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quinta-feira, 9 de maio de 2013

terça-feira, 7 de maio de 2013

Campeões no Dragão!

Se durante muitos meses não acreditei que fossemos campeões, nesta altura acredito. Acredito pois tenho de acreditar!

No dia 5 de Julho do ano passado escrevi isto: Campeões no Dragão
Hoje reitero. Vamos ser Campeões no Dragão!

PS: Tal como pensava, o jogo com o Estoril revelou-se bastante mais complicado do que era "suposto". O Benfica deveria ter vencido e só se pode queixar de si próprio. Mas nada acabou aqui. Ainda temos dois jogos para jogar e para ganhar.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Na rota do Título


 
O jogo de hoje com o Estoril Praia é o mais importante da época. Não por ser o próximo. Não por garantir 3 preciosos pontos no caminho do título. Estes são pontos importantes e não devem ser de maneira alguma desprezados, mas para mim a importância deste jogo prende-se com um facto simples. Caso vença, o Benfica poderá poupar jogadores no Dragão, perder, e ainda assim, manter uma almofada de segurança que lhe permita encarar os dois jogos seguintes com muita tranquilidade.

É o mais importante pois segue-se a uma semana de intenso desgaste emocional, que coroada de êxitos, poderá levar a uma descompressão neste jogo, considerado mais fácil. Que ninguém acredite nisso, pois vamos defrontar uma das revelações da prova. O Estoril, vindo da segunda divisão está a fazer um campeonato absolutamente excepcional. A equipa joga bem, tem bons jogadores individualmente, tem um belíssimo treinador e vem à Luz com muito pouco a perder e tudo a ganhar. Vão ser o adversário mais perigoso este ano. É imperativo encará-lo como jogo de título, porque é-o na verdade.

A equipa já demonstrou que convive bem com a rotação imposta, em que todos (com raras excepções) os jogadores se sentem com capacidade para entrar no onze. Mais logo é dar corpo à ideia e arrumar esta questão o mais rápido possível. Com o clássico a 5 dias de distância é forçoso garantir a tal almofada. 
As habilidades de Gaitán e companhia são necessárias mais uma vez. 


O sucesso interno galvaniza os clubes para o sucesso externo. Muitas vezes, é até o seu catalisador. Com galhardia, atitude, coragem e coração, é possível atingir o impossível.

Uma nota de destaque para os adeptos que devem esgotar o encontro. Façam-se ouvir hoje, tal como na quinta feira. O gigante Benfica está de regresso, não o deixem ir embora outra vez.

E porque não um sorteio?

Ainda a respeito dos bilhetes para a final de Amesterdão, porque não realizar-se um sorteio puro entre todos aqueles que quisessem adquirir o bilhete?
Era só uma ideia.

A questão dos bilhetes para as finais da UEFA


É absolutamente inadmissível, a forma como tem sido gerida a venda dos bilhetes para as finais das competições da UEFA. O que se segue é relativo à Liga Europa e à final deste ano, mas passa-se exactamente o mesmo na Liga dos Campeões. Estima-se que meio milhão de adeptos do Dortmund se tenha inscrito para comprar bilhetes ao clube. A esmagadora maioria vai adquiri na candonga...

Começa logo pela UEFA, que permite que de uma assistência total de 52.342 lugares, apenas 9.780 bilhetes tenham sido enviados para a Luz. É apenas 18,7% da lotação do estádio. Admitindo que o Chelsea recebeu igual quantidade, ficamos com 37,4% dos bilhetes atribuídos aos clubes participantes na final (e aos seus adeptos directamente). Não há palavras que descrevam tamanha injustiça.

Para onde vão os restantes bilhetes? Relevo agora que são cerca de 33.000 os que sobram, correspondendo a 62,6% da lotação. Muitos vão para os patrocinadores, que fazem mega campanhas sujas e desprovidas de sensibilidade, com o intuito de aumentarem as suas vendas. Não os censuro muito pois quem tem o dever de zelar por isto tudo é a própria UEFA e esta apenas encoraja estas situações.
Segundo rumores que vão surgindo aqui e ali, este valor andará à volta dos 10% (neste caso cerca de 5.000 bilhetes).

Sobram cerca de 52% da lotação, isto é, cerca de 28.000.
Assumindo que cerca de um milhar destes (e são os mais caros de todos) são atribuidos a membros da UEFA ficam a sobrar 27.000.
E aqui é que se começa a ver a injustiça disto tudo. A quase totalidade destes bilhetes que sobram, são vendidos pela UEFA até Janeiro. Mais de 4 meses antes da final ou de se conhecerem os finalistas... Para se ter noção é mais que o atribuído aos dois clubes participantes na final.
Normalmente existem dois tipos de pessoas que compram (ou melhor, se candidatam a comprar) estes bilhetes.
1. Os do primeiro tipo, são fans incondicionais dos seus clubes, que creem cegamente na chegada da sua equipa à final.
2. Os do segundo tipo, são a larga maioria e apenas se interessam por obter o máximo lucro possível com a revenda dos bilhetes.

O incentivo ao mercado negro é por demais evidente... As equipas que efectivamente chegam à final recebem 37,4% dos bilhetes para distribuir directamente pelos seus adeptos. 50% dos bilhetes são vendidos a quem se inscrever, independentemente de tudo, inclusivamente o facto do seu clube não participar na competição. É ainda absolutamente abjecto constatar que são mais os adeptos que têm de recorrer ao mercado negro que aqueles que adquirem o seu ingresso pelas vias normais. É tudo tão mafioso e desprovido de bom senso, que me espanta continuar a ser desta forma ano após ano.


Finalmente chega ao Benfica, que também tem algumas culpas no cartório...
Após todas as vicissitudes descritas anteriormente, o Benfica recebe 9.780 bilhetes da UEFA para vender nas suas bilheteiras. Após ordens da UEFA (segundo o comunicado da passada semana relativo à venda dos bilhetes), o Benfica criou três dias de compra de vouchers distribuídos para os diferentes tipos de RedPass. Regras simples e claras que embora muitos não concordem, têm o meu total apoio. Os que mais vêm o Benfica (e o Benfica só pode ter dados relativos aos jogos em casa) deve ser premiado com direito de preferência nas alturas em que há escassez de bilhetes. Na forma como eu vejo o Benfica nem pode ser de outra maneira.
O que se passa é que existe uma "quebra" destas regras, não só com a entrega de bilhetes "à malta do croquete", como com o direito de preferência a estender-se aos grupos de apoio. Quanto aos bilhetes atribuídos à malta do croquete, nem tenho palavras. Quem se aproveita todo o ano do Benfica deveria ser o último a ter benesses destas. Não se sabe ao certo quantos bilhetes voaram, mas são certamente umas centenas a menos de benfiquistas com possibilidades de irem a Amesterdão.
Quanto aos grupos de apoio, mais uma vez reforço que não sou contra este direito de preferência. Eles merecem. Correm todo o ano atrás do nosso grande amor, marcando presença sempre no Estádio da Luz e nos Estádios por esse pais fora. Faça chuva ou faça sol.
Agora as coisas têm de ser claras desde o inicio. Não se podem criar espectativas falsas nas pessoas, sob pena de existirem tanto revolta como frustração, que depois criam distúrbios totalmente desnecessários. Devia ter sido tratada de outra forma.

Acabo este artigo dizendo, que no meu caso pessoal, não me afectará sobremaneira ter de recorrer ao mercado negro, para obter os bilhetes que quero para a final. Estou, ao contrário da esmagadora maioria dos meus compatriotas de nação benfiquista, com algum à vontade financeiro para não sofrer muito com isto. Mas o principio que sigo é o da igualdade de tratamento entre todos. E aqui desde a UEFA (grande culpada disto) até ao Benfica (com menos culpa), parece que consideram existir alguns mais iguais que os outros.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Em Defesa do Benfica À Benfica!




A conferência de imprensa de João Gabriel, foi tudo aquilo que deveria ser. Calma, clara, objectiva.
Foram expostos pontos muito válidos em relação à campanha absolutamente abjecta realizada após o derby e mostraram-se as incongruências em relação aos rivais. Foi defesa do Benfica.

O tempo escolhido para a conferência de imprensa, pareceu-me bem escolhido. Não só porque "não se fez nada" antes do importantíssimo jogo na Madeira, mantendo-se a concentração no essencial, como não se fez mais alarido que o necessário. E porque com um jogo europeu já hoje, o foco da equipa não se perderá nestas questões extra futebol. Falou quem tinha de falar, quando tinha de falar.

Já li três comentários após a conferência de imprensa e tenha a dizer algumas coisas.
1. Gente pobre de espírito e maldosa continua a ter protagonismo que não merece. Eugénio Queirós é do mais desprezível que há. Diz-se adepto do Benfica este senhor. Não faz falta...
2. Vitor Pereira continua a fazer de treinador do Benfica, pois só comenta os nossos jogos. Desemprego e regresso ao anonimato é o que o espera. E já vai tarde...
3. Alexandre Pais está-se a revelar uma pessoa de carácter. É já a segunda vez que assume os seus erros e isso não só o credibiliza aos meus olhos, como credibiliza um muito depauperado jornal Record.

Fosse sempre assim e teríamos mais títulos do que os que temos actualmente.

Acreditar


Mais logo, o Benfica joga o regresso a uma final europeia. Depois do 0-1 da primeira mão é fundamental acreditar que podemos chegar à final. Temos melhores jogadores que o Fenerbahce. Temos melhor equipa que eles. Jogamos em casa. Estamos em alta depois do resultado do fim de semana.

Jogando o nosso jogo, temos condições suficientes para conquistar o objectivo de chegar a Amesterdão. Jogue quem jogar, com a atitude correcta, só podemos ter um final feliz.

Quanto ao público só se pede que apoiem do primeiro ao último minuto e criem o ambiente mágico das noites europeias da Luz. O famoso inferno tem de estar hoje na Luz. Se assim for a tarefa dos nossos fica mais facilitada.

Força Benfica e vemo-nos (acredito piamente) em Amesterdão.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Emigrantes

Depois de quase 3 anos na Bélgica, está na altura de vos escrever um pouco sobre as relações entre os adeptos emigrantes e a rivalidade existente.

Na esmagadora maioria dos casos (há sempre excepções), os adeptos que estão fora do país não se comportam como se estivessem numa guerra e os adversários fossem o inimigo. Talvez por partilharem a distância do país natal, existe mais camaradagem e convívio nestas alturas em que têm a possibilidade "viver" o país. No caso particular do futebol, um jogo grande é motivo de convívio, alegria, espectativas, etc. Consegue-se falar com à vontade sem risco de acabar tudo à pancada. A clubite está sempre presente, embora numa medida bem mais suave. Dando um exemplo, explicava-me ontem durante o jogo, um adepto portista, que tal se deve a uma maior capacidade intelectual dos emigrantes, forçados a isso pelo ambiente em que se encontram. As quezílias internas são postas na perspectiva que devem ter, ou seja, relativas e nunca como motor de existência, que tantas vezes ocorre em Portugal.

E se porventura, um clube português vem à "nossa zona" num embate europeu, são adeptos de todos os clubes que vão ao jogo. É muito comum, corriqueiro até, ver cachecóis, camisolas e bandeiras de outros clubes em apoio ao clube português. Mais uma vez, o objectivo principal é entrar no convivio "tuga", sendo o melhor modo de matar saudades da nossa terra.

Sinceramente, embora já tivesse esta predisposição anteriormente, viver fora de Portugal durante estes quase 3 anos, tornou-me mais um destes emigrantes, que quer obviamente a vitória e a glória do seu clube, mas que não vê no confronto físico e verbal, uma forma de ganhar vantagem sobre os outros. E esta forma de viver o desporto (e o futebol em particular), é não só possível, como muito melhor que o que temos em Portugal, onde temos uma verdadeira guerra.

Dá que pensar...

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Espectativa de sardinha assada no Jamor

É hoje que se decide quem será o primeiro finalista da Taça de Portugal 12/13. Após uma já esquecida primeira mão (dos casos mais ridiculos do futebol português), o Benfica parte em clara vantagem para garantir o passaporte para a referida final. O 2-0 conquistado na Mata Real em Fevereiro passado, dá um conforto razoável para esta segunda mão, mas ninguém pode estar esquecido de que nas mesmíssimas condições, o Benfica perdeu 3-1 em casa com o Porto e foi eliminado em 10/11.
Para este jogo pedem-se duas coisas fundamentais tendo em vista não só este jogo (e a eliminatória), mas também os que se avizinham.
  1. Dar descanso a quem precisa, tendo Garay, Matic, Enzo e Salvio a clara primazia quanto a este aspecto.
  2. Jogar como se a eliminatória estivesse empatada a zero. Há que manter uma atitude competitiva realista, para que não soframos dissabores.

Temos melhores jogadores, melhor equipa, jogamos em casa, estamos em vantagem na eliminatória, temos tudo para chegar à final, mas há que não dormir à sombra de tudo isto. Vamos ter de mostrar em campo que somos melhores e merecemos passar.

Carrega Benfica!