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domingo, 20 de março de 2016

Estrelinha ou sorte?

Um jogo péssimo no Estádio do Bessa. Nenhuma equipa fez o minimo que fosse para vencer o jogo. Um golo caído do céu (literalmente) que mantém o Benfica na frente da classificação.

Um resumo bastante aproximado do que foi o jogo de hoje. Não jogámos nada bem, perdidos no meio da teia boavisteira, sem criatividade ou soluções para desbloquear um jogo que se antevinha bastante difícil. E difícil foi, cheio de perdas de tempo, faltinhas, jogo muito mastigado de parte a parte, e quase zero motivos de interesse.

Rui Vitória escalou mal o onze hoje (embora tenha corrigido com as substituições). Sálvio é claramente para ir entrando, até ter o ritmo necessário (pondero mesmo se não seria bom jogar um jogo pela B para ganhar esse ritmo). Nélson Semedo esteve muito trapalhão e Renato Sanches fez o pior jogo que lhe vi de águia ao peito. A equipa esteve sempre desligada em campo, muito presa aos arames armados pelo adversário.

No ataque Jimenez e Jonas pouco mais foram que corredores atrás da bola, sem espaço ou engenho para fazer mehor. Mas quem tem Jonas na equipa sabe que o avançado brasileiro pode resolver o jogo de qualquer lado e a qualquer hora. E foi isso que aconteceu. O nosso melhor marcador, aproveito uma assistência primorosa de Carcela e fez o resultado do jogo, com a calma olimpica a que já nos habituou.

O nosso melhor jogador foi sem duvida o Guarda-Redes Ederson. Nem tanto pelo que defendeu (que não foi quase nada) mas pela extrema segurança que emprestou à equipa em momentos em que podiamos ter perdido o norte.

Continuamos na frente, mas este jogo foi um aviso muito sério à navegação. Não podemos ter mais desempenhos destes, porque da próxima vez é bem provável que nem o santo Jonas nos valha...

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O melhor defeso de Inverno

Aparentemente, algo mudou no ninho da Águia. Em vez de defesos animados, concorridos e com demasiados novos brinquedos, desta vez, optámos por estar contidos, com contratações cirúrgicas e procurando por soluções internas, ao invés de investir o que não temos em "ocasiões de negócio".
Com a mudança de timoneiro, parece-me que mudámos também de estratégia (a tal apregoada aos sete ventos desde há muitos anos a esta parte). Os aparecimentos de Gonçalo Guedes, Nelson Semedo e Renato Sanches (para nomear os mais bem sucedidos), teriam sido impossíveis caso se tivessem investido mais milhões de euros em cromos novos. 

Só fico com pena, que a estratégia anterior (em parte determinada pelo timoneiro de então) nos tenha privado de ver Bernardo, Ivan, Helder, André ou João durante um bom par de anos com o manto sagrado, a espalhar magia por esse Portugal fora. Teria sido bonito.

No final da época, espero que esta mudança se reflicta também nas contas apresentadas, com a relação Activos/Passivos a melhorar.

domingo, 31 de janeiro de 2016

A evolução do trabalho

Acabadinho de ver o jogo em Moreira de Cónegos apraz-me escrever o seguinte:

1. Começando pelo negativo, este jogo podia ter sido muito mais difícil, caso o Gaitan tivesse sido expulso (como devia). Mesmo não acertando no jogador do Moreirense a atitude de resposta nunca pode ser aquela.
Embora eu não concorde de todo com a lei nestes casos (em respostas desta natureza precipitadas pelo anti-jogo de adversários), a mesma é bem explicita que tentativas de agressão têm de ser punidas com cartão vermelho directo.

2. A qualidade colectiva deste Benfica já está em níveis bem apreciáveis. Os jogadores já interiorizaram, que quando todos estão com um objectivo comum, as suas qualidades individuais vêm ao de cima. Para mim, além do treinador, o maior obreiro desta subida de rendimento colectivo chama-se Pizzi. Tem feito "jogos de champions em campos de distrital".

3. Com a subida de rendimento colectivo bem notória, o nosso ataque tem sido formidável na forma como tem conseguido desarmar todas as defesas que têm aparecido no seu caminho (sem contar com os dois primeiros jogos da Taça da Liga). Há uma fome de golos nesta equipa que já não via desde a primeira época de Jesus no Benfica. Jonas é simplesmente um génio da bola. Já não há subjectivos para o qualificar devidamente.

4. Rui Vitória segue o seu caminho, que a continuar desta forma vai ser vitorioso. Com calma, ponderação e qualidade, muita qualidade. O seu discurso de final de jogo esta noite é uma das coisas que mais prazer me dão em relação ao passado recente do Benfica. Em vez do "Eu fiz", "Eu pensei", temos agora o "Nós trabalhámos", "Eles (jogadores) são os responsáveis por isto", "Estamos bem porque continuamos a trabalhar em conjunto, não é só uma ou duas pessoas". E isso é à Benfica!

Continuar a trabalhar desta forma vai-nos levar à glória.
1904!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Bi-Campeões Nacionais de Futebol Graças a...

O Benfica é Bi-Campeão Nacional de futebol 31 anos depois! 

Parabéns a todos desde presidente até ao mais anónimo dos adeptos. Todos, sem excepção, foram importantes nesta conquista, que vê o clube regressar aos feitos tão naturais até meados dos anos 80 do século XX. O Bi-Campeonato conquistado ontem, reforça a ideia de mudança de poderes no futebol em Portugal. Depois da inédita conquista tripla (mais a supertaça, fazendo do Benfica detentor de todos os troféus em disputa em Portugal), este título significa muito para todos os benfiquistas.
Na altura dos festejos, convém agradecer a quem o tornou possível.

  • Treinador
Jorge Jesus é o grande obreiro desta conquista. Em Julho e Agosto, viu mais de metade da sua equipa ser transferida, bem como muitas jovens promessas. As perspectivas de vitórias nunca foram as melhores, mesmo entre os adeptos encarnados e o discurso do técnico foi sempre cauteloso. Jesus soube construir um grupo muito unido, mesmo após o fracasso europeu e o desgosto na Taça de Portugal. A parte mental foi extremamente importante ao longo de todos os meses de competição, principalmente nos momentos mais difíceis. Internamente, o Benfica conseguiu sempre reestabelecer-se após cada desaire, levantar-se após cada queda, responder à altura após cada desgosto. Sinceramente, para mim, foi a diferença entre nós e o nosso rival.
Jesus conseguiu também, melhorar imenso a sua comunicação. As conferencias de imprensa deste ano foram quase sempre muito sóbrias e realistas. Quase nunca se meteu em bicos de pés e o resultado foi uma enorme resistência a todas as manobras que o Porto tentou usar contra nós. Este é o seu título. A todos os níveis.

  • Jogadores
 A equipa não tinha as mesmas armas da época passada, mas pelo menos uma coisa restou e foi até reforçada: mentalidade. A mentalidade que permitiu aos jogadores resistir a todas as contrariedades ao longo do campeonato, incluindo a derrota na capital do móvel, que não há muito tempo atrás, nos teria atirado para uma espiral negativa. A experiência de reforços como Júlio César ou Jonas não será alheia a isto, pois a sua entrada no Benfica reforçou os índices de maturidade. As boas épocas de Luisão, Jardel e Maxi é também fruto da experiência acumulada. O nível do plantel, não chegava para altos voos europeus, mas tinha qualidade para ombrear com os rivais internamente. Foi pena a eliminação na Taça aos pés do finalista Braga, mas jogos desses às vezes acontecem. Nos momentos difíceis os jogadores disseram presente e lutaram por isto. 

  • Adeptos
Foram incansáveis quase todo o ano. Levaram a equipa ao colo (excelente a campanha do clube a esse respeito) e mesmo sendo descriminados nos preços que pagaram em média pelos bilhetes nos jogos fora, disseram sempre presente. Os eventos negativos da festa não podem, como o presidente já salientou, minimizar o seu contributo e merecimento neste titulo. Recordo já com saudade os momentos absolutamente épicos com os novos cânticos, nos estádios de norte a sul. 

  • Estrutura dirigente
Apesar da razia efectuada no defeso e complementada em Janeiro, a estrutura dirigente teve o seu mérito nesta conquista. Principalmente no discurso sóbrio e responsabilizador, nos momentos difíceis e agora na hora da vitória. Neste aspecto, o presidente destacou-se mesmo, principalmente ao referir que não ganhamos contra ninguém. Na hora das decisões o apoio esteve lá todo, tanto institucionalmente, como a aparar as tentativas de golpe do adversário, libertando Jesus para aquilo que sabe fazer melhor. Parabéns merecidos também para todos eles e elas.

  • Julen "Lotopegui" Lopetegui
Não, não é engano. O treinador do Porto é também um dos obreiros deste titulo. Não só porque não conseguiu compreender a importância de ter uma equipa (com o plantel mais caro da história do futebol português), mas também porque se perdeu enumeras vezes a ser a voz do dono (embora me pareça que lhe agradou imenso fazer esse papel). Como tantas vezes apontei a Jesus, o treinador do Porto despendeu demasiadas energias em assuntos que não eram do seu foro e pagou a factura disso mesmo. Um grande obrigado a ele.


A festa foi feita. Agora começa a preparação da final da Taça da Liga, que é obviamente para vencer também. 
E depois é começar a preparar a próxima época para garantir o tri. Porque o Benfica já merece um tri.

PS: Curioso verificar a gloriosa coincidência de, desde que começaram as transmissões televisivas dos jogos em casa do Benfica na BenficaTV, o Porto ainda não ter ganhou qualquer título ou troféu...

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Final do Tormento

Finalmente acabou o tormento do defeso. Durante uns meses, todas as especulações, invenções e discussões acerca de entradas e saídas deverá cair para níveis mais comportáveis com a sanidade mental dos benfiquistas.

No final de tudo, as saídas "previstas" acabaram por não se realizar todas, existindo ainda contratações de qualidade. Se no inicio de Agosto o panorama não era nada animador, neste inicio de Setembro já se apresenta mais desanuviado. Penso que o Benfica tem um plantel capaz de lutar internamente com os seus rivais pelo ceptro nacional. E penso que esse deverá ser assumidamente o objectivo número Um. Como aliás já foi sendo frisado pelo nosso treinador.

Até Janeiro, estes serão os nossos e merecerão o nosso apoio na defesa do clube. Só que terá de existir a capacidade de escolher bem, por parte de quem lidera esta equipa. O jogo com o Sporting pôs ainda mais em claro algumas das nossas fragilidades. Ainda temos bastante trabalho pela frente.

Na Liga dos Campeões calhou-nos o grupo mais equilibrado de que tenho memória. Todas as equipas se apresentam a um nível bastante semelhante, sendo possível a qualquer uma delas liderar o grupo assim como ficar no último lugar. Penso que fazer o pleno de vitórias em casa será importantíssimo neste grupo. Um ponto que poderá correr a nosso favo, poderá ser a nossa maior experiência em jogos de pressão competitiva altíssima. O plantel parece curto para conjugar a vertente interna com a europeia, mas nada é impossível.


Trabalho de formação

O Benfica acaba de ser distinguido pela UEFA, como o clube que melhor interpretou os valores da competição. Depois da chegada à final, a todos os títulos notável e demonstrativa de que há talento de sobra nas nossas camadas de base, é mais um reconhecimento do excelente trabalho que tem sido desenvolvido no Seixal.

Parabéns ao Sport Lisboa e Benfica, à direcção, à sua estrutura técnica e aos seus jovens jogadores. O prémio é apenas mais um incentivo a continuar o bom trabalho.

Apesar de todos os problemas que tenho vindo ao longo dos anos a apontar à gestão de Luis Filipe Vieira à frente do clube, neste caso acho que não há nada a dizer. O trabalho foi bem planeado, desenvolvido e implementado. As pessoas certas foram colocadas nos lugares certos e os resultados estão à vista. Os nossos jovens jogadores têm tanto ou mais talento que todos os restantes, e muitos deles têm sobressaído enormemente nos maiores palcos europeus. Tanto que, jogadores jovens já começam a ser bastante assediados por clubes estrangeiros à procura de talento.

Desde a sua inauguração, o Caixa Futebol Campus no Seixal, tem sido o palco onde treinadores altamente qualificados formam jogadores de topo. As convocatórias das selecções jovens são o maior exemplo do quão bem se trabalha no Seixal. É rara a convocatória (em qualquer dos escalões) onde os nossos jovens jogadores não estejam em maioria. 

Mas o caminho não termina aqui, nem acho que terminará. Ainda existirão alguns passos a dar, nomeadamente na questão do lançamento destes jovens na alta roda do futebol português. Ainda não chegámos lá, por vários motivos, mas estou em crer que num futuro próximo poderemos ver os resultados de nosso excelente trabalho na formação a brilhar ao mais alto nível na nossa equipa principal. Porque ninguém tenha dúvidas de que qualidade para isso existe com fartura.



segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O melhor inicio

O Benfica quebrou um enguiço com 10 anos e entrou com o pé direito no campeonato nacional. O campeão teve um jogo muito atribulado, que podia ter corrido muito pior, com vários heróis. Desde logo Artur, com a sua defesa no penalty. Depois Maxi e Salvio, marcadores dos golos. E finalmente, Gaitan, orquestrador de todo o jogo ofensivo da equipa.

3 pontos já estão amealhados num caminho muito sinuoso rumo ao título. Esperemos que consigamos navegar por entre as curvas desta longa estrada.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Adeus Tacuara, Imortal do Sport Lisboa e Benfica

O jogador foi-se (apenas mais um, na debandada geral deste defeso), mas a lenda fica. Foram muitos, muitos golos (172 oficiais) desde aquele, já longínquo, mês de Julho de 2007. Cardozo mostrou ao que vinha logo no primeiro encontro, não dando hipóteses num remate de fora da área. E repetiu o feito muitas vezes. Algumas sem que contasse grande coisa para o resultado final, mas em bastantes com a decisão do jogo nos pés. Tantos e tantos jogos que ele nos fez ganhar, com aquele seu jeito meio desengonçado, mas pleno de oportunismo e à matador. 
Antes de Cardozo, penámos e desesperámos 7 longos anos por alguém com as suas características. Todos os anos era a mesma conversa. Falta alguém que as meta lá dentro, que produza golos independentemente de jogar com A ou B. E quando ele chegou, a conversa de muitos benfiquistas passou a ser a de que ele não se mexia, que não aproveita 100% das oportunidades que tinha, que destruía o jogo ofensivo da equipa. Enfim, um monte de barbaridades, de quem dá mais importância à estética do jogo do que à eficácia do mesmo.A este respeito recordo um Benfica vs Sporting de 19 de Setembro de 2010, em que Cardozo nos deu a vitória por 2-0, marcando ambos os golos e inclusivamente falhando um penalty. Nesse jogo Cardozo teve a posse da bola uns insignificantes 10 segundos (!!!), mas foi tempo mais que suficiente para ser o homem do jogo. E este jogo descreve na perfeição quem foi Cardozo ao serviço do Benfica: um avançado que sem ser perfeito, deixou a sua marca.

Agora que Cardozo sai, é tempo de o homenagearmos como merece, recordando os seus golos e as alegrias que nos deu. Após sete épocas, tornou-se no melhor marcador estrangeiro do clube e entrou para o top 10 de marcadores, ao lado de lendas como Eusébio, Nené ou Águas. Também ele é uma lenda do Benfica, e eu sinto-me privilegiado por poder tê-lo visto de manto sagrado ao vivo e a cores.

O meu muito obrigado pelas alegrias e que tenha sorte nesta nova aventura.

Adição 22:06h:
Cardozo é isto! De todas as maneiras e feitios!

 

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

O Luis Filipe e o João Cancelo

É o caso paradigmático do defeso encarnado (e da política de contratações seguida de há uns anos a esta parte). Luis Filipe foi contratado (por cerca de 2M€) para a lateral direita e vinha substituir Maxi Pereira. Na realidade, o lateral brasileiro parece totalmente desfasado do que é o futebol moderno (na Europa principalmente). A sua qualidade (ou falta dela) é notória e a questão que eu coloco é se o Cancelo faria pior. Seguramente que o jovem formado no Seixal não vai ser um Roberto Carlos ou um Lahm nos tempos mais próximos. Seguramente vai cometer alguns erros. Seguramente terá de crescer. Mas tem qualidade, tendo de ser trabalhado para minimizar os seus pontos fracos e potenciar os fortes. 
Para mim, contratações como estas não vêm acrescentar nada ao clube a não ser dores de cabeça. Desde logo porque se gasta dinheiro a contratar e dinheiro a manter. Depois porque tendo sido um investimento mais avultado que um jovem da cantera, e ficando no plantel, a tendência será a de o tentar valorizar colocando-o a jogar mais vezes. Ao olhar para os enumeros casos anteriores, vendo que a persistência no erro é elevada quando se tem um investimento para potenciar, não deixa de ser uma situação bastante caricata.  E nem é um caso isolado, pois em todos os períodos de transferências existem compras destas. 

Mas voltando à minha questão. O Cancelo faria pior do que o que o reforço Luis Filipe tem feito? Esta pré-época demonstra cabalmente que não.

PS: E nem me falem do Djavan...

A partir de agora é a doer

O Benfica teve no último fim de semana uma passagem infeliz (para não dizer outra coisa) por Inglaterra. A planificação desta semana pode levantar algumas criticas com o Benfica a fazer 4 jogos em 5 dias, sem tempo para descanso, depois de uma pré-época desgastante tantos física como mentalmente.
Os resultados são desoladores, mas na pré-época o que conta mais são as rotinas. O que eu noto, é que apesar de algumas boas indicações, que se viram em determinados momentos, o plantel está muito afectado por todas as ausências. Algumas contratações não vieram acrescentar absolutamente nada enquanto outras se vão integrando aos poucos.
É uma equipa totalmente nova, a que se junta a certeza expressa pelo treinador, de que alguns dos ausentes serão peças chave, assim como é necessário ainda ir ao mercado em busca de reforços. As posições apontadas ontem mesmo pelo treinador são as de guarda-redes, médio defensivo e avançado. A ver vamos se vem alguém até final do mês.

De resto, mesmo entre sorrisos, Jesus deixou escapar uma mudança de atitude face ao que era a sua postura anterior. Disse ele, que se saísse Enzo, saíria também. Um aviso à estrutura (esperem, mas não era ele a estrutura?) que deverá ser levado bastante a sério por todos.

Posto isto, que poderemos esperar para o ínicio da competição a sério já no próximo fim de semana? Sinceramente é uma incógnita para mim. Os sinais de preocupação estão lá todos, mas também é verdade que o nível de competitividade do Rio Ave (com o devido respeito) não é o do Arsenal ou do Valência. Pessoalmente desejo o melhor, mas estou preparado para o pior.

PS: Uma nota para Artur. Se já não tinha condições psicológicas de estar na nossa baliza, ontem foi o derradeiro prego no caixão. Uma exibição lamentável coroada com 3 erros, cada qual mais horrendo que o anterior. Para isto mais vale apostar em Paulo Lopes ou Bruno Varela...

quinta-feira, 31 de julho de 2014

A mistica ainda existe

«Só quero ser feliz e poder ajudar o clube. Aliás, estar num clube como o Benfica é suficiente para um jogador se sentir realizado. O que pretendo é ser útil e ajudar o Benfica a conseguir mais vitória e títulos. Não há outra maneira de viver o Benfica, sem ser a pensar que o clube é mais importante que qualquer individualidade e que a conquista de títulos é a única coisa que nos separa do fracasso»
Estas, são as palavras de Eduardo "Toto" Salvio, que serão seguramente imortalizadas para sempre como exemplo da mistica benfiquista.
Obrigado Salvio, e que sejas muito feliz no Benfica.

Melhorias

No jogo de ontem, com o Sion, já se viram melhorias na equipa. É certo que a valia do adversário (ainda por cima sem os seus melhores jogadores) não foi a mesma da dos anteriores, mas os processos da nossa equipa parecem estar mais assimilados pelos jogadores "novos". No jogo de hoje com o Athletic Bilbau, espero ver as mesmas melhorias e se possível, uma progressão dos nossos jovens jogadores.

A razia na equipa foi feita (e o que está feito, feito está), mas foi feita em Julho e não em Agosto. Pelo menos existe algum tempo antes da competição oficial começar para limar arestas e fazer crescer alguns dos possíveis titulares.

São noções a confirmar ou a desmentir até Domingo, com os jogos da Emirates Cup a servirem de tubo de ensaio.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Relatório do Defeso 14/15

EntradaValor (M€)NotaSaídaValor (M€)Nota
Luis Filipe2
Garay6
Benito2.25
Rodrigo30
César3
André Gomes15
Djavan1
Oblak16
Talisca4
Kardec4.5
Candeias0**Funes Mori0*
Dawidowicz2
Markovic25
Derley2.5
Mitrovic1.8
Friesenbichler0**Djuricic0*
Victor Andrade        0**Airton0*
Eliseu1
Lisandro Lopez          0*

* Empréstimo
** Custo Zero

Até à data de hoje acho que é isto. 11 entradas e 11 saídas. Uma equipa inteira de futebol.

Mas se nas últimas épocas temos assistido a um entreposto de jogadores com cerca de 15 entradas e o mesmo numero de saídas, com os resultados conhecidos, não serão estes números a influenciar o resultado final.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Adeus Markovic

O Sérvio foi oficialmente apresentado pelo Liverpool e passa a ser mais um dos campeões que abandona o Benfica após uma época de sucesso.
O negócio rende 12,5M€ ao Benfica, e aqui tenho de aplaudir e saudar a forma como o comunicado foi escrito. Conciso e esclarecedor. Sem deixar qualquer margem para dúvidas ou equívocos. É para continuar se fizerem o favor.

O sérvio, veio num negócio "à lá" Ramires, com o Benfica a receber o jogador a prazo. Jogadores destes são sempre muito cobiçados pelos tubarões europeus, e a não ser que o jogador tenha uma vontade de ferro em seguir a sua aprendizagem, acaba por ir parar a uma equipa formada por estrelas do futebol europeu. Em principio eu sou contra este tipo de negócio, em que o jogador está apenas de passagem pelo clube, mas muitas vezes é a única maneira de termos acesso a estes talentos.

A sua qualidade sempre indiciou que ele seria jogador para voos mais altos, em termos de salário e projecção mundial. Acabou por ir para Liverpool, mas poderia perfeitamente ter ido parar a um Barcelona, Real Madrid ou Bayern, para citar as equipas com mais sucesso e projecção mundial da actualidade.

Foi um enorme prazer tê-lo em Lisboa e poder ter assistido aos seus malabarismos com a redondinha. Que tenha o sucesso que merece continuando a equipar de vermelho. Será certamente uma das revelações em Inglaterra.

PS: Este apresentou-se a horas e continuou a trinar mesmo com as negociações a seguirem entre os dois clubes. À atenção de outros "profissionais".

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Expectativas para o Benfica em 2014/2015

Com o fim do Mundial de Futebol 2014, as atenções viram-se para a pré-época encarnada.
As transferências, os reforços, os jogos de preparação, o treinador, a táctica a usar, a direcção, o departamento de futebol, enfim, todos os aspectos passíveis de discussão, serão analisados e discutidos até ao mais ínfimo pormenor.

Mas por hoje, deixemos isso de lado (ainda que parcialmente) e concentremos o nosso enfoque nas expectativas de cada um de nós acerca do que poderá ser o resultado final da época que agora se inicia.

As minhas expectativas são moderadas, embora tenha crença de que poderemos disputar todos os títulos e troféus em disputa até ao seu final. A nossa equipa vai sofrer uma remodelação grande (demasiado grande para a maioria dos benfiquistas) e isso é sempre motivo para cautelas na hora de prognosticar. Muito dependerá de como se apresentem os rivais. 
Se o Sporting será uma certeza este ano, com um treinador muito competente e jogadores um ano mais velhos e experientes, já o Porto será uma incógnita, com uma remodelação também ela bastante significativa e com um treinador "desconhecido". 

No global, e dependendo sempre do que acontecer até final de Agosto penso que a nossa época andará à volta disto:

Campeonato Nacional: 2º lugar ou Campeão
Taça de Portugal: meias finais
Taça da Liga: vencedor
Supertaça: vencedor
Liga dos Campeões: passagem aos oitavos de final

E você caro leitor? Que expectativas tem?

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sofrer por antecipação?

Todos os benfiquistas já sabem, por muitos anos de experiência, que em todos os defesos, o plantel do Benfica é completamente remodelado. Entram 200 jogadores e vendem-se todos os que fizeram parte do plantel. São as chamadas "cenouras para vender jornal". Todos sabemos isto, e todos os anos, a história se repete. Mas o que também se repete é a histeria dos benfiquistas à volta das "noticias" e capas de jornal. Faz-me confusão como é possível sofrer tanto por antecipação. Depois dos negócios concluídos e explicados é natural que existe regozijo ou revolta consoante se considere um bom ou mau negócio (e o caso do Garay é exemplificativo disto). Mas sofrer porque se leu que o Enzo quer sair, que o Markovic já está de saída para Liverpool ou que o Oblak "desertou", é muitas vezes sofrer sem motivo. E explico que este sofrer sem motivo, é tão só o que penso até surgirem confirmações (ou desmentidos) oficiais. Claro que a experiência prévia com o modelo de comunicação do Benfica não ajuda a que este sofrimento precoce seja menor, ao invés aumentando-o e exacerbando-o. 

Também eu sofro por antecipação em alguns casos, mas depois de refletir e ponderar, vejo que na esmagadora maioria das vezes não havia motivo real para tal. E nos últimos anos tenho conseguido blindar-me um pouco a isso.

domingo, 6 de julho de 2014

A verdadeira transparência

O Benfica comprou Anderson Talisca por 4M€ ao Esporte Clube Bahia do Brasil. O jogador de 20 anos, chega a Lisboa para integrar o plantel às ordens de Jorge Jesus e pelo preço revelado, terá pelo menos a oportunidade de fazer a pré-época. 

O Bahia, revelou em comunicado a venda, e apresentou inclusivé, os detalhes do negócio.
Com base no princípio da transparência que norteia esta nova gestão, o Esquadrão divulga a divisão da partilha da transferência do atleta:
  • 50% Esporte Clube Bahia
  • 20% Carlos Leite 
  • 10% Chácara Celeste 
  • 10% Astro 
  • 10% Bahia Soccer
Quando em Portugal (e mais concretamente no Benfica que é o que nos interessa) vemos as constantes "desinformações" prestadas, faz-nos pensar na tão propalada Transparência. Poderia ser que seguindo o exemplo do Bahia, o Benfica não tivesse que emitir comunicados adicionais com esclarecimentos acerca dos seus negócios.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A mais épica das vitórias

É difícil descrever a felicidade que sentimos (nós benfiquistas) nesta altura, face às gloriosas duas semanas que temos vivido.Vermos o nosso Benfica com a personalidade que lhe granjeou adeptos por esse mundo fora, mesmo entre adversários. A raça, o querer e a ambição personificadas dentro de campo e parte do imaginário dos adeptos. Estas vitórias serão lembradas mesmo daqui a cem anos, quando os netos dos nossos netos virem num qualquer arquivo visual, o quão épico foi vencer o rival desta maneira. O golo do André Gomes na meia final da Taça de Portugal foi algo que ficará para sempre nas nossas memórias e entrou directamente para o top 5 dos meus melhores momentos de Benfica. Simplesmente épico!

E era disto que eu estava à espera há muito, muito tempo (e acredito que todos nós o esperávamos). Algo que demonstrasse a nossa inequívoca superioridade face ao rival nortenho, sem deixar qualquer margem para dúvidas. Mesmo a jogar com 10 durante uma hora, a precisar de marcar num dos casos e de não sofrer no outro, mesmo com importantes compromissos pela frente que aconselhavam poupanças, mesmo com as lesões inacreditáveis que nos têm acontecido, mesmo com isto tudo o Benfica parece um daqueles tapetes rolantes que entregam a mercadoria nos aeroportos, rodando sem parar imune às pretensões de alguns dos passageiros que se vêem aflitos para tirar as respectivas malas. Vamos andando quase em ritmo de passeio, já com o campeonato no bolso e destroçando o nosso rival nortenho a cada batalha. Será este o momento de mudança no futebol português? A ver vamos o que trará a próxima época.

Para o sucesso que celebramos agora (com importantes conquistas ainda pela frente) temos dois obreiros maiores. O primeiro é Jorge Jesus. O treinador da equipa começou muito mal, sentado numa geleira na Madeira, foi salvo por Markovic e Lima já depois dos 90' na Luz frente ao Gil Vicente, mas a partir de certa altura, parece que corrigiu todos os seus defeitos (pelo menos minimizando os seus efeitos) e construiu uma equipa de verdadeiro betão. Inimaginável em Agosto de 2013, mas realidade em Abril de 2014. O seu maior mérito nasce das duas decisões que acontecem em sentidos opostos. Se na primeira, que foi o assumir de que o campeonato seria a prioridade numero um, mesmo com prejuízo de outras competições, o treinador assumiu uma mudança face ao passado, juntando as acções coincidentes com as palavras, já na segunda, que foi a mudança do GR titular de Artur para Oblak, surge por acaso devido a uma lesão do brasileiro. Jesus no entanto soube premiar a grande entrada do esloveno na equipa, não o tirando dos jogos importantes (no campeonato). A solidez defensiva da equipa passou muito por esta troca, com a serenidade a fazer parte constante do processo defensivo, em contra ponto com a tremideira sentida sempre que Artur ocupava as redes encarnadas. No final, a quantidade de jogos sem sofrer golos do Benfica desde que Oblak tomou conta da baliza benfiquista atesta sem margem para dúvidas a melhoria neste aspecto.
Mas não foi só aqui que Jesus juntou os actos às palavras. Foi também na rotação que imprimiu no plantel ao longo dos jogos que nos trouxe aqui. Jesus percebeu finalmente que não se ganham troféus esgotando sistematicamente os mesmos jogadores, mesmo com jogos já resolvidos ou sem interesse. Exceptuando Paulo Lopes e Steven Vitória, todos os elementos do plantel apresentam números muito razoáveis de utilização. A campanha na Liga Europa (onde relembro que o Benfica ainda não perdeu esta época) é o exemplo maior, com a rotação a nunca mostrar um Benfica mais fraco, mas antes muito sólido. A mais valia clara de ter "todos" os elementos do plantel prontos para a acção, revelou-se quando nos aconteceram as lesões cruéis (em posições fulcrais) com os jogadores substitutos a desempenharem na perfeição as funções dos jogadores substituídos. Parabéns ao treinador também por isso.

O segundo obreiro, e grande responsável é naturalmente o presidente Luis Filipe Vieira. O nosso presidente esteve quase irrepreensível desde Janeiro. As suas declarações publicas foram sempre contidas e focadas, e apesar de alguns lapsos, finalmente percebeu que não é com fanfarronices e a querer aparecer sempre que a equipa ganha que se conquista a tão desejada hegemonia. Espero que a postura seja para continuar. Mas também se tem de lhe dar o mérito de em Junho de 2013 ter resistido a tudo e a todos e ter mantido o treinador em funções. O presidente Vieira de 2006 não o teria eito, preferindo "salvar-se" e mandando o treinador para o cepo. O presidente Vieira de 2013 fez finca pé pela sua convicção e arriscou a sua reputação junto da maioria dos adeptos, apostando inequivocamente e sozinho, na manutenção de Jesus à frente dos destinos do Benfica. A renovação (com mais prémios pelas conquistas) do treinador foi vista por quase todos como um erro estratégico quando o rival nortenho se preparava para renovar a sua estrutura com a entrada do treinador da moda. E mesmo depois do inicio horroroso, manteve-se firme colocando-se ele próprio no cepo com o treinador. Vieira ganhou em toda a linha com a aposta que fez, e com isso certamente granjeou mais apoio entre a massa associativa. Com esta equipa, os seus "3+1+50" parecem certamente possíveis. As suas palavras na hora de festejar, aglutinando na festa mesmo aqueles que nunca acreditaram até estar garantido, foi de líder. Deixou-se de tiques dictatoriais e se continuar assim, pode ter a certeza de que me converterei ao "vieirismo". Porque na realidade eu quero é um presidente com acções à Benfica, independentemente de se chamar Vieira, Rangel, Carvalho ou Manel...

Finalmente, não queria aqui deixar de expressar também um terceiro obreiro, na pessoa do King, Eusébio da Silva Ferreira, que mesmo na morte deu tudo ao glorioso Benfica. Parece que desde que nos deixou, o Pantera Negra encarnou em cada um dos nossos jogadores, pois a raça, brio e ambição parecem agora os mesmos dos seus tempos, em que o Benfica vergava a Europa e o Mundo do Futebol à sua vontade, sendo indiscutivelmente a melhor equipa dos anos 60. Obrigado King! este 33 é também para ti e para o teu "pai", o senhor Coluna.