adeptos encarnados que deram o campeonato por perdido; que maldisseram a sua sorte, por verem mais um campeonato perdido de forma inglória; que, na hora da tristeza e a quente, questionaram tudo e todos; que consideraram não ir a Amesterdão, mesmo com bilhete para o jogo garantido; que declararam desligar-se do clube após mais um desgosto. 
Muitos não aguentaram o percalço, àquela hora tardia de segunda feira. Reviram fantasmas antigos de volta, os mesmos de "sempre" referiram angustiados com certezas absolutas. Desesperaram pelo sentimento de impotência para com um fim que adivinhavam trágico.

Pois bem, desde essa hora, que outro sentimento tem vindo a crescer, tão rápido como transversal, entre os adeptos encarnados. Esse sentimento é o Acreditar. O Acreditar começou em adeptos anónimos (como eu, passe a imodéstia), passou por blogues e fóruns da internet, entrou por cafés e bares adentro e extravasou os limites de Portugal.
Ao longo destes dias têm-se multiplicado as formas de apoio, tão distintas como originais, a favor de um clube único neste mundo. A força e crença transmitida é algo inegável e que transcende a realidade quotidiana. É como se o próprio Benfica tivesse acordado de um longo sono e nos fizesse seus veículos para a transmissão da sua vontade.
Tenho aqui que referir nesta altura, ainda que brevemente pois também não merecem mais que uma nota de roda-pé, as campanhas anti-Benfica a que temos assistido durante a semana, por parte daqueles que nunca conseguirão dormir sem pensar em nós. Diferenças que nunca conseguirão superar enquanto subsistir a mentalidade vigente!
Voltando ao que interessa, o Acreditar mostrou-se de inúmeras formas ao universo benfiquista, de entre as quais destaco as seguintes:
  • nos céus do Centro de Estágio do Seixal;

  • na campanha Acredita Benfica (que chegou aos atletas) que "criou" os seguintes videos:




  • na euforia criada no norte em torno da equipa, tanto no aeroporto como no hotel


Por tudo isto, é natural a confiança e absoluta calma que sinto em relação ao jogo de hoje. No jogo com o Fenerbahçe na Luz, o Benfica abriu os olhos como quem acorda de um sono. Hoje levanta-se definitivamente da cama!

Hoje não é dia de medos ou receios!
Hoje não é dia de choros ou queixinhas!
Hoje não é dia de dúvidas ou desconfianças!
Hoje é dia de Benfica!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Campeões no Dragão!

Se durante muitos meses não acreditei que fossemos campeões, nesta altura acredito. Acredito pois tenho de acreditar!

No dia 5 de Julho do ano passado escrevi isto: Campeões no Dragão
Hoje reitero. Vamos ser Campeões no Dragão!

PS: Tal como pensava, o jogo com o Estoril revelou-se bastante mais complicado do que era "suposto". O Benfica deveria ter vencido e só se pode queixar de si próprio. Mas nada acabou aqui. Ainda temos dois jogos para jogar e para ganhar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Na rota do Título


 
O jogo de hoje com o Estoril Praia é o mais importante da época. Não por ser o próximo. Não por garantir 3 preciosos pontos no caminho do título. Estes são pontos importantes e não devem ser de maneira alguma desprezados, mas para mim a importância deste jogo prende-se com um facto simples. Caso vença, o Benfica poderá poupar jogadores no Dragão, perder, e ainda assim, manter uma almofada de segurança que lhe permita encarar os dois jogos seguintes com muita tranquilidade.

É o mais importante pois segue-se a uma semana de intenso desgaste emocional, que coroada de êxitos, poderá levar a uma descompressão neste jogo, considerado mais fácil. Que ninguém acredite nisso, pois vamos defrontar uma das revelações da prova. O Estoril, vindo da segunda divisão está a fazer um campeonato absolutamente excepcional. A equipa joga bem, tem bons jogadores individualmente, tem um belíssimo treinador e vem à Luz com muito pouco a perder e tudo a ganhar. Vão ser o adversário mais perigoso este ano. É imperativo encará-lo como jogo de título, porque é-o na verdade.

A equipa já demonstrou que convive bem com a rotação imposta, em que todos (com raras excepções) os jogadores se sentem com capacidade para entrar no onze. Mais logo é dar corpo à ideia e arrumar esta questão o mais rápido possível. Com o clássico a 5 dias de distância é forçoso garantir a tal almofada. 
As habilidades de Gaitán e companhia são necessárias mais uma vez. 


O sucesso interno galvaniza os clubes para o sucesso externo. Muitas vezes, é até o seu catalisador. Com galhardia, atitude, coragem e coração, é possível atingir o impossível.

Uma nota de destaque para os adeptos que devem esgotar o encontro. Façam-se ouvir hoje, tal como na quinta feira. O gigante Benfica está de regresso, não o deixem ir embora outra vez.

E porque não um sorteio?

Ainda a respeito dos bilhetes para a final de Amesterdão, porque não realizar-se um sorteio puro entre todos aqueles que quisessem adquirir o bilhete?
Era só uma ideia.

A questão dos bilhetes para as finais da UEFA


É absolutamente inadmissível, a forma como tem sido gerida a venda dos bilhetes para as finais das competições da UEFA. O que se segue é relativo à Liga Europa e à final deste ano, mas passa-se exactamente o mesmo na Liga dos Campeões. Estima-se que meio milhão de adeptos do Dortmund se tenha inscrito para comprar bilhetes ao clube. A esmagadora maioria vai adquiri na candonga...

Começa logo pela UEFA, que permite que de uma assistência total de 52.342 lugares, apenas 9.780 bilhetes tenham sido enviados para a Luz. É apenas 18,7% da lotação do estádio. Admitindo que o Chelsea recebeu igual quantidade, ficamos com 37,4% dos bilhetes atribuídos aos clubes participantes na final (e aos seus adeptos directamente). Não há palavras que descrevam tamanha injustiça.

Para onde vão os restantes bilhetes? Relevo agora que são cerca de 33.000 os que sobram, correspondendo a 62,6% da lotação. Muitos vão para os patrocinadores, que fazem mega campanhas sujas e desprovidas de sensibilidade, com o intuito de aumentarem as suas vendas. Não os censuro muito pois quem tem o dever de zelar por isto tudo é a própria UEFA e esta apenas encoraja estas situações.
Segundo rumores que vão surgindo aqui e ali, este valor andará à volta dos 10% (neste caso cerca de 5.000 bilhetes).

Sobram cerca de 52% da lotação, isto é, cerca de 28.000.
Assumindo que cerca de um milhar destes (e são os mais caros de todos) são atribuidos a membros da UEFA ficam a sobrar 27.000.
E aqui é que se começa a ver a injustiça disto tudo. A quase totalidade destes bilhetes que sobram, são vendidos pela UEFA até Janeiro. Mais de 4 meses antes da final ou de se conhecerem os finalistas... Para se ter noção é mais que o atribuído aos dois clubes participantes na final.
Normalmente existem dois tipos de pessoas que compram (ou melhor, se candidatam a comprar) estes bilhetes.
1. Os do primeiro tipo, são fans incondicionais dos seus clubes, que creem cegamente na chegada da sua equipa à final.
2. Os do segundo tipo, são a larga maioria e apenas se interessam por obter o máximo lucro possível com a revenda dos bilhetes.

O incentivo ao mercado negro é por demais evidente... As equipas que efectivamente chegam à final recebem 37,4% dos bilhetes para distribuir directamente pelos seus adeptos. 50% dos bilhetes são vendidos a quem se inscrever, independentemente de tudo, inclusivamente o facto do seu clube não participar na competição. É ainda absolutamente abjecto constatar que são mais os adeptos que têm de recorrer ao mercado negro que aqueles que adquirem o seu ingresso pelas vias normais. É tudo tão mafioso e desprovido de bom senso, que me espanta continuar a ser desta forma ano após ano.


Finalmente chega ao Benfica, que também tem algumas culpas no cartório...
Após todas as vicissitudes descritas anteriormente, o Benfica recebe 9.780 bilhetes da UEFA para vender nas suas bilheteiras. Após ordens da UEFA (segundo o comunicado da passada semana relativo à venda dos bilhetes), o Benfica criou três dias de compra de vouchers distribuídos para os diferentes tipos de RedPass. Regras simples e claras que embora muitos não concordem, têm o meu total apoio. Os que mais vêm o Benfica (e o Benfica só pode ter dados relativos aos jogos em casa) deve ser premiado com direito de preferência nas alturas em que há escassez de bilhetes. Na forma como eu vejo o Benfica nem pode ser de outra maneira.
O que se passa é que existe uma "quebra" destas regras, não só com a entrega de bilhetes "à malta do croquete", como com o direito de preferência a estender-se aos grupos de apoio. Quanto aos bilhetes atribuídos à malta do croquete, nem tenho palavras. Quem se aproveita todo o ano do Benfica deveria ser o último a ter benesses destas. Não se sabe ao certo quantos bilhetes voaram, mas são certamente umas centenas a menos de benfiquistas com possibilidades de irem a Amesterdão.
Quanto aos grupos de apoio, mais uma vez reforço que não sou contra este direito de preferência. Eles merecem. Correm todo o ano atrás do nosso grande amor, marcando presença sempre no Estádio da Luz e nos Estádios por esse pais fora. Faça chuva ou faça sol.
Agora as coisas têm de ser claras desde o inicio. Não se podem criar espectativas falsas nas pessoas, sob pena de existirem tanto revolta como frustração, que depois criam distúrbios totalmente desnecessários. Devia ter sido tratada de outra forma.

Acabo este artigo dizendo, que no meu caso pessoal, não me afectará sobremaneira ter de recorrer ao mercado negro, para obter os bilhetes que quero para a final. Estou, ao contrário da esmagadora maioria dos meus compatriotas de nação benfiquista, com algum à vontade financeiro para não sofrer muito com isto. Mas o principio que sigo é o da igualdade de tratamento entre todos. E aqui desde a UEFA (grande culpada disto) até ao Benfica (com menos culpa), parece que consideram existir alguns mais iguais que os outros.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Em Defesa do Benfica À Benfica!




A conferência de imprensa de João Gabriel, foi tudo aquilo que deveria ser. Calma, clara, objectiva.
Foram expostos pontos muito válidos em relação à campanha absolutamente abjecta realizada após o derby e mostraram-se as incongruências em relação aos rivais. Foi defesa do Benfica.

O tempo escolhido para a conferência de imprensa, pareceu-me bem escolhido. Não só porque "não se fez nada" antes do importantíssimo jogo na Madeira, mantendo-se a concentração no essencial, como não se fez mais alarido que o necessário. E porque com um jogo europeu já hoje, o foco da equipa não se perderá nestas questões extra futebol. Falou quem tinha de falar, quando tinha de falar.

Já li três comentários após a conferência de imprensa e tenha a dizer algumas coisas.
1. Gente pobre de espírito e maldosa continua a ter protagonismo que não merece. Eugénio Queirós é do mais desprezível que há. Diz-se adepto do Benfica este senhor. Não faz falta...
2. Vitor Pereira continua a fazer de treinador do Benfica, pois só comenta os nossos jogos. Desemprego e regresso ao anonimato é o que o espera. E já vai tarde...
3. Alexandre Pais está-se a revelar uma pessoa de carácter. É já a segunda vez que assume os seus erros e isso não só o credibiliza aos meus olhos, como credibiliza um muito depauperado jornal Record.

Fosse sempre assim e teríamos mais títulos do que os que temos actualmente.